História
Os
Capuchinhos e a Paróquia N. Sra. das Mercês
Índice
Viagem
e chegada ao Paraná
Em 1919, o bispo de Curitiba, D. João Francisco Braga,
esteve em Roma (Itália) para a visita obrigatória
dos bispos ao Papa. Nessa ocasião, interessou-se
em obter sacerdotes para sua diocese. Seguindo sugestões
recebidas, falou com o Ministro geral de todos os capuchinhos
e este lhe sugeriu que falasse com a Província de
Veneza. O bispo não perdeu tempo. Viajou para Veneza
e pode falar com os superiores da Província de Veneza.
Depois de diálogos e tratativas, conseguiu que um
primeiro grupo de quatro capuchinhos viajasse com ele até
Curitiba, por via marítima. Com o bispo, partiram
de Gênova (Itália) aos 17 de setembro de 1919.
Depois de 18 dias de viagem com o navio Princesa Mafalda,
chegaram no Rio de Janeiro na manhã de 5 de outubro
do mesmo.
Aprenderam a língua portuguesa no Rio de Janeiro
e São Paulo. Aos 18 de janeiro de 1920, o bispo chamou
para Curitiba os freis Ricardo de Vescovana e Teófilo
de Thiene, onde chegaram aos 20 de janeiro de 1920, hospedando-se
no seminário diocesano. Os capuchinhos consideram
esta data como a oficial da chegada em Curitiba do primeiro
grupo missionário, vindo da Província capuchinha
de Veneza (Itália). Aos 27 do mesmo mês, partiram
de carroça para Cerro Azul, onde foram empossados
como pároco e vigário paroquial aos 01 de
fevereiro de 1920.
Os outros dois capuchinhos (fr. Angélico de Ênego
e Maximiliano de Capodístria) foram chamados aos
28 de janeiro e no dia seguinte (29.1.1920) se encontravam
em Jaguariaíva, PR, que se tornou a primeira sede
temporária dos capuchinhos.
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A primeira casa em Curitiba
Temporariamente a sede dos capuchinhos permaneceu em Jaguariaíva.
Em 1921, fr. Ricardo, o superior, comprou um terreno nas
Mercês. No ano seguinte (1922), recebeu a licença
do bispo para construir um convento central. O engenheiro
José Muzillo preparou a planta e, aos 28.11.1923,
fr. Ricardo iniciava a primeira ala do convento das Mercês.
Em apenas 11 meses, estava pronto aos 30.10.1923.
Durante a construção do convento, os freis
se hospedaram na casa de Amando Man, onde improvisaram também
um oratório público para funções
religiosas, situada quase na frente do atual colégio
das Irmãs Vicentinas, nas Mercês. Terminado
o convento, os freis nele se instalaram e, num quarto à
direita da portaria, funcionava a capela para atender o
povo. O convento foi oficialmente bento aos 4 de fevereiro
de 1925, por ocasião da visita do Ministro geral,
fr. José Ant. de Persicetto.
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Seminário seráfico
Os capuchinhos, após terem chegado em Curitiba, instalaram-se
em algumas paróquias. em seguida fizeram o convento
nas Mercês. Em 1925, começou-se falar em construir
um seminário para as vocações, mas
os recursos financeiros eram difíceis. A solução
temporária foi abrir, aos 2 de fevereiro de 1930,
o seminário no convento das Mercês com 20 seminaristas.
O futuro seminário ficou pronto e inaugurado aos
5 de janeiro de 1935 em Butiatuba.
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A igreja das Mercês
O engenheiro José Muzillo fez a planta da igreja
das Mercês, sendo aprovada pelos superiores capuchinhos
aos 6 de fevereiro de 1925. Os freis não perderam
tempo e, aos 26 de junho de 1926, iniciaram os alicerces
da igreja das Mercês, nos quais foram usados 347mt²
de pedra. A pedra fundamental foi benta aos 26 de setembro
de 1926 por D. João Fr. Braga, já arcebispo
de Curitiba com a presença do governador do Estado,
outras autoridades e mais 3.000 fiéis.
Aos 15 de setembro de 1929, o arcebispo benzeu a nova e
atual igreja de N. Sra. das Mercês que custou 280.000$000
contos. A festa de inauguração foi aos 29
de setembro de 1929, já ultimada e decorada na parte
interna como se encontra atualmente, com a estátua
de N. Sra. das Mercês, esculpida em madeira pelo artista
italiano Giacomo Scopoli. A igreja mede 51 x 18 metros.
Passados sete anos, aos 24 de setembro de 1933, realizou-se
a solene coroação da estátua de N.
Sra. das Mercês com a presença de três
bispos, autoridades e muito povo. Nessa ocasião,
o arcebispo, que presidiu toda a cerimônia, disse:
«Esta é a minha segunda catedral!»
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Centro de encontro dos freis
O novo convento das Mercês era o único lugar
onde os freis podiam se reunir. Desde 1920 até 1925
eles viviam dispersos nas paróquias e nunca puderam
se reunir todos. Somente aos 5 de fevereiro de 1925 todos
os freis missionários capuchinhos conseguiram reunir-se,
pela primeira vez, juntos no novo convento das Mercês
para um retiro anual.
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Sede do Superior e nova ala
Durante os primeiros cinco anos (1920-1925), a sede dos
capuchinhos foi em Jaraguariaíva, PR. Em janeiro
de 1925, o superior fr. Ricardo de Vescovana transferiu
a sede para o novo convento das Mercês, com 32 metros
de comprimento, 12 de largura e 16 de altura. Podia abrigar
25 freis, alguns hóspedes, mas era insuficiente para
acolher os novos freis brasileiros para o estudo de filosofia
e teologia.
Por isso, aos 2 de março de 1937, o então
superior fr. Inácio de Ribeirão Preto recebeu
a licença para construir uma nova ala (a do fundo)
para acolher os freis estudantes. Os trabalhos iniciaram
logo e em dezembro de 1938, a nova ala estava pronta para
acolher os estudantes de filosofia e teologia.
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Mercês e Umbará
Aos 28 de fevereiro de 1928, o bispo de Curitiba, D. João
Francisco Braga, confiava também aos capuchinhos
das Mercês o cuidado pastoral de Umbará, nos
arredores de Curitiba. Lá trabalharam os capuchinhos
fr. Tarcísio Mastena de Bovolone e fr. Anselmo Taioli
de São Mauro. Frei Anselmo, constatando que a igreja
local, inaugurada aos 29 de junho de 1897, se tornava insuficiente
por causa do crescimento demográfico, tomou a iniciativa
de construir outra, semelhante à igreja N. Sra. das
Mercês, em Curitiba, mas em menores proporções.
O projeto da igreja esteve ao encargo do engenheiro Giovanni
De Mio, do qual resultou a atual igreja de Umbará.
Fatos posteriores ocorridos com o mesmo fr. Anselmo forçaram
a saída dos capuchinhos desse lugar (5.7.1931).
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Das Mercês até Açungui de Cima
Após o trabalho desenvolvido pelos frades franciscanos
do Bom Jesus e pelos padres claretianos, a 1º de janeiro
de 1927 os freis capuchinhos das Mercês receberam
a incumbência de zelar pastoralmente pelas capelas
de Almirante Tamandaré, Rio Brando do Sul, Votuverava
e Açungui de Cima. Enquanto a sede dos freis permanecia
em Curitiba, nas Mercês, e alguns deles percorriam
toda essa região, sempre a cavalo, para atender estas
distantes capelas. Somente quando foi aberto do Seminário
de Butiatuba, em 1935, os freis que residiam nesse novo
lugar começaram atender toda a grande e difícil
região do Assungui.
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Atividade pastoral
Com a construção do convento e da igreja de
N. Sra. das Mercês, o bairro começou a crescer.
Por isso, os freis capuchinhos logo se envolveram em atividades
pastorais com o atendimento do povo e a organização
de associações religiosas.
A Ordem Terceira Franciscana foi fundada em 1934, no tempo
de fr. Inácio de Ribeirão Preto. Apesar das
dificuldades em alguns períodos, hoje (2001) ainda
continua atuante.
