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Função Data Curitiba, 21 de novembro de 2008


















 

 

História

Os Capuchinhos e a Paróquia N. Sra. das Mercês

 


Índice

 

 

 

 

 

Viagem e chegada ao Paraná

Em 1919, o bispo de Curitiba, D. João Francisco Braga, esteve em Roma (Itália) para a visita obrigatória dos bispos ao Papa. Nessa ocasião, interessou-se em obter sacerdotes para sua diocese. Seguindo sugestões recebidas, falou com o Ministro geral de todos os capuchinhos e este lhe sugeriu que falasse com a Província de Veneza. O bispo não perdeu tempo. Viajou para Veneza e pode falar com os superiores da Província de Veneza. Depois de diálogos e tratativas, conseguiu que um primeiro grupo de quatro capuchinhos viajasse com ele até Curitiba, por via marítima. Com o bispo, partiram de Gênova (Itália) aos 17 de setembro de 1919. Depois de 18 dias de viagem com o navio Princesa Mafalda, chegaram no Rio de Janeiro na manhã de 5 de outubro do mesmo.

Aprenderam a língua portuguesa no Rio de Janeiro e São Paulo. Aos 18 de janeiro de 1920, o bispo chamou para Curitiba os freis Ricardo de Vescovana e Teófilo de Thiene, onde chegaram aos 20 de janeiro de 1920, hospedando-se no seminário diocesano. Os capuchinhos consideram esta data como a oficial da chegada em Curitiba do primeiro grupo missionário, vindo da Província capuchinha de Veneza (Itália). Aos 27 do mesmo mês, partiram de carroça para Cerro Azul, onde foram empossados como pároco e vigário paroquial aos 01 de fevereiro de 1920.

Os outros dois capuchinhos (fr. Angélico de Ênego e Maximiliano de Capodístria) foram chamados aos 28 de janeiro e no dia seguinte (29.1.1920) se encontravam em Jaguariaíva, PR, que se tornou a primeira sede temporária dos capuchinhos.

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A primeira casa em Curitiba

Temporariamente a sede dos capuchinhos permaneceu em Jaguariaíva. Em 1921, fr. Ricardo, o superior, comprou um terreno nas Mercês. No ano seguinte (1922), recebeu a licença do bispo para construir um convento central. O engenheiro José Muzillo preparou a planta e, aos 28.11.1923, fr. Ricardo iniciava a primeira ala do convento das Mercês. Em apenas 11 meses, estava pronto aos 30.10.1923.

Durante a construção do convento, os freis se hospedaram na casa de Amando Man, onde improvisaram também um oratório público para funções religiosas, situada quase na frente do atual colégio das Irmãs Vicentinas, nas Mercês. Terminado o convento, os freis nele se instalaram e, num quarto à direita da portaria, funcionava a capela para atender o povo. O convento foi oficialmente bento aos 4 de fevereiro de 1925, por ocasião da visita do Ministro geral, fr. José Ant. de Persicetto.

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Seminário seráfico

Os capuchinhos, após terem chegado em Curitiba, instalaram-se em algumas paróquias. em seguida fizeram o convento nas Mercês. Em 1925, começou-se falar em construir um seminário para as vocações, mas os recursos financeiros eram difíceis. A solução temporária foi abrir, aos 2 de fevereiro de 1930, o seminário no convento das Mercês com 20 seminaristas. O futuro seminário ficou pronto e inaugurado aos 5 de janeiro de 1935 em Butiatuba.

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A igreja das Mercês

O engenheiro José Muzillo fez a planta da igreja das Mercês, sendo aprovada pelos superiores capuchinhos aos 6 de fevereiro de 1925. Os freis não perderam tempo e, aos 26 de junho de 1926, iniciaram os alicerces da igreja das Mercês, nos quais foram usados 347mt² de pedra. A pedra fundamental foi benta aos 26 de setembro de 1926 por D. João Fr. Braga, já arcebispo de Curitiba com a presença do governador do Estado, outras autoridades e mais 3.000 fiéis.

Aos 15 de setembro de 1929, o arcebispo benzeu a nova e atual igreja de N. Sra. das Mercês que custou 280.000$000 contos. A festa de inauguração foi aos 29 de setembro de 1929, já ultimada e decorada na parte interna como se encontra atualmente, com a estátua de N. Sra. das Mercês, esculpida em madeira pelo artista italiano Giacomo Scopoli. A igreja mede 51 x 18 metros.

Passados sete anos, aos 24 de setembro de 1933, realizou-se a solene coroação da estátua de N. Sra. das Mercês com a presença de três bispos, autoridades e muito povo. Nessa ocasião, o arcebispo, que presidiu toda a cerimônia, disse: «Esta é a minha segunda catedral!»

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Centro de encontro dos freis

O novo convento das Mercês era o único lugar onde os freis podiam se reunir. Desde 1920 até 1925 eles viviam dispersos nas paróquias e nunca puderam se reunir todos. Somente aos 5 de fevereiro de 1925 todos os freis missionários capuchinhos conseguiram reunir-se, pela primeira vez, juntos no novo convento das Mercês para um retiro anual.

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Sede do Superior e nova ala

Durante os primeiros cinco anos (1920-1925), a sede dos capuchinhos foi em Jaraguariaíva, PR. Em janeiro de 1925, o superior fr. Ricardo de Vescovana transferiu a sede para o novo convento das Mercês, com 32 metros de comprimento, 12 de largura e 16 de altura. Podia abrigar 25 freis, alguns hóspedes, mas era insuficiente para acolher os novos freis brasileiros para o estudo de filosofia e teologia.

