DIA INTERNACIONAL DA MULHER

                         A comemoração do Dia Internacional da Mulher surgiu no final do século XIX e início do século XX nos Estados Unidos e na Europa, em um contexto  de lutas em busca por melhores condições de vida e trabalho, e pelo direito de voto. 

                       No ano de 1917, na Rússia, mulheres trabalhadoras empreenderam significativas manifestações por melhores condições de vida e trabalho, sendo o dia 8 de março de 1917, a data da principal manifestação. 

                       Na década de 1970, o ano de 1975 foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e o dia 8 de março adotado como o Dia Internacional da Mulher, tendo como objetivo lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, independente de divisões nacionais, étnicas, linguísticas, culturais, econômicas ou políticas.

                      Ao celebrarmos o Dia Internacional da Mulher, como Igreja, fazemos memória das grandes mulheres que foram protagonistas, marcando a  história de seu tempo, abrindo caminhos e conquistando novos espaços. Que tal evidenciamos neste 08 de março, o testemunho de Clara de Assis,  Luisa de Marillac,Tereza de Ávila, Catarina de Sena, Tereza de Calcutá... e tantas outras que vivenciaram belíssimas histórias de superação e lutas por causas verdadeiramente nobres,  que mesmo em tempos onde tudo era voltado e centrado no masculino, elas mostraram o valor e a importância da presença feminina na Igreja e na Sociedade.
                       
                     Para aprofundar e evidenciar a importância da participação da mulher na construção da sociedade e sua contribuição na ação evangelizadora da Igreja, permito-me tomar emprestado alguns pensamentos do Papa Francisco sobre este tema:

“Eu gostaria de ressaltar que a mulher tem uma sensibilidade particular pelas ‘coisas de Deus’, sobretudo para nos ajudar a compreender a misericórdia, a ternura e o amor que Deus tem por nós. Gosto de pensar também que a Igreja não é ‘o’ Igreja, mas ‘a’ Igreja. A Igreja é mulher, é mãe, e isto é bonito. Deveis pensar e aprofundar isto”.

“Os dotes de delicadeza, sensibilidade e ternura peculiares, que enriquecem o espírito feminino, representam não apenas uma força genuína para a vida das famílias, para a propagação de um clima de serenidade e de harmonia, mas uma realidade sem a qual a vocação humana seria irrealizável. E isto é importante! Sem estas atitudes, sem estes dotes da mulher, a vocação humana não consegue realizar-se!”

“As tantas formas de escravidão, de mercantilização, de mutilação do corpo das mulheres nos comprometem, portanto, a trabalhar para derrotar esta forma de degradação que o reduz a um puro objeto de venda nos vários mercados. Desejo chamar à atenção, neste contexto, a dolorosa situação de tantas mulheres pobres, obrigadas a viver em condições de perigo, de exploração, relegadas às margens das sociedades e vítimas de uma cultura do descartável”.

Que a celebração do Dia Internacional da Mulher suscite em nossos corações o desejo da superação de preconceitos e a coragem necessária, para que juntos possamos contribuir na construção da tão sonhada PAZ.  

Ir. Neriuza Franco
Filha da Caridade

 
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