O Apostolado da Oração foi fundado por fr.
Ricardo Vescovana em junho de 1928.Foi um movimento forte
e continua até nossos dias (2001).
A Cruzada Eucarística foi organizada e fundada aos
22 de agosto de 1928. Na celebração do jubileu
de prata (1953) havia mais de 200 crianças inscritas.
Com o correr dos tempos, esse movimento eclesial diluiu-se,
sendo substituído por outros.
A Pia União das Filhas de Maria tornou-se um dos
movimentos pioneiros, fundada ainda em 1926 por fr. Ricardo
de Vescovana. Apesar de no passado ter sido julgado como
«uma das esperanças para um mundo melhor»,
com as renovações do século passado
o movimento perdeu sua forma, sendo substituído por
outras formas de atividades.
A Congregação Mariana foi fundada na igreja
das Mercês aos 10 de julho de 1927, sendo reitor da
igreja fr. Ricardo de Vescovana. No passado, formou o grupo
talvez mais atuante da igreja das Mercês. Os Congregados
com as Filhas de Maria tornaram-se forças vivas e
constantes ao lado dos freis. Mais tarde os dois movimentos
se fundiram e acabaram desaparecendo na Igreja das Mercês.
Outras modalidades de atuação substituíram
esses dois movimentos eclesiais.
A Conferência de São Vicente (Vicentinos) também
foi organizada e fundada durante a reitoria de fr. Ricardo
de Vescovana, aos 24 de abril de 1941. O número de
membros nunca foi alto, mas mostrou-se solidários
com os pobres e necessitados.
A Associação de Santo Antônio (Pia União)
teve como fundador fr. Salvador Casumaro, aos 13 de junho
de 1957. Sua finalidade caritativa manteve-se constante
ao longo dos anos e ainda hoje (2001) continua atendendo
semanalmente muitas pessoas carentes.
Após o Concílio Vaticano II, todos os movimentos
eclesiais foram reformulados. Aos poucos, alguns foram desaparecendo
enquanto outros se mantêm atuantes até os dias
de hoje (2001). As estruturas paroquiais também modificaram
tanto internas como externas para melhor atingir todo o
território paroquial.
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A torre da igreja das Mercês
A torre da igreja das Mercês, com seus 52 metros de
altura até o alto e mais de mil metros acima do nível
do mar, foi inaugurada em 1949 e tornou-se uma novidade
arquitetônica porque construída separada da
igreja. Frei Beda Toffanello de Gavello, reitor da igreja
das Mercês de 1944 a 1948 e de 1949 a 1951, foi quem
mais se dedicou à esta construção.
A torre foi inaugurada sem os sinos, que chegaram 11 anos
mais tarde. Foram fundidos em Bassano del Grappa, na Itália.
Após muitas dificuldades alfandegárias, os
sinos chegaram em Curitiba aos 6 de abril de 1952, sendo
bentos pelo arcebispo D. Manuel da Silveira D’Elboux.
Aos 08 de junho de 1952, quando fr. Nereu J. Bassi era pároco,
os sinos da torre das Mercês, doação
do então governador do Estado do Paraná, Moyses
Lupion e sua consorte Dna. Hermínia, bateram pela
primeira vez, diante de grande multidão de fiéis
que, entre palmas e vivas, saudaram o evento. Os quatro
sinos pesam 1.950 quilos.
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Salão paroquial
Os movimentos eclesiais existentes na igreja N. Sra. das
Mercês continuavam fortes, atuantes e com reuniões
constantes. Porém, não dispunham de um salão
apropriado. O pároco fr. Salvador Casumaro acolheu
os pedidos dos fiéis e, aos 25 de setembro de 1955,
lançou a pedra fundamental do prédio (o atual
e fechado Cine Mercês), com fachada para a Av. Manoel
Ribas, inaugurado oficialmente aos 13 de dezembro de 1958.
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Cine Mercês
Para enfrentar as dificuldades financeiras da paróquia,
o mesmo pároco, fr. Salvador Casumaro, decidiu transformar
o salão paroquial das associações religiosas
em Cine Mercês. Depois da necessária adaptação,
conseguiu comprar máquinas cinematográficas
na Itália. Apesar disso, essa iniciativa conseguiu
manter-se atuante somente por alguns anos. O salão
foi alugado para outras finalidades e, finalmente, fechado.
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Ensino catequético
Desde o início, os primeiros capuchinhos se esforçaram
em ministrar, na igreja das Mercês, ensino catequético
segundo o sistema então usado. Isso era feito através
da pregação, de cerimônias religiosas
nos domingos à tarde, nas preparações
à primeira eucaristia e crisma e em outras oportunidades.
O governador do Estado, Bento Munhoz da Rocha Neto, com
decreto n. 12.704 (24.5.1954) sancionou o ensino religioso
nas escolas. Por isso, o pároco fr. Salvador Casumaro
reunia, em 1955, os professores do bairro para estudar como
ministrar esse ensino. No primeiro congresso catequético
estadual (1966), representantes da paróquia mostraram-se
atuantes nesse encontro. Com a ajuda dos estudantes capuchinhos,
que viviam no convento das Mercês, prepararam-se encenações
e exposições, além do ensino normal
de catequese.
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Campanhas bíblicas
Quanto ao estudo popular da Bíblia, na igreja das
Mercês, merece destaque a campanha bíblica
organizada em 1956. Essas instruções populares
prosseguiram de tal maneira que o arcebispo concedeu à
paróquia das Mercês um diploma e uma medalha
de ouro.
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Movimentos litúrgicos
As liturgias em geral, os dias eucarísticos e marianos,
as devoções populares foram uma constante
nas pregações por parte dos freis capuchinhos
com o intuito de sempre mais instruir o povo de Deus.
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Devoção Mariana
Desde a inauguração da igreja das Mercês,
sempre houve especial cuidado em preparar a festa da padroeira
no mês de setembro. Durante o mês de maio, as
manifestações marianas eram diárias
com instruções populares através da
pregação. Qualquer movimento marial, promovido
pela diocese, sempre era bem aceito e concretizado pelos
freis e fiéis. No passado, eram freqüentes as
procissões populares marianas. Em 1956, houve especial
destaque à presença da estátua da Virgem
Maria, vinda de Fátima, Portugal. Nas missões
de 1959, os missionários redentoristas proclamaram
a Virgem Maria a Suprema Diretora das Missões.
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Andores do Menino Deus
Houve uma época em que, durante o tempo natalino
até a festa da Epifania, organizavam-se pequenos
andores que, saindo da igreja das Mercês, se dividiam
em seis direções e entravam nas casas, previamente
marcadas. Foi uma iniciativa para manter nas crianças
e adolescentes o entusiasmo religioso e o gosto pela formação
na vida cristã.
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Capelinhas
Frei Irineu Giacon de Pádua iniciou, aos 01 de setembro
de 1944, a peregrinação de capelinhas pelas
famílias. Inicialmente era feita somente no mês
de maio. Após a criação da paróquia
(1951), esse movimento religioso se intensificou. O objetivo
era fomentar a união e a paz entre as famílias,
confortar e infundir esperanças nas pessoas doentes.
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São Cristóvão e bênção
de veículos
Aos 27 de julho de 1952, o pároco das Mercês
–fr. Nereu J. Bassi- organizou a primeira festa e
bênção de carros em Curitiba como elemento
de catequese popular. A iniciativa prosseguiu até
1958, quando o arcebispo de Curitiba criou a nova paróquia
de São Cristóvão, onde então
se iniciou a bênção dos carros.
Apesar desta específica paróquia, a bênção
de carros na igreja N. Sra. das Mercês dos Capuchinhos
tornou-se tão popular que até hoje (2001)
os freis atendem diariamente a bênção
de carros. Concretamente, a bênção de
carros pelos capuchinhos tornou-se conhecida em toda a cidade
de Curitiba.