Por isso, aos 2 de março de 1937, o então superior fr. Inácio de Ribeirão Preto recebeu a licença para construir uma nova ala (a do fundo) para acolher os freis estudantes. Os trabalhos iniciaram logo e em dezembro de 1938, a nova ala estava pronta para acolher os estudantes de filosofia e teologia.

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Mercês e Umbará

Aos 28 de fevereiro de 1928, o bispo de Curitiba, D. João Francisco Braga, confiava também aos capuchinhos das Mercês o cuidado pastoral de Umbará, nos arredores de Curitiba. Lá trabalharam os capuchinhos fr. Tarcísio Mastena de Bovolone e fr. Anselmo Taioli de São Mauro. Frei Anselmo, constatando que a igreja local, inaugurada aos 29 de junho de 1897, se tornava insuficiente por causa do crescimento demográfico, tomou a iniciativa de construir outra, semelhante à igreja N. Sra. das Mercês, em Curitiba, mas em menores proporções. O projeto da igreja esteve ao encargo do engenheiro Giovanni De Mio, do qual resultou a atual igreja de Umbará. Fatos posteriores ocorridos com o mesmo fr. Anselmo forçaram a saída dos capuchinhos desse lugar (5.7.1931).

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Das Mercês até Açungui de Cima

Após o trabalho desenvolvido pelos frades franciscanos do Bom Jesus e pelos padres claretianos, a 1º de janeiro de 1927 os freis capuchinhos das Mercês receberam a incumbência de zelar pastoralmente pelas capelas de Almirante Tamandaré, Rio Brando do Sul, Votuverava e Açungui de Cima. Enquanto a sede dos freis permanecia em Curitiba, nas Mercês, e alguns deles percorriam toda essa região, sempre a cavalo, para atender estas distantes capelas. Somente quando foi aberto do Seminário de Butiatuba, em 1935, os freis que residiam nesse novo lugar começaram atender toda a grande e difícil região do Assungui.

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Atividade pastoral

Com a construção do convento e da igreja de N. Sra. das Mercês, o bairro começou a crescer. Por isso, os freis capuchinhos logo se envolveram em atividades pastorais com o atendimento do povo e a organização de associações religiosas.

A Ordem Terceira Franciscana foi fundada em 1934, no tempo de fr. Inácio de Ribeirão Preto. Apesar das dificuldades em alguns períodos, hoje (2001) ainda continua atuante.

O Apostolado da Oração foi fundado por fr. Ricardo Vescovana em junho de 1928.Foi um movimento forte e continua até nossos dias (2001).

A Cruzada Eucarística foi organizada e fundada aos 22 de agosto de 1928. Na celebração do jubileu de prata (1953) havia mais de 200 crianças inscritas. Com o correr dos tempos, esse movimento eclesial diluiu-se, sendo substituído por outros.

A Pia União das Filhas de Maria tornou-se um dos movimentos pioneiros, fundada ainda em 1926 por fr. Ricardo de Vescovana. Apesar de no passado ter sido julgado como «uma das esperanças para um mundo melhor», com as renovações do século passado o movimento perdeu sua forma, sendo substituído por outras formas de atividades.

A Congregação Mariana foi fundada na igreja das Mercês aos 10 de julho de 1927, sendo reitor da igreja fr. Ricardo de Vescovana. No passado, formou o grupo talvez mais atuante da igreja das Mercês. Os Congregados com as Filhas de Maria tornaram-se forças vivas e constantes ao lado dos freis. Mais tarde os dois movimentos se fundiram e acabaram desaparecendo na Igreja das Mercês. Outras modalidades de atuação substituíram esses dois movimentos eclesiais.

A Conferência de São Vicente (Vicentinos) também foi organizada e fundada durante a reitoria de fr. Ricardo de Vescovana, aos 24 de abril de 1941. O número de membros nunca foi alto, mas mostrou-se solidários com os pobres e necessitados.

A Associação de Santo Antônio (Pia União) teve como fundador fr. Salvador Casumaro, aos 13 de junho de 1957. Sua finalidade caritativa manteve-se constante ao longo dos anos e ainda hoje (2001) continua atendendo semanalmente muitas pessoas carentes.

Após o Concílio Vaticano II, todos os movimentos eclesiais foram reformulados. Aos poucos, alguns foram desaparecendo enquanto outros se mantêm atuantes até os dias de hoje (2001). As estruturas paroquiais também modificaram tanto internas como externas para melhor atingir todo o território paroquial.

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A torre da igreja das Mercês

A torre da igreja das Mercês, com seus 52 metros de altura até o alto e mais de mil metros acima do nível do mar, foi inaugurada em 1949 e tornou-se uma novidade arquitetônica porque construída separada da igreja. Frei Beda Toffanello de Gavello, reitor da igreja das Mercês de 1944 a 1948 e de 1949 a 1951, foi quem mais se dedicou à esta construção. A torre foi inaugurada sem os sinos, que chegaram 11 anos mais tarde. Foram fundidos em Bassano del Grappa, na Itália. Após muitas dificuldades alfandegárias, os sinos chegaram em Curitiba aos 6 de abril de 1952, sendo bentos pelo arcebispo D. Manuel da Silveira D’Elboux. Aos 08 de junho de 1952, quando fr. Nereu J. Bassi era pároco, os sinos da torre das Mercês, doação do então governador do Estado do Paraná, Moyses Lupion e sua consorte Dna. Hermínia, bateram pela primeira vez, diante de grande multidão de fiéis que, entre palmas e vivas, saudaram o evento. Os quatro sinos pesam 1.950 quilos.

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Salão paroquial

Os movimentos eclesiais existentes na igreja N. Sra. das Mercês continuavam fortes, atuantes e com reuniões constantes. Porém, não dispunham de um salão apropriado. O pároco fr. Salvador Casumaro acolheu os pedidos dos fiéis e, aos 25 de setembro de 1955, lançou a pedra fundamental do prédio (o atual e fechado Cine Mercês), com fachada para a Av. Manoel Ribas, inaugurado oficialmente aos 13 de dezembro de 1958.

