Pequena
Introdução
Na igreja das Mercês, em Curitiba, costumava olhar
com ternura para a bela imagem de Nossa Senhora das Mercês
com seu Menino Jesus e anjinhos segurando os grilhões
da libertação. Sentia que ela também
olhava para mim e dizia: "Escreva o diário de
minha vida"! De início, senti-me incapaz desta
tão nobre tarefa. Mas, ela insistia todo santo dia,
garantindo-me que o Espírito Santo, parceiro dos
seus mistérios, estaria comigo e, juntamente com
ela, me falariam ao coração. Isso me deu coragem,
e redigi então este diário da história
quotidiana de Maria, sentindo o que ela sentiu e me falou
ao coração.
A figura desta Mulher bendita enchia meu mundo interior.
Suplicava ao Pai que cuidasse de mim ao transmitir a história
íntima de sua Filha predileta. Orava a Jesus para
colocar em mim seus sentimentos de filho e a experiência
que teve da Mãe. Pedia ao Espírito anto que
me inspirasse as mais fidedignas reflexões sobre
sua aliada na geração do Filho de Deus.
Para o homem, o feminino é o mais belo e santo sacramento
natural de Deus. Fico abismado com Maria de Nazaré.
Para nós, católicos, o símbolo ou arquétipo
do feminino, como diria Jung, é Maria de Nazaré.
Vivi intensamente minha tendência para o feminino.
Tive mãe, irmãs e amigas maravilhosas. A graça
do coração feminino, :evelado em parte ria
beleza do corpo, envolveu minha vida desde adolescência.
Graças a Deus e alguns cuidados, isso continua e
pero que o seja até à morte. Mas, nem tudo
foi poema em minha teridade sexual. Vivi momentos de desequilibrio
como todos os seres humanos, exceto Jesus e Maria de Nazaré...
Você
encontra o Livro do Frei Zanini na secretaria da
Paróquia Nossa Senhora das Mercês.