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Bênção de veículos na primeira
sexta-feira do ano
Com o decorrer dos anos, os capuchinhos iniciaram benzer
veículos na primeira sexta-feira de cada ano. A iniciativa
ganhou vulto e, há anos, nesse dia milhares de carros
recebem a bênção dos freis capuchinhos.
Nos últimos anos, organizaram-se equipes de até
20 freis capuchinhos para atender os motoristas. Além
da bênção, há freis que atendem
constantemente na igreja das Mercês para bênçãos
individuais, aconselhamento e confissões. Neste dia,
a polícia direciona o trânsito o dia inteiro
nas quadras ao redor da igreja das Mercês.
A bênção da primeira sexta-feira do
ano foi uma transformação da festa de S. Cristóvão
e, como tal, iniciou a 1º de janeiro de 1971, quando
fr. Pio Boscheco era o pároco. Anualmente, atrai
de 13 a 20 mil, ou mais, motoristas de toda cidade de Curitiba.
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Coral Pio XII
Foi após a carta do papa Pio XII sobre As Escolas
de Cantores (3.9.1958), que fr. Clemente Vendramim começou
organizar, desde 1959, um coral na igreja das Mercês,
oficialmente reconhecido aos 19 de março de 1960.
O objetivo primário foi solenizar as celebrações
litúrgicas. Permaneceu ativo por diversos anos. Com
as novas orientações do Concílio Vaticano
II, houve esforço para a participação
popular nos cantos, o que fez diminuir e até desaparecer
a atuação do Coral Pio XII.
Passados diversos anos, o coral foi reativado, com novo
nome (coral N. Sra. das Mercês) e, atualmente (2001),
ainda soleniza alguns momentos importantes da vida litúrgica
paroquial.
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Igreja da Ordem
A Igreja da Ordem encontra-se no centro histórico
de Curitiba e é um dos monumentos expressivos da
cidade. Desde 1737 tornou-se um centro de movimentação
religiosa e franciscana, zelada por diversos sacerdotes.
Em 1940, o arcebispo D. Ático Eusébio da Rocha
confiou aos capuchinhos o cuidado desta Igreja. O capuchinho
frei Tarcísio Mastena de Bovolone, então professor
de filosofia na Universidade do Paraná, zelou desta
igreja durante nove anos.
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Colégio dos Maristas
Perto da igreja das Mercês, funcionava o grande seminário
dos Irmãos Maristas, conhecido simplesmente como
Champagnat. Construído em 1927, os freis capuchinhos
sempre prestaram assistência religiosa até
quando foi vendido e onde, agora, funciona a Faculdade Tuiuti.
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Capelas rurais
Os capuchinhos da igreja das Mercês atendiam, semanalmente,
três capelas: a capela São João Batista,
inaugurada aos 27 de abril de 1952; a capela São
José, inaugurada aos 21 de março de 1954 e
a capela São Nicolau inaugurada aos 17 de outubro
de 1966. Com esta assistência, os capuchinhos lançaram
as bases destas capelas que, hoje, são paróquias
independentes.
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Escola São José das Mercês
Os capuchinhos, após terem construído o convento
e a igreja das Mercês, não hesitaram em construir
e inaugurar (03.01.1931) ao lado da igreja (onde hoje se
encontra o Salão paroquial), uma escola de madeira,
conhecida como Escola São José. Inicialmente
todas as professoras eram voluntárias.
A escola era modesta, mas o número de alunos crescia.
Como não havia acomodações para todos,
frei Inácio de Ribeirão Preto convidou as
Irmãs das Filhas da Caridade (Vicentinas) para que
assumissem o ensino. Elas aceitaram o convite em 1932, e
viveram em casa alugada perto da Escola São José.
As Irmãs Vicentinas, com o passar dos anos, adquiriram
um terreno em quadra perto da igreja da igreja das Mercês
e construíram sua primeira escola, inaugurada aos
04 de novembro de 1943 com o nome de Instituto N. Sra. das
Mercês. Mais tarde, aos 05 de fevereiro de 1956, as
Irmãs Vicentinas inauguraram o atual colégio.
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Colégio São Francisco de Assis
Com a presença do bispo auxiliar de Curitiba, D.
Jerônimo Mazzarotto, foi benta, aos 30 de setembro
de 1962, a pedra fundamental do Colégio S. Francisco,
o primeiro ginásio no bairro das Mercês. Os
freis que mais atuaram neste sentido foram fr. Fidélis
de Colombo e Mansueto Bozic. Em 1968, funcionavam também
os cursos normal, técnico-comercial e contabilidade.
No entanto, aos 28 de fevereiro de 1974, o Colégio
S. Francisco foi alugado a um grupo particular de professores
e continua até hoje (2001).
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Grupo Escolar S. Francisco de Assis
Na quadra abaixo do Colégio S. Francisco, os freis
que zelavam do mesmo Colégio, construíram
um grupo escolar, inaugurado aos 11 de junho de 1967 com
a presença de Autoridades. Esse Grupo Escolar S.
Francisco de Assis foi organizado com o objetivo de ser
a primeira etapa do Colégio S. Francisco. Atualmente
está alugado à Secretaria de Educação
do Estado do Paraná.
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Capelania hospitalar
Aos 24 de agosto de 1953, foi inaugurado, nas Mercês,
o Hospital N. Sra. das Graças. Desde essa data, os
freis capuchinhos atenderam e atendem esta capelania com
visitas diárias aos doentes, administração
dos sacramentos, missa semanal e outras atividades internas
do setor da Pastoral da Saúde. Em 2003, os freis
completarão 50 anos de atendimento a este hospital.
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Capelania militar
Durante 25 anos (1952-1977), nossos freis assumiram também
a capelania militar em Curitiba. Nesta atividade destacaram-se
fr. José Vitalino Galvan (que também foi pároco
das Mercês) e fr. João Estêvão
Costa. Esses freis capelães residiram quase sempre
no convento das Mercês. Além do atendimento
normal aos militares, os freis desempenhavam outras incumbências
especiais neste setor.
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Amigos dos pobres
Desde o início, os freis capuchinhos procuraram,
dentro do possível, atender os pobres através
das Conferências de São Vicente e da Pia União
de Santo Antônio. Os Vicentinos, fundados aos 24 de
abril de 1941, ajudam e visitam os assistidos e procuram
situar os problemas e necessidades. A Pia União,
fundada aos 13 de junho de 1957, é sustentada por
um grupo de senhoras que se reúnem para confeccionar
vestuários e os distribuem semanalmente.
Além destas iniciativas, ainda operantes hoje, o
capuchinho frei Ovídio Zanini planejou e organizou
a FREI (Fundação de Recuperação
de Indigentes) que, popularmente, ficou conhecida com o
nome de Dom Camilo. Frei Ovídio levou avante esta
obra durante 15 anos, quando, por diversos motivos, a entidade
foi dissolvida e passou às mãos das autoridades
municipais.
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Os capuchinhos e a televisão
Há decênios que os capuchinhos das Mercês
foram convidados, por emissoras de TV de Curitiba, a celebrarem
a missa dominical aos domingos. Esta atividade pastoral
iniciou quando os responsáveis pela TV Iguaçu,
Canal 4, de Curitiba, ofereceram aos capuchinhos esta possibilidade
e foi aceita aos 21 de janeiro de 1968. Em outubro de 1990
cessou a missa no canal 4. Em julho de 1992 iniciaram as
celebrações na TV Bandeirantes, canal 2, de
Curitiba, pelo frei João Daniel Lovato. Portanto,
são 33 anos que os freis das Mercês e outros
atuam nesta pastoral.
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Os movimentos eclesiais após o Concílio Vaticano
II
Após a celebração do Concílio
Vaticano II (1962-1965), tanto as Ordens religiosas como
os movimentos eclesiais passaram por atualizações
mais ou menos profundas. O mesmo se deu com as associações
da paróquia das Mercês. Algumas desapareceram,
outras foram remodeladas e umas terceiras surgiram como
necessidade dos tempos atuais.
Atualmente (setembro de 2001), na paróquia N. Sra.
das Mercês existem e funcionam estes movimentos ou
forças eclesiais (em ordem alfabética):
1.