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Cine Mercês

Para enfrentar as dificuldades financeiras da paróquia, o mesmo pároco, fr. Salvador Casumaro, decidiu transformar o salão paroquial das associações religiosas em Cine Mercês. Depois da necessária adaptação, conseguiu comprar máquinas cinematográficas na Itália. Apesar disso, essa iniciativa conseguiu manter-se atuante somente por alguns anos. O salão foi alugado para outras finalidades e, finalmente, fechado.

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Ensino catequético

Desde o início, os primeiros capuchinhos se esforçaram em ministrar, na igreja das Mercês, ensino catequético segundo o sistema então usado. Isso era feito através da pregação, de cerimônias religiosas nos domingos à tarde, nas preparações à primeira eucaristia e crisma e em outras oportunidades.

O governador do Estado, Bento Munhoz da Rocha Neto, com decreto n. 12.704 (24.5.1954) sancionou o ensino religioso nas escolas. Por isso, o pároco fr. Salvador Casumaro reunia, em 1955, os professores do bairro para estudar como ministrar esse ensino. No primeiro congresso catequético estadual (1966), representantes da paróquia mostraram-se atuantes nesse encontro. Com a ajuda dos estudantes capuchinhos, que viviam no convento das Mercês, prepararam-se encenações e exposições, além do ensino normal de catequese.

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Campanhas bíblicas

Quanto ao estudo popular da Bíblia, na igreja das Mercês, merece destaque a campanha bíblica organizada em 1956. Essas instruções populares prosseguiram de tal maneira que o arcebispo concedeu à paróquia das Mercês um diploma e uma medalha de ouro.

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Movimentos litúrgicos

As liturgias em geral, os dias eucarísticos e marianos, as devoções populares foram uma constante nas pregações por parte dos freis capuchinhos com o intuito de sempre mais instruir o povo de Deus.

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Devoção Mariana

Desde a inauguração da igreja das Mercês, sempre houve especial cuidado em preparar a festa da padroeira no mês de setembro. Durante o mês de maio, as manifestações marianas eram diárias com instruções populares através da pregação. Qualquer movimento marial, promovido pela diocese, sempre era bem aceito e concretizado pelos freis e fiéis. No passado, eram freqüentes as procissões populares marianas. Em 1956, houve especial destaque à presença da estátua da Virgem Maria, vinda de Fátima, Portugal. Nas missões de 1959, os missionários redentoristas proclamaram a Virgem Maria a Suprema Diretora das Missões.

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Andores do Menino Deus

Houve uma época em que, durante o tempo natalino até a festa da Epifania, organizavam-se pequenos andores que, saindo da igreja das Mercês, se dividiam em seis direções e entravam nas casas, previamente marcadas. Foi uma iniciativa para manter nas crianças e adolescentes o entusiasmo religioso e o gosto pela formação na vida cristã.

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Capelinhas

Frei Irineu Giacon de Pádua iniciou, aos 01 de setembro de 1944, a peregrinação de capelinhas pelas famílias. Inicialmente era feita somente no mês de maio. Após a criação da paróquia (1951), esse movimento religioso se intensificou. O objetivo era fomentar a união e a paz entre as famílias, confortar e infundir esperanças nas pessoas doentes.

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São Cristóvão e bênção de veículos

Aos 27 de julho de 1952, o pároco das Mercês –fr. Nereu J. Bassi- organizou a primeira festa e bênção de carros em Curitiba como elemento de catequese popular. A iniciativa prosseguiu até 1958, quando o arcebispo de Curitiba criou a nova paróquia de São Cristóvão, onde então se iniciou a bênção dos carros.

Apesar desta específica paróquia, a bênção de carros na igreja N. Sra. das Mercês dos Capuchinhos tornou-se tão popular que até hoje (2001) os freis atendem diariamente a bênção de carros. Concretamente, a bênção de carros pelos capuchinhos tornou-se conhecida em toda a cidade de Curitiba.

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Bênção de veículos na primeira sexta-feira do ano

Com o decorrer dos anos, os capuchinhos iniciaram benzer veículos na primeira sexta-feira de cada ano. A iniciativa ganhou vulto e, há anos, nesse dia milhares de carros recebem a bênção dos freis capuchinhos. Nos últimos anos, organizaram-se equipes de até 20 freis capuchinhos para atender os motoristas. Além da bênção, há freis que atendem constantemente na igreja das Mercês para bênçãos individuais, aconselhamento e confissões. Neste dia, a polícia direciona o trânsito o dia inteiro nas quadras ao redor da igreja das Mercês.

A bênção da primeira sexta-feira do ano foi uma transformação da festa de S. Cristóvão e, como tal, iniciou a 1º de janeiro de 1971, quando fr. Pio Boscheco era o pároco. Anualmente, atrai de 13 a 20 mil, ou mais, motoristas de toda cidade de Curitiba.

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Coral Pio XII

Foi após a carta do papa Pio XII sobre As Escolas de Cantores (3.9.1958), que fr. Clemente Vendramim começou organizar, desde 1959, um coral na igreja das Mercês, oficialmente reconhecido aos 19 de março de 1960. O objetivo primário foi solenizar as celebrações litúrgicas. Permaneceu ativo por diversos anos. Com as novas orientações do Concílio Vaticano II, houve esforço para a participação popular nos cantos, o que fez diminuir e até desaparecer a atuação do Coral Pio XII.

Passados diversos anos, o coral foi reativado, com novo nome (coral N. Sra. das Mercês) e, atualmente (2001), ainda soleniza alguns momentos importantes da vida litúrgica paroquial.

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Igreja da Ordem

A Igreja da Ordem encontra-se no centro histórico de Curitiba e é um dos monumentos expressivos da cidade. Desde 1737 tornou-se um centro de movimentação religiosa e franciscana, zelada por diversos sacerdotes. Em 1940, o arcebispo D. Ático Eusébio da Rocha confiou aos capuchinhos o cuidado desta Igreja. O capuchinho frei Tarcísio Mastena de Bovolone, então professor de filosofia na Universidade do Paraná, zelou desta igreja durante nove anos.

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Colégio dos Maristas

Perto da igreja das Mercês, funcionava o grande seminário dos Irmãos Maristas, conhecido simplesmente como Champagnat. Construído em 1927, os freis capuchinhos sempre prestaram assistência religiosa até quando foi vendido e onde, agora, funciona a Faculdade Tuiuti.

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Capelas rurais

Os capuchinhos da igreja das Mercês atendiam, semanalmente, três capelas: a capela São João Batista, inaugurada aos 27 de abril de 1952; a capela São José, inaugurada aos 21 de março de 1954 e a capela São Nicolau inaugurada aos 17 de outubro de 1966. Com esta assistência, os capuchinhos lançaram as bases destas capelas que, hoje, são paróquias independentes.

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Escola São José das Mercês

Os capuchinhos, após terem construído o convento e a igreja das Mercês, não hesitaram em construir e inaugurar (03.01.1931) ao lado da igreja (onde hoje se encontra o Salão paroquial), uma escola de madeira, conhecida como Escola São José. Inicialmente todas as professoras eram voluntárias.

A escola era modesta, mas o número de alunos crescia. Como não havia acomodações para todos, frei Inácio de Ribeirão Preto convidou as Irmãs das Filhas da Caridade (Vicentinas) para que assumissem o ensino. Elas aceitaram o convite em 1932, e viveram em casa alugada perto da Escola São José. As Irmãs Vicentinas, com o passar dos anos, adquiriram um terreno em quadra perto da igreja da igreja das Mercês e construíram sua primeira escola, inaugurada aos 04 de novembro de 1943 com o nome de Instituto N. Sra. das Mercês. Mais tarde, aos 05 de fevereiro de 1956, as Irmãs Vicentinas inauguraram o atual colégio.

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Colégio São Francisco de Assis

Com a presença do bispo auxiliar de Curitiba, D. Jerônimo Mazzarotto, foi benta, aos 30 de setembro de 1962, a pedra fundamental do Colégio S. Francisco, o primeiro ginásio no bairro das Mercês. Os freis que mais atuaram neste sentido foram fr. Fidélis de Colombo e Mansueto Bozic. Em 1968, funcionavam também os cursos normal, técnico-comercial e contabilidade. No entanto, aos 28 de fevereiro de 1974, o Colégio S. Francisco foi alugado a um grupo particular de professores e continua até hoje (2001).

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Grupo Escolar S. Francisco de Assis

Na quadra abaixo do Colégio S. Francisco, os freis que zelavam do mesmo Colégio, construíram um grupo escolar, inaugurado aos 11 de junho de 1967 com a presença de Autoridades. Esse Grupo Escolar S. Francisco de Assis foi organizado com o objetivo de ser a primeira etapa do Colégio S. Francisco. Atualmente está alugado à Secretaria de Educação do Estado do Paraná.

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Capelania hospitalar

Aos 24 de agosto de 1953, foi inaugurado, nas Mercês, o Hospital N. Sra. das Graças. Desde essa data, os freis capuchinhos atenderam e atendem esta capelania com visitas diárias aos doentes, administração dos sacramentos, missa semanal e outras atividades internas do setor da Pastoral da Saúde. Em 2003, os freis completarão 50 anos de atendimento a este hospital.

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Capelania militar

Durante 25 anos (1952-1977), nossos freis assumiram também a capelania militar em Curitiba. Nesta atividade destacaram-se fr. José Vitalino Galvan (que também foi pároco das Mercês) e fr. João Estêvão Costa. Esses freis capelães residiram quase sempre no convento das Mercês. Além do atendimento normal aos militares, os freis desempenhavam outras incumbências especiais neste setor.

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Amigos dos pobres

Desde o início, os freis capuchinhos procuraram, dentro do possível, atender os pobres através das Conferências de São Vicente e da Pia União de Santo Antônio. Os Vicentinos, fundados aos 24 de abril de 1941, ajudam e visitam os assistidos e procuram situar os problemas e necessidades. A Pia União, fundada aos 13 de junho de 1957, é sustentada por um grupo de senhoras que se reúnem para confeccionar vestuários e os distribuem semanalmente.

Além destas iniciativas, ainda operantes hoje, o capuchinho frei Ovídio Zanini planejou e organizou a FREI (Fundação de Recuperação de Indigentes) que, popularmente, ficou conhecida com o nome de Dom Camilo. Frei Ovídio levou avante esta obra durante 15 anos, quando, por diversos motivos, a entidade foi dissolvida e passou às mãos das autoridades municipais.

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Os capuchinhos e a televisão

Há decênios que os capuchinhos das Mercês foram convidados, por emissoras de TV de Curitiba, a celebrarem a missa dominical aos domingos. Esta atividade pastoral iniciou quando os responsáveis pela TV Iguaçu, Canal 4, de Curitiba, ofereceram aos capuchinhos esta possibilidade e foi aceita aos 21 de janeiro de 1968. Em outubro de 1990 cessou a missa no canal 4. Em julho de 1992 iniciaram as celebrações na TV Bandeirantes, canal 2, de Curitiba, pelo frei João Daniel Lovato. Portanto, são 33 anos que os freis das Mercês e outros atuam nesta pastoral.