Apostolado da Oração – Foi fundado aos
01.07.1928 por fr. Ricardo de Vescovana, o primeiro superior
dos Capuchinhos no Paraná.
2.
Capelinhas - Movimento iniciado aos 01.09.1944 por fr. Irineu
Giacon.
3.
Catequese – A catequese, em formas diferenciadas,
sempre existiu nas Mercês e a primeira catequista
foi Dna. Ida Teixeira de Freitas, que preparou a primeira
turma para a primeira Eucaristia aos 06.01.1927.
4.
Conselho de Assessoria econômica da paróquia
(CAEP) - Existia desde 1981 quando fr. Alcides Rossa era
pároco, mas somente em 1993, com fr. Ângelo
Chiarelli (pároco), passou a ter atuação
mais estruturada.
5.
Conselho Paroquial de Pastoral (CPP) - Começou a
funcionar em 1981 na época de fr. Alcides Rossa (pároco).No
entanto, sua oficialização deu-se aos 13.02.1999
no tempo de fr. Messias Vicente Rodrigues.
6.
Coral das crianças e adolescentes – Esse coral
iniciou suas atividades em maio de 1982, na gestão
de fr. Alcides Rossa (pároco), sendo as responsáveis
Wilma Barsotti e Juecy Lineiro. A partir de 1994, fr. Ângelo
Chiarelli (pároco) tornou-se o responsável
desse coral.
7.
Coral Pio XII (N. Sra. das Mercês) – O coral
Pio XII iniciou ser organizado em 1959 por fr. Clemente
Vendramim. Com as orientações do Concílio
Vaticano II foi desaparecendo. Aos 10.09.1991, no tempo
de fr. Alcides Rossa (pároco), o coral ressurgiu
pelos esforços do maestro João Kosak e da
Sra. Waldomira Zorthea com o nome de Coral N. Sra. das Mercês.
8.
Encontro de Casais com Cristo (ECC) - É movimento
recente, iniciado aos 05.12.1999 pelo atual pároco
fr. Alvadi P. Marmentini.
9.
Grupo S. Rita – Este grupo vem atuando desde 22.05.1977,
quando era pároco fr. Davi N. Barboza.
10.
Juventude Franciscana (JUFRA) – O grupo dos Francisclarianos,
fundado aos 28.09.1997 por fr. Ângelo Chiarelli pode
ser considerado, talvez, como fase preparatória indireta
da JUFRA, mas dissolveu-se. A JUFRA, como movimento estruturado,
iniciou aos 21.04.2001, sob os cuidados de fr. Alvadi P.
Marmentini (pároco) e de fr. Adriano Antônio
Faria.
11.
Legião de Maria – Frei Rafael Proner, vigário
paroquial, organizou a fundação da Legião
no período de fr. Salvador Casumaro (pároco).
Com o correr dos anos sofreu uma interrupção,
sendo reavivado aos 08.12.1987, quando fr. Atílio
Galvan era o pároco.
12.
Ministros da Eucaristia – Na festa de Cristo (23.11.1980),
fr. Davi N. Barboza (pároco) oficializou a presença
e o encargo dos primeiros ministros da Eucaristia.
13.
Oficinas de Oração – Este movimento
funcionou em 1988 e 1989, com fr. Sérgio José
Prando (pároco). Somente reapareceu na paróquia
a partir de 02.08.1999 com fr. Messias Vicente Rodrigues
(administrador paroquial).
14.
Ordem Franciscana Secular (OFS) – É um dos
primeiros movimentos organizados na igreja das Mercês,
fundado aos 07.02.1934 por fr. Ricardo de Vescovana, superior
do primeiro grupo de missionários capuchinhos que,
de Veneza (Itália) vieram ao Paraná.
15.
Pia União de Santo Antônio – Sua organização
deve-se ao pároco fr. Salvador Casumaro aos 13.06.1957
com o nome Associação de Santo Antônio.
16.
Pastoral do Dizimo – Existe desde maio de 1985 com
fr. Atílio Galvan (pároco). Como Pastoral
foi oficializada aos 03.04.1999 por fr. Messias Vicente
Rodrigues (administrador).
17.
Pastoral Familiar – Um movimento familiar existiu
desde 1977 com fr. Davi N. Barboza (pároco). Todavia,
como Pastoral Familiar, foi organizada por fr. Mauro Vellozo
Rodrigues (vigário paroquial) a partir de 15.05.1996.
18.
Pastoral da terceira idade – As primeiras tentativas
de reunir os da terceira idade foram feitas por fr. Ivo
M. Lazzarotto (1997-98). Como Pastoral foi organizada aos
26.7.2000 por fr. Alvadi Pedro Marmentini, quando vigário
paroquial.
19.
Pastoral Vocacional – O movimento vocacional funciona
desde 1977, na época de fr. Davi N. Barboza (pároco).
Como pastoral paroquial foi oficializada aos 30.08.1993,
por fr. Ângelo Chiarelli (pároco). Note-se,
no entanto, que as primeiras vocações capuchinhas
surgiram nos arredores do convento e igreja das Mercês.
Desde 1925 falava-se da questão vocacional nas Mercês
e, em 1930, foi aberto no convento das Mercês o primeiro
seminário com 18 seminaristas.
Com estas forças eclesiais, os capuchinhos e a comunidade
paroquial procuram atualmente (ano de 2001), responder às
necessidades territoriais. Cada movimento possui sua atuação
concreta levando avante a necessidade da renovação
e da formação permanente do povo de Deus.
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A presença capuchinha no sistema viário nas
Mercês e Curitiba
Na cidade de Curitiba, mas especialmente no bairro das Mercês,
algumas ruas e praças lembram a presença dos
freis capuchinhos e são as seguintes:
1. Praça Frei Timóteo, no bairro das Mercês,
em Curitiba, PR (perto do prédio da Telepar). Frei
Timóteo de Castelnuovo (Domingos Luciani, 1817-1895),
durante 40 anos (1855-1895), missionário entre os
índios do Paraná, ao longo do rio Tibagi.
Foi chamado Pai dos Coroados.
2.
Praça Divina Pastora, no bairro das Mercês,
em Curitiba, PR. Divina Pastora, padroeira das Missões
Capuchinhas. Devoção trazida da Espanha e
muito difundida em toda a América Latina, antes do
Concílio Vaticano II. Fica na Av. Manoel Ribas com
a rua dos Capuchinhos.
3.
Praça Frei Ricardo, no bairro das Mercês, em
Curitiba, PR. Frei Ricardo de Vescovana (Giuseppe Moro,
1876-1942) foi o primeiro superior Regular da Missão
do Paraná, de 1919 a 1931. A Província também
o homenageou atribuindo seu nome ao seminário de
Céu Azul, PR.
4.
Rua Frei Tarcísio Mastena, em Santa Felicidade, PR.
Frei Tarcísio Mastena de Bovolone (Emílio
Mastena, 1891-1970), missionário no Paraná
de 1925 a 1948. Muito conhecido na Capital, e principalmente
entre os emigrantes vênetos de Santa Felicidade, onde
é nome de uma rua, como continuação
da rua Turíbio T. Braga.
5.
Rua Frei Constantino Gozzo de Cellore (João Gozzo,
1897-1985) – Chegou ao Paraná em 1925. Foi
o primeiro pároco capuchinho em Capinzal, SC (1936).
Esta rua se encontra no bairro Vista Alegre, Curitiba, paralela
com a rua Dep. João F. Neves.
6.
Rua Frei Teófilo de Thiene, no bairro Capão
Raso, Curitiba, paralela com a rua José Zaleski.
Frei Teófilo Luchini (1890-1962) pertenceu ao primeiro
grupo de missionários capuchinhos ao Paraná.
Trabalhou na pastoral e na educação dos seminaristas.
Poeta e fotógrafo.
7.
Rua Frei Valentim Hella, no bairro Vista Alegre, Curitiba,
cruza a rua Vitório Sbalquero.
8.
Rua dos Capuchinhos, no bairro Mercês, Curitiba, paralela
com a rua Jacarezinho. O primeiro grupo de capuchinhos missionários
vênetos chegaram em Curitiba aos 20 de janeiro de
1920.
9.
Jardim frei Ricardo de Vescovana, no bairro Mercês,
Av. Manoel Ribas, Curitiba, na altura do hospital N. Sra.
das Graças. Frei Ricardo Moro (1876-1942) foi superior
do primeiro grupo de capuchinhos vindos ao Paraná
em 1920. Construiu a primeira ala do convento das Mercês
e a Igreja das Mercês. Superior por diversos anos.
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Cronologia de alguns eventos
20.01.1920 – Chegada dos freis Capuchinhos em Curitiba.
08.07.1921
– Licença de Veneza para comprar o terreno
nas Mercês.
20.03.1922
– Bispo de Curitiba aprova a construção
do convento.
28.11.1923
– Início dos trabalhos; engenheiro José
Muzillo.
30.10.1924
– Terminado o convento, a atual parte para a Av. Manoel
Ribas.
04.02.1925
– O Ministro geral fr. José de Persicetto abençoa
o convento.
05.02.1925
– Primeiro encontro de todos os freis capuchinhos
no novo convento.
06.02.1925
– Aprovação da planta da igreja das
Mercês.
26.06.1925
– Abertura dos alicerces da igreja das Mercês.
09.02.1925
– A sede do superior capuchinho foi transferida de
Jaguariaíva para Curitiba.
00.00.1925
– Fundação da Pia Associação
das Filhas de Maria
26.09.1926
– Bênção da pedra fundamental
pelo bispo de Curitiba, D. João Braga.
00.00.1927
– Início da construção do Colégio
Champagnat dos Maristas e os capuchinhos foram seus capelães
desde o início.
00.01.1927
– Fundação dos Congregados Marianos.
14.06.1928
– Fundação do Apostolado da Oração.
23.08.1928
– Fundação da Cruzada Eucarística
15.09.1929
– Bênção da igreja N. Sra. das
Mercês.
29.09.1929
– Inauguração da igreja N. Sra. das
Mercês.
02.02.1930
– Abertura do seminário no convento das Mercês
com 20 seminaristas.
03.01.1931
– Início da escola S. José, ao lado
da igreja das Mercês.
00.02.1932
– Os capuchinhos convidam as Irmãs Vicentinas
a atenderam a escola S. José.
24.09.1933
– Coroação da estátua de N. Sra.
das Mercês.
00.00.1934
– Fundação da Ordem Franciscana Secular.
05.01.1935
– Os seminaristas foram à Butiatuba onde foi
inaugurado o seminário.
02.02.1935
– Abertura do noviciado no convento das Mercês.
02.03.1937
– Aprovada a construção da segunda ala
do convento das Mercês.
00.12.1938
– Terminada a segunda ala do convento.
30.01.1939
– Abertura do estudo de filosofia e teologia no convento
das Mercês.
00.00.1940
– Os freis iniciam atender a Igreja da Ordem
24.04.1941
– Fundação dos Vicentinos.
01.09.1944
– Início das capelinhas pelas famílias.
00.00.1949
– Inauguração da torre da igreja N.
Sra. das Mercês.
17.09.1951
– Criação da paróquia N. Sra.
das Mercês.
23.09.1951
– Frei Eugênio Nichele toma posse como primeiro
pároco das Mercês.
27.04.1952
– Inaugurada a capela S. João, atendida pelos
capuchinhos.
08.06.1952
– Pela primeira vez soaram os sinos da torre da igreja.
27.07.1952
– Primeira Páscoa dos motoristas e bênção
de carros em Curitiba na igreja N. Sra. das Mercês.
25.06.1953
– Chega a imagem peregrina de N. Sra. de Fátima.
00.10.1953
– Os capuchinhos começam atender a capela S.
José.
04.10.1953
– Inauguração do Hospital N. Sra. das
Graças e os capuchinhos iniciam o atendimento dos
doentes.
24.10.1954
– Chega a imagem de N. Sra. do Rocio, padroeira do
Paraná.
25.09.1955
– Lançamento da pedra fundamental do salão
paroquial (Cine).
01.01.1956
– Primeira missa irradiada da igreja N. Sra. das Mercês.
05.08.1956
– Início do movimento Juventude Operária
Católica na igreja das Mercês.
13.06.1957
– Fundação da Associação
de Santo Antônio. (24.07.1956?)
13.12.1958
– Inauguração do salão paroquial
(Cine Mercês).
19.03.1959
– Fundação do Coral Pio XII.
30.09.1962
– Bênção da pedra fundamental
do Ginásio S. Francisco de Assis.
00.00.1964
– Início da Obra Dom Camilo por frei Ovídio
Zanini.
17.10.1966
– Os capuchinhos começam atender a capela São
Nicolau.
11.06.1967
– Inauguração do Grupo Escolar S. Francisco
de Assis.
26.04.1970
– Sagração episcopal de D. fr. Agostinho
José Sartori
19.05.1971
– Comemoração dos 750 anos da fundação
da Ordem dos Frades Menores.
25.09.1971
– Instalação de novo sistema de som
na igreja.
00.00.1972
– Início da novena Cristo Partido pelo pároco
fr. Ovídio Zanini.
00.00.1974
– Fr. Geraldo Carbonera assume a paróquia de
maio a dezembro, como interino.
28.02.1974
– Colégio S. Francisco de Assis alugado a um
grupo de leigos.
12.09.1974
– Aprovada a transferência do noviciado para
as Mercês.
00.00.1975
– Instalação da aparelhagem eletrônica
para os sinos da torre.
29.09.1975
– Início das missões populares.
19.09.1976
– Comemoração do jubileu de prata da
paróquia.
04.10.1976
– Comemoração dos 750 anos da morte
de S. Francisco de Assis.
24.09.1977
– Inauguração do salão paroquial
no Cine Mercês.
07.07.1978
– Início da transmissão direta da novena
de Cristo Partido pela Rádio S. Felicidade.
15.05.1984
– Instalação de pára-raios na
igreja.
00.00.1990
– Início do dízimo e abolição
de diversas taxas.
00.09.1991
– Início da pintura da igreja.
12.11.1991
– O coral Pio XII, há muito tempo desativado,
reiniciou suas atividades.
16.01.1992
– Instalada a Capela das Devoções no
interno da igreja.
00.02.1992
– Troca total da fiação elétrica
da igreja.
26.09.1993
– Comemoração dos 60 anos da coroação
da imagem de N. Sra. das Mercês, pelo bispo D. João
Francisco Braga.
31.12.1994
– Inaugurado o altar da Sagrada Família na
Capela das Devoções.
05.05.1995
– Chegou a mesa de som para o serviço de alto-falantes
da igreja.
24.09.1995
– Inauguração do órgão
eletrônico e do ambão da Palavra.
21.12.1995
– Realização de Autos de Natal na igreja
matriz.
00.03.1996
– Revitalização dos setores da paróquia.
31.08.1996
– Término das obras do Centro de Pastoral.
14.03.1997
– Encenação da Via Sacra com atores
do Rio de Janeiro.
06.06.1997
– Celebração dos 25 anos da novena de
Cristo Partido com a presença do Arcebispo.
20.06.1998
– Início da reforma do escritório paroquial.
30.08.1998
– Organizada e fundada a Pastoral Vocacional na paróquia.
00.11.1998
– Decisão de preparar o Plano Pastoral programado.
28.11.1998
– Início do “cafezinho da fraternidade”
depois das missas do 2º domingo, dia do dízimo.
13.12.1998
– Tomada de posse dos novos Ministros da Eucaristia,
elevando-os a 11.
27.12.1998
– Primeiro encontro da terceira idade.
05.02.1999
– Legalização em cartório da
compra da nova casa paroquial (temporária).
05.06.1999
– Lançamento do primeiro número do boletim
paroquial mensal “O Capuchinho”
00.07.1999
– Pintura da fachada da igreja matriz e da torre.