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Os movimentos eclesiais após o Concílio Vaticano II

Após a celebração do Concílio Vaticano II (1962-1965), tanto as Ordens religiosas como os movimentos eclesiais passaram por atualizações mais ou menos profundas. O mesmo se deu com as associações da paróquia das Mercês. Algumas desapareceram, outras foram remodeladas e umas terceiras surgiram como necessidade dos tempos atuais.

Atualmente (setembro de 2001), na paróquia N. Sra. das Mercês existem e funcionam estes movimentos ou forças eclesiais (em ordem alfabética):

1. Apostolado da Oração – Foi fundado aos 01.07.1928 por fr. Ricardo de Vescovana, o primeiro superior dos Capuchinhos no Paraná.

2. Capelinhas - Movimento iniciado aos 01.09.1944 por fr. Irineu Giacon.

3. Catequese – A catequese, em formas diferenciadas, sempre existiu nas Mercês e a primeira catequista foi Dna. Ida Teixeira de Freitas, que preparou a primeira turma para a primeira Eucaristia aos 06.01.1927.

4. Conselho de Assessoria econômica da paróquia (CAEP) - Existia desde 1981 quando fr. Alcides Rossa era pároco, mas somente em 1993, com fr. Ângelo Chiarelli (pároco), passou a ter atuação mais estruturada.

5. Conselho Paroquial de Pastoral (CPP) - Começou a funcionar em 1981 na época de fr. Alcides Rossa (pároco).No entanto, sua oficialização deu-se aos 13.02.1999 no tempo de fr. Messias Vicente Rodrigues.

6. Coral das crianças e adolescentes – Esse coral iniciou suas atividades em maio de 1982, na gestão de fr. Alcides Rossa (pároco), sendo as responsáveis Wilma Barsotti e Juecy Lineiro. A partir de 1994, fr. Ângelo Chiarelli (pároco) tornou-se o responsável desse coral.

7. Coral Pio XII (N. Sra. das Mercês) – O coral Pio XII iniciou ser organizado em 1959 por fr. Clemente Vendramim. Com as orientações do Concílio Vaticano II foi desaparecendo. Aos 10.09.1991, no tempo de fr. Alcides Rossa (pároco), o coral ressurgiu pelos esforços do maestro João Kosak e da Sra. Waldomira Zorthea com o nome de Coral N. Sra. das Mercês.

8. Encontro de Casais com Cristo (ECC) - É movimento recente, iniciado aos 05.12.1999 pelo atual pároco fr. Alvadi P. Marmentini.

9. Grupo S. Rita – Este grupo vem atuando desde 22.05.1977, quando era pároco fr. Davi N. Barboza.

10. Juventude Franciscana (JUFRA) – O grupo dos Francisclarianos, fundado aos 28.09.1997 por fr. Ângelo Chiarelli pode ser considerado, talvez, como fase preparatória indireta da JUFRA, mas dissolveu-se. A JUFRA, como movimento estruturado, iniciou aos 21.04.2001, sob os cuidados de fr. Alvadi P. Marmentini (pároco) e de fr. Adriano Antônio Faria.

11. Legião de Maria – Frei Rafael Proner, vigário paroquial, organizou a fundação da Legião no período de fr. Salvador Casumaro (pároco). Com o correr dos anos sofreu uma interrupção, sendo reavivado aos 08.12.1987, quando fr. Atílio Galvan era o pároco.

12. Ministros da Eucaristia – Na festa de Cristo (23.11.1980), fr. Davi N. Barboza (pároco) oficializou a presença e o encargo dos primeiros ministros da Eucaristia.

13. Oficinas de Oração – Este movimento funcionou em 1988 e 1989, com fr. Sérgio José Prando (pároco). Somente reapareceu na paróquia a partir de 02.08.1999 com fr. Messias Vicente Rodrigues (administrador paroquial).

14. Ordem Franciscana Secular (OFS) – É um dos primeiros movimentos organizados na igreja das Mercês, fundado aos 07.02.1934 por fr. Ricardo de Vescovana, superior do primeiro grupo de missionários capuchinhos que, de Veneza (Itália) vieram ao Paraná.

15. Pia União de Santo Antônio – Sua organização deve-se ao pároco fr. Salvador Casumaro aos 13.06.1957 com o nome Associação de Santo Antônio.

16. Pastoral do Dizimo – Existe desde maio de 1985 com fr. Atílio Galvan (pároco). Como Pastoral foi oficializada aos 03.04.1999 por fr. Messias Vicente Rodrigues (administrador).

17. Pastoral Familiar – Um movimento familiar existiu desde 1977 com fr. Davi N. Barboza (pároco). Todavia, como Pastoral Familiar, foi organizada por fr. Mauro Vellozo Rodrigues (vigário paroquial) a partir de 15.05.1996.

18. Pastoral da terceira idade – As primeiras tentativas de reunir os da terceira idade foram feitas por fr. Ivo M. Lazzarotto (1997-98). Como Pastoral foi organizada aos 26.7.2000 por fr. Alvadi Pedro Marmentini, quando vigário paroquial.

19. Pastoral Vocacional – O movimento vocacional funciona desde 1977, na época de fr. Davi N. Barboza (pároco). Como pastoral paroquial foi oficializada aos 30.08.1993, por fr. Ângelo Chiarelli (pároco). Note-se, no entanto, que as primeiras vocações capuchinhas surgiram nos arredores do convento e igreja das Mercês. Desde 1925 falava-se da questão vocacional nas Mercês e, em 1930, foi aberto no convento das Mercês o primeiro seminário com 18 seminaristas.