24.09.1999
– Inauguração da iluminação
da torre e da fachada da igreja com a presença do
arcebispo e do prefeito de Curitiba.
10.12.1999
– Encerramento da assembléia paroquial com
a deliberação de destinar parte do dízimo
para a ação social.
01.01.2000
– Ano jubilar da Redenção. A igreja
de N. Sra. das Mercês faz parte das “igrejas
indulgenciadas” durante o ano jubilar da Redenção.
22.03.2000
– Visita do Ministro geral, fr. John Corriveau, e
bênção das reformas do convento das
Mercês.
27.04.2000
– Instalado um retroprojetor na igreja para o povo
acompanhar os cantos.
28.06.2000
– Decisão de fazer uma réplica da imagem
de N. Sra. das Mercês para as procissões e
outros atos devocionais.
30.11.2000
– Em reunião decidiu-se celebrar o Natal com
os carentes da Vila N. Sra. da Luz, na comunidade da Vila
Verde, e auxílio de cestas básicas.
21.04.2001
– Primeiro encontro da JUFRA no Centro Pastoral.
00.05.2001
– Celebração dos 75 anos da arquidiocese
de Curitiba.
17.09.2001
– Celebração dos 50 anos da paróquia
N. Sra. das Mercês.
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REITORES E PÁROCOS DAS MERCÊS
Reitores
da igreja
1. Fr. Ricardo Moro de Vescovana 1929-1931
2. Fr. Inácio Dal Monte de Ribeirão Preto
1931-1937
3. Fr. Ricardo Moro de Vescovana 1937-1941
4. Fr. Irineu Giacon de Pádua 1942-1944
5. Fr. Beda Toffanello de Gavello 1944-1948
6. Fr. Patrício Kódermaz de Nébola
1948-1949
7. Fr. Beda Toffanello de Gavello 1949-1951
Párocos da igreja
01. Fr. Eugênio Nichele de Umbará 22.09.1951-22.09.1952
02. Fr. Nereu José Bassi de Reana 23.03.1952-03.101954
03. Fr. Salvador Casumaro de Megliadino* 03.10.1954-14.02.1960
04. Fr. Fidélis de Souza de Colombo 14.02.1960-20.01.1964
05. Fr. José Vitalino Galvan de Antônio Prado
09.02.1964-20.01.1966
06. Fr. Bernardo Fr. Felippe de Ribeirão Claro 23.01.1966-22.10.1967
07. Fr. Nereu José Bassi de Reana 22.10.1967-06.03.1970
08. Fr. Pio Simão Boscheco de Campo Magro 08.03.1970-28.02.1972
09. Fr. Ovídio Zanini de Capinzal 05.02.1972-22.01.1975
10. Fr. Davi Nogueira Barboza 22.01.1975-01.01.1981
11. Fr. Alcides Rossa 01.01.1981-12.12.1984
12. Fr. Atílio Galvan 12.12.1984-01.01.1988
13. Fr. Sérgio José Prando 01.01.1988-18.12.1990
14. Fr. Alcides Rossa 18.12.1990-28.04.1993
15. Fr. Ângelo Chiarelli 28.04.1993-06.03.1999
16. Fr. Messias Vicente Rodrigues 06.03.1999-30.11.1999
17. Fr. Alvadi Pedro Marmentini 30.11.1999-
Notas:
1.
Diversas datas acima correspondem as das cartas circulares
oficiais da Província por ocasião da formação
das fraternidades e não da data de posse.
2.
Houve período em que, por motivos de viagens ou outros,
o pároco foi substituído temporariamente por
outros frades, por exemplo, de maio a dezembro de 1974,
fr. Geraldo Carbonera assumiu a paróquia interinamente,
e frei Daniel Heinzen, pároco interino de 10.10.1994
a janeiro de 1995.
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As forças eclesiais na paróquia das Mercês
01. ORDEM FRANCISCANA SECULAR
Inícios - A Fraternidade N. Sra. das Mercês
da Ordem Franciscana Secular foi formada e organizada na
Igreja N. Sra. das Mercês aos 04 de outubro de 1934,
por frei Ricardo de Vescovana, primeiro superior dos capuchinhos
no Paraná, superior do convento e reitor da igreja
N. Sra. das Mercês, com a colaboração
da senhora Aida Teixeira de Freitas.
A Ordem Terceira Franciscana, hoje com a denominação
de ORDEM FRANCISCANA SECULAR (OFS) teve como primeiro Assistente
Espiritual frei Ricardo de Vescovana e contava com 22 irmãos
e irmãs: quatro senhores, dezesseis senhoras e duas
religiosas, sendo oficialmente iniciada aos 7 de dezembro
de 1934.
Reconhecimento oficial - Aos 15 de agosto de 1981, o arcebispo
de Curitiba, D. Pedro Fedalto, atendendo o pedido de frei
Vicente Artuso, vigário paroquial e assistente espiritual
da Fraternidade, erigiu canonicamente a OFS da paróquia
N. Sra. das Mercês. Nessa época, frei Alcides
Rossa desempenhava a função de pároco
da igreja das Mercês.
A maioria dos Irmãos da Fraternidade não residem
no Bairro das Mercês. Colaboram em suas paróquias
nas diversas pastorais.
A fraternidade promove campanhas de roupas e alimentos para
a Associação de Crianças com Neoplasia.
Colabora com ofertas para o Centro Vocacional Freis Capuchinhos.
Promove almoços, reuniões sociais com a finalidade
de angariar recursos para a realização do
“Natal Festivo” de creches e orfanatos.
Atualmente o assistente espiritual é frei Moacir
Antonio Nasato.
02.
NOVENA DO CRISTO PARTIDO
Um grupo de zeladoras do Apostolado da Oração,
sob a coordenação da senhora Edy S. Caprilhone,
em todas as sextas-feiras, às 15h, reuniam-se na
igreja Nossa Sra. das Mercês, para refletirem sobre
a via-sacra. Eventualmente recebiam a bênção
do bondoso frei Constantino Gozzo que, neste horário,
voltava do hospital Nossa Sra. das Graças, onde fazia
visita aos doentes.
Frei Ovídio Zanini, pároco, vendo a grande
devoção do grupo ao Cristo Ressuscitado, resolveu
transformar aquela devoção em algo mais profundo
e que pudesse ser participado por toda a comunidade.
Inspirando-se em piedosa devoção do povo de
uma cidade da Espanha, idealizou uma Santa Missa, com textos
bíblicos apropriados, com novena dedicada ao Cristo
Partido. No pequeno livro da novena, por ele composto, explica
o porquê do nome escolhido.
O movimento devocional começou com pequeno número
de devotos. Logo cresceu e tornou-se necessário dispor
de mais horários para a celebração
das novenas. Assim foram escolhidos três horários
das 8h30, 15h e 19h.
As novenas nasceram da oração, mas era necessário
algo concreto para completar o pio exercício. Foi
desta maneira que a devoção ao Cristo Partido
recebeu a característica particular da caridade fraterna,
unindo amor e serviço aos irmãos a exemplo
do Mestre, Jesus.
Quem participa das novenas assume a tarefa de fazer uma
doação, ou gesto de solidariedade para com
os doentes, pobres e necessitados em geral. Por causa desta
característica de serviço, a novena passou
a ser a “novena da caridade”.
Desde 1972 até o presente momento, com o apoio dos
freis capuchinhos e da comunidade, a devoção
criou raízes profundas e é penhor de bênçãos
para todos os que a praticam com fé e espírito
voltado para o próximo.
Por criatividade do Apostolado da Oração e
da Pia União de Santo Antônio, responsável
pelo atendimento aos pobres na paróquia, foi introduzido
na novena o costume de se fazer uma coleta mensal em benefício
das vocações sacerdotais e religiosas capuchinhas.
Esta coleta iniciou aos 19 de agosto de 1977, quando frei
Davi Nogueira Barboza era o pároco.
Há pessoas, falecidas e vivas, que muito contribuíram
para que essas novenas do Cristo Partido fossem levadas
avante. Merece especial atenção a Sra. Angelina
e Marina Sguário que doaram a primeira imagem do
Cristo Partido.
Sempre é bom lembrar as pessoas que contribuíram
para que as novenas prosseguissem, há 31 anos: Angelina
e Marina Sguário, de saudosa memória, que
doaram a primeira imagem do Cristo Partido. Maria Casagrande,
falecida, sempre retocava a pintura da imagem e confeccionava
lembranças. Este trabalho continua hoje através
da colaboração de dedicadas pessoas.
Além do capuchinho fr. Ovídio Zanini, diversos
outros freis continuaram incentivando e celebrando as missas
desta novena até os dias hoje. O arcebispo de Curitiba,
D. Pedro Fedalto, já participou destas missas, dando
seu apoio e incentivo para que esta devoção
popular continue fervorosa.
Um libreto próprio facilita acompanhar esta novena,
que deseja traduzir-se em fé, esperança e
caridade.
03.
MINISTROS EXTRORDINÁRIOS DA COMUNHÃO EUCARISTICA
Há alguns anos atrás, a nossa paróquia
contava apenas com um ministro extraordinário da
Eucaristia, Dr. Benjamim Zanatta. Às vezes, o então
pároco, frei Davi N. Barboza, convidava pessoas da
assembléia para ajudar a distribuir a Santa Comunhão.
Em 1979, o pároco frei Alcides Rossa mandou Luís
Gomes, Ana Maria Gomes Pereira e Icylma Saporski freqüentassem
o Instituto de Cultura Eclesial (ICE) e o curso de preparação
para MECES, dirigido pelo frei João Daniel Lovato.
Por motivos de trabalho Luís Gomes foi para o interior
e, por isso, permaneceu por pouco tempo, no Instituto. Ana
Maria atuou por algum tempo, vindo mais tarde a falecer.
Icylma continuou a servir.
Frei Alcides Rossa convidou mais pessoas, principalmente
as que já tinham freqüentado o ICE e assim foi
crescendo o número de MECES.
Merece destaque o trabalho dos freis João Daniel
Lovato e Messias Vicente Rodrigues que, durante muito tempo,
conduziram os MECES de toda a cidade de Curitiba. Frei Messias
empenhou-se tanto até conseguir que fosse elaborado
o “estatuto” dos MECES que, após estudado
pelo arcebispo Dom Pedro Fedalto e os bispos auxiliares,
foi aprovado.
04. DÍZIMO: MINISTÉRIO DA PARTILHA!
Em
nossa comunidade das Mercês, a prática do dízimo
já é antiga. Os párocos sempre procuraram
conscientizar os fiéis. Podemos verificar que houve
trabalhos intensos: Em 1984, o então pároco,
fr. Atílio Galvan, juntamente com algumas pessoas,
visitaram as famílias de casa em casa, levando a
evangelização sobre a prática do dízimo.
O pároco frei Ângelo Chiarelli, com o CAEP
e a secretaria da paróquia, deram continuidade à
organização desses trabalhos. Os missionários
do MEAC estiveram na paróquia para fazer uma evangelização
na comunidade.
Em novembro de 1998, iniciou-se o “cafezinho capuchinho”,
oferecido depois das missas do 2º domingo do mês,
dia do dízimo. Em abril de 1999, o pároco
fr. Messias Vicente Rodrigues organizou uma equipe para
os trabalhos do dízimo e criou a pastoral do dízimo.
Esta continua até hoje e conta com 12 pessoas, que
se reúnem mensalmente para aprofundar aspectos do
dízimo, baseados na Palavra de Deus, nos documentos
da Igreja e nas orientações pastorais da nossa
arquidiocese.
Em outubro de 2000, o atual pároco fr. Alvadi Pedro
Marmentini, na reunião do conselho pastoral paroquial
–CPP-, explicou que pretendia fazer um trabalho com
as pessoas carentes, usando os recursos do dízimo,
para incentivar a comunidade. Comentou que a paróquia
da Vila Nossa Sra. da Luz, localizada na CIC em Curitiba
e que é também confiada aos freis capuchinhos,
é uma comunidade muito carente e poderíamos
adotá-la, pois lá existe uma trabalho de ação
social organizado. Todos concordaram com a idéia
e decidiu-se que seriam destinado 10% sobre a contribuição
mensal do dízimo paroquial.
Em dezembro de 2000, com a colaboração dos
paroquianos, foi organizado o natal para 120 crianças
e distribuídas 130 cesta básicas para os carentes
daquela Vila.
Este trabalho promocional está frutificando. Mensalmente
nossa arrecadação aumenta, entusiasmando a
todos com a prática do dízimo.
Além dos 10% sobre o dízimo, a paróquia
leva à Vila N. Sra. da Luz cestas básicas
e roupas doadas pela comunidade. Percebe-se claramente que
os que se dedicam a este trabalho, fazem-no com alegria
e entusiasmo, sentindo-se úteis à comunidade
e sinais das bênçãos de Deus.
A
Pastoral do Dízimo convida que cada qual em sua profissão,
dentro de suas possibilidades, possa dedicar-se às
obras da Igreja para reavivar a fé, reascender a
caridade e propagá-la pelo mundo. “Dê
cada um conforme o seu coração. Deus ama a
quem dá com alegria (II cor 9,7)”.
O dízimo encontra suas raízes e fundamentação
em vários textos bíblicos, na tradição
e no magistério da Igreja.
05.
PIA UNIÃO DE SANTO ANTONIO
A Pia União de Santo Antônio, da paróquia
Nossa Senhora das Mercês, iniciou aos 13 de junho
de 1957, quando fr. Salvador Casumaro era o pároco.
Sua finalidade foi e é a de prestar assistência
às famílias carentes do bairro.
Em todas as primeiras terças-feiras do mês,
distribui uma cesta com aproximadamente 12 quilos de alimentos
para 50 carentes, atualmente cadastrados. Atende também
outras pessoas que a ela recorrem, com uma cesta com 4 quilos
de alimentos. Auxilia na compra de remédios, gás
de cozinha, pagamentos de luz e água, quando necessário.
As voluntárias, hoje em número de 49, reúnem-se
em todas as terças-feiras para trabalhar na confecção
de panos de prato bordados à mão, tecem tricô
e crochê, que são vendidos e cuja renda é
destinada à compra das cestas básicas. Muitos
colaboradores anônimos doam roupas, calçados
e alimentos para serem distribuídos aos carentes.
Por ocasião da festa litúrgica de Santo Antônio,
em todas as missas são distribuídos os pãezinhos
bentos. As eventuais doações coletadas durante
a distribuição dos pãezinhos são
destinadas à composição das cestas,
que nesta ocasião, tornam-se mais fartas e às
quais se ajunta um cobertor.
A Pia União acolhe com carinho quem quiser unir-se
ao movimento, tanto para ser um voluntário na confecção
destes trabalhos, como para doar: alimentos, roupas, calçados,
brinquedos e utensílios de cozinha. Tudo será
repassado aos assistidos.
06.
GRUPO SANTA RITA DE CÁSSIA
A família da Senhora Thereza Bialli (dona Zita) sempre
foi devota de Santa Rita. Freqüentava o santuário,
na Vila Hauer. Ela, o marido e seus filhos sempre participavam
das novenas e cerimônias que lá se faziam.
Quando os filhos desse casal cresceram, os afazeres do dia
a dia mudaram muito a rotina de suas vidas. Como aqui em
nossa igreja das Mercês havia uma imagem da Santa,
doada pela Sra. Romani, começaram a fazer as novenas,
segundo uma promessa por graça alcançada.
Foi assim que, em maio de 1976, algumas senhoras, devotas
de Santa Rita, iniciaram as novenas em todas as quintas-feiras.
Nessa novena, rezava-se a oração do folheto
e o tercinho de 22 contas, isto é: as três
primeiras Ave-Marias em louvor às três disciplinas
diárias da Santa; quatro Ave-Marias em honra aos
quatro anos nos quais Santa Rita permaneceu em jejum, alimentando-se
somente com a Eucaristia; e as quinze Ave-Marias finais
para lembrar o tempo em que conviveu com sua chaga na testa.