Com estas forças eclesiais, os capuchinhos e a comunidade paroquial procuram atualmente (ano de 2001), responder às necessidades territoriais. Cada movimento possui sua atuação concreta levando avante a necessidade da renovação e da formação permanente do povo de Deus.

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A presença capuchinha no sistema viário nas Mercês e Curitiba

Na cidade de Curitiba, mas especialmente no bairro das Mercês, algumas ruas e praças lembram a presença dos freis capuchinhos e são as seguintes:


1. Praça Frei Timóteo, no bairro das Mercês, em Curitiba, PR (perto do prédio da Telepar). Frei Timóteo de Castelnuovo (Domingos Luciani, 1817-1895), durante 40 anos (1855-1895), missionário entre os índios do Paraná, ao longo do rio Tibagi. Foi chamado Pai dos Coroados.

2. Praça Divina Pastora, no bairro das Mercês, em Curitiba, PR. Divina Pastora, padroeira das Missões Capuchinhas. Devoção trazida da Espanha e muito difundida em toda a América Latina, antes do Concílio Vaticano II. Fica na Av. Manoel Ribas com a rua dos Capuchinhos.

3. Praça Frei Ricardo, no bairro das Mercês, em Curitiba, PR. Frei Ricardo de Vescovana (Giuseppe Moro, 1876-1942) foi o primeiro superior Regular da Missão do Paraná, de 1919 a 1931. A Província também o homenageou atribuindo seu nome ao seminário de Céu Azul, PR.

4. Rua Frei Tarcísio Mastena, em Santa Felicidade, PR. Frei Tarcísio Mastena de Bovolone (Emílio Mastena, 1891-1970), missionário no Paraná de 1925 a 1948. Muito conhecido na Capital, e principalmente entre os emigrantes vênetos de Santa Felicidade, onde é nome de uma rua, como continuação da rua Turíbio T. Braga.

5. Rua Frei Constantino Gozzo de Cellore (João Gozzo, 1897-1985) – Chegou ao Paraná em 1925. Foi o primeiro pároco capuchinho em Capinzal, SC (1936). Esta rua se encontra no bairro Vista Alegre, Curitiba, paralela com a rua Dep. João F. Neves.

6. Rua Frei Teófilo de Thiene, no bairro Capão Raso, Curitiba, paralela com a rua José Zaleski. Frei Teófilo Luchini (1890-1962) pertenceu ao primeiro grupo de missionários capuchinhos ao Paraná. Trabalhou na pastoral e na educação dos seminaristas. Poeta e fotógrafo.

7. Rua Frei Valentim Hella, no bairro Vista Alegre, Curitiba, cruza a rua Vitório Sbalquero.

8. Rua dos Capuchinhos, no bairro Mercês, Curitiba, paralela com a rua Jacarezinho. O primeiro grupo de capuchinhos missionários vênetos chegaram em Curitiba aos 20 de janeiro de 1920.

9. Jardim frei Ricardo de Vescovana, no bairro Mercês, Av. Manoel Ribas, Curitiba, na altura do hospital N. Sra. das Graças. Frei Ricardo Moro (1876-1942) foi superior do primeiro grupo de capuchinhos vindos ao Paraná em 1920. Construiu a primeira ala do convento das Mercês e a Igreja das Mercês. Superior por diversos anos.

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Cronologia de alguns eventos


20.01.1920 – Chegada dos freis Capuchinhos em Curitiba.

08.07.1921 – Licença de Veneza para comprar o terreno nas Mercês.

20.03.1922 – Bispo de Curitiba aprova a construção do convento.

28.11.1923 – Início dos trabalhos; engenheiro José Muzillo.

30.10.1924 – Terminado o convento, a atual parte para a Av. Manoel Ribas.

04.02.1925 – O Ministro geral fr. José de Persicetto abençoa o convento.

05.02.1925 – Primeiro encontro de todos os freis capuchinhos no novo convento.

06.02.1925 – Aprovação da planta da igreja das Mercês.

26.06.1925 – Abertura dos alicerces da igreja das Mercês.

09.02.1925 – A sede do superior capuchinho foi transferida de Jaguariaíva para Curitiba.

00.00.1925 – Fundação da Pia Associação das Filhas de Maria

26.09.1926 – Bênção da pedra fundamental pelo bispo de Curitiba, D. João Braga.

00.00.1927 – Início da construção do Colégio Champagnat dos Maristas e os capuchinhos foram seus capelães desde o início.

00.01.1927 – Fundação dos Congregados Marianos.

14.06.1928 – Fundação do Apostolado da Oração.

23.08.1928 – Fundação da Cruzada Eucarística

15.09.1929 – Bênção da igreja N. Sra. das Mercês.

29.09.1929 – Inauguração da igreja N. Sra. das Mercês.

02.02.1930 – Abertura do seminário no convento das Mercês com 20 seminaristas.

03.01.1931 – Início da escola S. José, ao lado da igreja das Mercês.

00.02.1932 – Os capuchinhos convidam as Irmãs Vicentinas a atenderam a escola S. José.

24.09.1933 – Coroação da estátua de N. Sra. das Mercês.

00.00.1934 – Fundação da Ordem Franciscana Secular.

05.01.1935 – Os seminaristas foram à Butiatuba onde foi inaugurado o seminário.

02.02.1935 – Abertura do noviciado no convento das Mercês.

02.03.1937 – Aprovada a construção da segunda ala do convento das Mercês.

00.12.1938 – Terminada a segunda ala do convento.

30.01.1939 – Abertura do estudo de filosofia e teologia no convento das Mercês.

00.00.1940 – Os freis iniciam atender a Igreja da Ordem

24.04.1941 – Fundação dos Vicentinos.

01.09.1944 – Início das capelinhas pelas famílias.

00.00.1949 – Inauguração da torre da igreja N. Sra. das Mercês.

17.09.1951 – Criação da paróquia N. Sra. das Mercês.

23.09.1951 – Frei Eugênio Nichele toma posse como primeiro pároco das Mercês.

27.04.1952 – Inaugurada a capela S. João, atendida pelos capuchinhos.

08.06.1952 – Pela primeira vez soaram os sinos da torre da igreja.

27.07.1952 – Primeira Páscoa dos motoristas e bênção de carros em Curitiba na igreja N. Sra. das Mercês.

25.06.1953 – Chega a imagem peregrina de N. Sra. de Fátima.

00.10.1953 – Os capuchinhos começam atender a capela S. José.

04.10.1953 – Inauguração do Hospital N. Sra. das Graças e os capuchinhos iniciam o atendimento dos doentes.

24.10.1954 – Chega a imagem de N. Sra. do Rocio, padroeira do Paraná.

25.09.1955 – Lançamento da pedra fundamental do salão paroquial (Cine).

01.01.1956 – Primeira missa irradiada da igreja N. Sra. das Mercês.

05.08.1956 – Início do movimento Juventude Operária Católica na igreja das Mercês.

13.06.1957 – Fundação da Associação de Santo Antônio. (24.07.1956?)

13.12.1958 – Inauguração do salão paroquial (Cine Mercês).

19.03.1959 – Fundação do Coral Pio XII.

30.09.1962 – Bênção da pedra fundamental do Ginásio S. Francisco de Assis.

00.00.1964 – Início da Obra Dom Camilo por frei Ovídio Zanini.

17.10.1966 – Os capuchinhos começam atender a capela São Nicolau.

11.06.1967 – Inauguração do Grupo Escolar S. Francisco de Assis.

26.04.1970 – Sagração episcopal de D. fr. Agostinho José Sartori

19.05.1971 – Comemoração dos 750 anos da fundação da Ordem dos Frades Menores.

25.09.1971 – Instalação de novo sistema de som na igreja.

00.00.1972 – Início da novena Cristo Partido pelo pároco fr. Ovídio Zanini.

00.00.1974 – Fr. Geraldo Carbonera assume a paróquia de maio a dezembro, como interino.

28.02.1974 – Colégio S. Francisco de Assis alugado a um grupo de leigos.

12.09.1974 – Aprovada a transferência do noviciado para as Mercês.

00.00.1975 – Instalação da aparelhagem eletrônica para os sinos da torre.

29.09.1975 – Início das missões populares.

19.09.1976 – Comemoração do jubileu de prata da paróquia.

04.10.1976 – Comemoração dos 750 anos da morte de S. Francisco de Assis.

24.09.1977 – Inauguração do salão paroquial no Cine Mercês.

07.07.1978 – Início da transmissão direta da novena de Cristo Partido pela Rádio S. Felicidade.

15.05.1984 – Instalação de pára-raios na igreja.

00.00.1990 – Início do dízimo e abolição de diversas taxas.

00.09.1991 – Início da pintura da igreja.

12.11.1991 – O coral Pio XII, há muito tempo desativado, reiniciou suas atividades.

16.01.1992 – Instalada a Capela das Devoções no interno da igreja.

00.02.1992 – Troca total da fiação elétrica da igreja.

26.09.1993 – Comemoração dos 60 anos da coroação da imagem de N. Sra. das Mercês, pelo bispo D. João Francisco Braga.

31.12.1994 – Inaugurado o altar da Sagrada Família na Capela das Devoções.

05.05.1995 – Chegou a mesa de som para o serviço de alto-falantes da igreja.

24.09.1995 – Inauguração do órgão eletrônico e do ambão da Palavra.

21.12.1995 – Realização de Autos de Natal na igreja matriz.

00.03.1996 – Revitalização dos setores da paróquia.

31.08.1996 – Término das obras do Centro de Pastoral.

14.03.1997 – Encenação da Via Sacra com atores do Rio de Janeiro.

06.06.1997 – Celebração dos 25 anos da novena de Cristo Partido com a presença do Arcebispo.

20.06.1998 – Início da reforma do escritório paroquial.

30.08.1998 – Organizada e fundada a Pastoral Vocacional na paróquia.

00.11.1998 – Decisão de preparar o Plano Pastoral programado.

28.11.1998 – Início do “cafezinho da fraternidade” depois das missas do 2º domingo, dia do dízimo.

13.12.1998 – Tomada de posse dos novos Ministros da Eucaristia, elevando-os a 11.

27.12.1998 – Primeiro encontro da terceira idade.

05.02.1999 – Legalização em cartório da compra da nova casa paroquial (temporária).

05.06.1999 – Lançamento do primeiro número do boletim paroquial mensal “O Capuchinho”

00.07.1999 – Pintura da fachada da igreja matriz e da torre.

24.09.1999 – Inauguração da iluminação da torre e da fachada da igreja com a presença do arcebispo e do prefeito de Curitiba.

10.12.1999 – Encerramento da assembléia paroquial com a deliberação de destinar parte do dízimo para a ação social.

01.01.2000 – Ano jubilar da Redenção. A igreja de N. Sra. das Mercês faz parte das “igrejas indulgenciadas” durante o ano jubilar da Redenção.

22.03.2000 – Visita do Ministro geral, fr. John Corriveau, e bênção das reformas do convento das Mercês.

27.04.2000 – Instalado um retroprojetor na igreja para o povo acompanhar os cantos.

28.06.2000 – Decisão de fazer uma réplica da imagem de N. Sra. das Mercês para as procissões e outros atos devocionais.

30.11.2000 – Em reunião decidiu-se celebrar o Natal com os carentes da Vila N. Sra. da Luz, na comunidade da Vila Verde, e auxílio de cestas básicas.

21.04.2001 – Primeiro encontro da JUFRA no Centro Pastoral.

00.05.2001 – Celebração dos 75 anos da arquidiocese de Curitiba.

17.09.2001 – Celebração dos 50 anos da paróquia N. Sra. das Mercês.

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REITORES E PÁROCOS DAS MERCÊS

Reitores da igreja

1. Fr. Ricardo Moro de Vescovana 1929-1931

2. Fr. Inácio Dal Monte de Ribeirão Preto 1931-1937

3. Fr. Ricardo Moro de Vescovana 1937-1941

4. Fr. Irineu Giacon de Pádua 1942-1944

5. Fr. Beda Toffanello de Gavello 1944-1948

6. Fr. Patrício Kódermaz de Nébola 1948-1949

7. Fr. Beda Toffanello de Gavello 1949-1951


Párocos da igreja

01. Fr. Eugênio Nichele de Umbará 22.09.1951-22.09.1952

02. Fr. Nereu José Bassi de Reana 23.03.1952-03.101954

03. Fr. Salvador Casumaro de Megliadino* 03.10.1954-14.02.1960

04. Fr. Fidélis de Souza de Colombo 14.02.1960-20.01.1964

05. Fr. José Vitalino Galvan de Antônio Prado 09.02.1964-20.01.1966

06. Fr. Bernardo Fr. Felippe de Ribeirão Claro 23.01.1966-22.10.1967

07. Fr. Nereu José Bassi de Reana 22.10.1967-06.03.1970

08. Fr. Pio Simão Boscheco de Campo Magro 08.03.1970-28.02.1972

09. Fr. Ovídio Zanini de Capinzal 05.02.1972-22.01.1975

10. Fr. Davi Nogueira Barboza 22.01.1975-01.01.1981

11. Fr. Alcides Rossa 01.01.1981-12.12.1984

12. Fr. Atílio Galvan 12.12.1984-01.01.1988

13. Fr. Sérgio José Prando 01.01.1988-18.12.1990

14. Fr. Alcides Rossa 18.12.1990-28.04.1993

15. Fr. Ângelo Chiarelli 28.04.1993-06.03.1999

16. Fr. Messias Vicente Rodrigues 06.03.1999-30.11.1999

17. Fr. Alvadi Pedro Marmentini 30.11.1999-

Notas:

1. Diversas datas acima correspondem as das cartas circulares oficiais da Província por ocasião da formação das fraternidades e não da data de posse.

2. Houve período em que, por motivos de viagens ou outros, o pároco foi substituído temporariamente por outros frades, por exemplo, de maio a dezembro de 1974, fr. Geraldo Carbonera assumiu a paróquia interinamente, e frei Daniel Heinzen, pároco interino de 10.10.1994 a janeiro de 1995.

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As forças eclesiais na paróquia das Mercês


01. ORDEM FRANCISCANA SECULAR
Inícios - A Fraternidade N. Sra. das Mercês da Ordem Franciscana Secular foi formada e organizada na Igreja N. Sra. das Mercês aos 04 de outubro de 1934, por frei Ricardo de Vescovana, primeiro superior dos capuchinhos no Paraná, superior do convento e reitor da igreja N. Sra. das Mercês, com a colaboração da senhora Aida Teixeira de Freitas.

A Ordem Terceira Franciscana, hoje com a denominação de ORDEM FRANCISCANA SECULAR (OFS) teve como primeiro Assistente Espiritual frei Ricardo de Vescovana e contava com 22 irmãos e irmãs: quatro senhores, dezesseis senhoras e duas religiosas, sendo oficialmente iniciada aos 7 de dezembro de 1934.

Reconhecimento oficial - Aos 15 de agosto de 1981, o arcebispo de Curitiba, D. Pedro Fedalto, atendendo o pedido de frei Vicente Artuso, vigário paroquial e assistente espiritual da Fraternidade, erigiu canonicamente a OFS da paróquia N. Sra. das Mercês. Nessa época, frei Alcides Rossa desempenhava a função de pároco da igreja das Mercês.

A maioria dos Irmãos da Fraternidade não residem no Bairro das Mercês. Colaboram em suas paróquias nas diversas pastorais.

A fraternidade promove campanhas de roupas e alimentos para a Associação de Crianças com Neoplasia. Colabora com ofertas para o Centro Vocacional Freis Capuchinhos. Promove almoços, reuniões sociais com a finalidade de angariar recursos para a realização do “Natal Festivo” de creches e orfanatos.

Atualmente o assistente espiritual é frei Moacir Antonio Nasato.

02. NOVENA DO CRISTO PARTIDO
Um grupo de zeladoras do Apostolado da Oração, sob a coordenação da senhora Edy S. Caprilhone, em todas as sextas-feiras, às 15h, reuniam-se na igreja Nossa Sra. das Mercês, para refletirem sobre a via-sacra. Eventualmente recebiam a bênção do bondoso frei Constantino Gozzo que, neste horário, voltava do hospital Nossa Sra. das Graças, onde fazia visita aos doentes.

Frei Ovídio Zanini, pároco, vendo a grande devoção do grupo ao Cristo Ressuscitado, resolveu transformar aquela devoção em algo mais profundo e que pudesse ser participado por toda a comunidade.

Inspirando-se em piedosa devoção do povo de uma cidade da Espanha, idealizou uma Santa Missa, com textos bíblicos apropriados, com novena dedicada ao Cristo Partido. No pequeno livro da novena, por ele composto, explica o porquê do nome escolhido.

O movimento devocional começou com pequeno número de devotos. Logo cresceu e tornou-se necessário dispor de mais horários para a celebração das novenas. Assim foram escolhidos três horários das 8h30, 15h e 19h.