Durante as novenas sempre há pessoas pedindo orações,
doentes do hospital Nossa Senhora das Graças e muitas
outras pedindo ajuda à Santa, conhecida também
como a Santa dos casos impossíveis. No mundo há
testemunhos de graças alcançadas.
No dia da festa litúrgica, 22 de maio, benzem-se
rosas, lembrando o poder curativo que elas exercem. Algumas
pessoas guardam-nas para proteger a casa contra os raios
e tempestades; outras fazem chás que oferecem aos
doentes. Em muitos casos, usando deste sacramental, Deus
concede a graça pedida.
Atualmente o grupo cresceu. As novenas são bem participadas,
com cantos, orações e muito fervor. Em maio
de 2000, uma senhora devota, doou lindo estandarte, com
maravilhosa pintura da Santa, promessa por uma graça
alcançada.
Em maio de 2001, foram celebradas as bodas de prata -25
anos- da novena, que é feita em todas as quintas-feiras
às 17h. Nessa ocasião, colocou-se nas mãos
da imagem da Santa, uma rosa prateada, para lembrar este
jubileu.
Santa Rita de Cássia nasceu aos 22 de maio de 1381
e faleceu aos 22 de maio de 1457.
O grupo está aberto a qualquer pessoa que desejar
unir-se na prece e conhecer a proteção constante
e carinhosa desta Santa.
07.
PASTORAL VOCIONAL
Aos 9 de maio de 1998, por iniciativa de frei Messias Vicente
Rodrigues, iniciou-se nesta paróquia, a Pastoral
Vocacional, com a participação de oito paroquianos:
Sua proposta era de organizar uma equipe vocacional na paróquia,
com o intuito de trabalhar pelas vocações
sacerdotais, religiosas, laicais e missionárias.
A finalidade é de conscientizar o jovem e o adulto
para as várias vocações, que é
a graça de Deus em nós. Além disso,
o movimento visa o possível surgimento e encaminhamento
de todas as vocações dentro da Igreja.
Aos 10 de junho de 1998, organizou-se especial reunião
para confirmar a equipe e outras pessoas que aderiram ao
movimento
Vocação é a graça de Deus que
opera em nós. Quando pensamos em vocação,
imaginamos logo uma inclinação da pessoa para
determinada forma de vida. Entre as vocações,
aparece também aquela que se chama vida consagrada,
isto é, pessoas que se consagram em viver a obediência,
pobreza e castidade, renunciando voluntariamente ao legítimo
matrimônio.
A Pastoral Vocacional da paróquia das Mercês
apoia e acompanha os jovens na escolha do ideal de vida.
Mas, de maneira especial, coloca-se ao lado dos jovens e
das jovens que desejam viver neste mundo como sinais de
vida consagrada.
No passado, já surgiram vocações religiosas
e consagradas na paróquia das Mercês. Atualmente,
vários jovens estão sendo acompanhados e esclarecidos
para um discernimento mais claro sobre o ideal de vida consagrada,
sobre o qual refletem e pensam.
08.
APOSTOLADO DA ORAÇÃO
O Apostolado da Oração da paróquia
Nossa Senhora das Mercês foi fundado em 1º de
julho de 1928, antes ainda da inauguração
da atual igreja. Seus fundadores foram frei Ricardo de Vescovana
e a Senhora Aida Teixeira de Freitas. O primeiro grupo de
zeladoras era constituído por estas pessoas: Assunta
Zanetti, Maria Manzochi, Francisca Milach, Martha Kloss,
Rosa Raseira Leinig, Carmela Panasco, Joana Muller, Francisca
Shoeinsk, Justina Benetti (mãe do frei Carlos), Clara
Smanhoto, Catarina Trojan Surugi, Cecília Nogarolli,
Amália Manzochi, Natália Sbalqueiro, Olga
Kopachiski, Angela Varassim, Joana Oliveira, Martha Dunche
e Emília Vasconcelos.
As primeiras atividades do Apostolado da Oração
foram: entronização do Sagrado Coração
de Jesus nas famílias, devoção da 1ª
sexta-feira do mês, confecção de toalhas,
alvas sobrepelizes para a sacristia da igreja.
Na casa de Dona Aida Teixeira de Freitas, costuravam as
zeladoras Rosa Raseira Leinig, Albina Joana Muller e Maria
Surugi. Confeccionavam vestidos para a primeira comunhão
para as crianças pobres. Ajudavam as viúvas
pobres e pessoas doentes. Faziam pintura do altar do Sagrado
Coração de Jesus. E, no primeiro ano, foi
comprada a primeira bandeira do Apostolado da Oração.
O Apostolado da Oração, constituído
por homens, também foi fundado por frei Ricardo Vescovana
e pela Senhora Aida Teixeira de Freitas. Os primeiros zeladores
foram André Zanetti, Antonio Manzochi, Victor Burda,
Albino Varassim, Ladislau Showinski, Pedro Nogarolli, Alberto
Leinig, Maximiliano Kloss, Angelo Nogarolli, Egídio
Mazarotto, Álvaro Teixeira de Freitas, Vitório
Viezer, Humberto Bevervanço, Abel Scorciato, Antonio
Oliveira e Souza e Luiz Trojan. Eles se dedicavam em entronizar
o Sagrado Coração de Jesus nas casas, visitar
os doentes, cultivar a devoção da primeira
sexta-feira do mês e, por ocasião da morte
dos associados, participar do guardamento mediante orações
com o estandarte do Apostolado (mais tarde substituído
pela bandeira) e estar presente na missa de sétimo
dia. As esmolas, recebidas nessas ocasiões, formavam
a caixa das almas, destinadas especialmente para o sufrágio
das almas do purgatório e dos associados do Apostolado
da Oração.
O pároco fr. Ovídio Zanini organizou a novena
do Cristo Partido, na qual muito participavam os associados
do Apostolado.
Desde o início, o Apostolado da Oração
dedicou-se em visitar os asilos, os educandários
e os doentes em geral e, agora, também os doentes
do Hospital Nossa Senhora das Graças.
09.
MOVIMENTO DAS CAPELINHAS
O movimento religioso da visita domiciliar do Sagrado Coração
de Maria não foi e não é apenas mais
uma devoção piedosa dos fiéis, honrando
as grandezas e as glórias de Maria. É a demonstração
de amor àquela que, escolhida por Deus entre todas
as mulheres, foi co-redentora do gênero humano com
seu divino filho, Jesus.
Por ser um movimento familiar e popular, favorece, mais
que nos altares de nossas igrejas, prestar intensa homenagem
de amor à Mãe de Deus, juntamente com os familiares.
Em nossa paróquia das Mercês, o movimento das
capelinhas iniciou a 1º de setembro de 1944, no salão
da sede das irmandades, com a presença do Diretor,
frei Irineu Giacon de Pádua.
No entanto, foi Dona Aida Teixeira de Freitas quem organizou
esse movimento das capelinhas em nossa paróquia.
A família de dona Martha Kloss tornou-se a primeira
a receber esta visita. Os familiares iam buscar a capelinha
e reuniam vizinhos e amigos para rezar e cantar em honra
da Virgem Maria.
Todos os paroquianos solicitavam ao pároco a graça
desta visita, e as mensageiras não venciam os pedidos.
Formava-se até fila de espera. Como era normal, os
espíritas, os divorciados e amasiados não
podiam receber a capelinha. As capelinhas eram mais de 100
e percorriam as casas dos bairros das Mercês, do Bom
Pastor, São Marcos, São Nicolau e Santa Luzia,
que hoje são paróquias.
Competia às zeladoras cuidar dos interesses da Arquiconfraria,
orientadas por uma diretoria. Passados 21 anos, por causa
do surgimento de outras paróquias nas redondezas
das Mercês, as capelinhas eram 37, mas conseguiam
visitar 1.110 famílias. Quando fr. Bernardo Fr. Felippe
assumiu a paróquia preparou um relatório geral
e foi nomeada uma nova diretoria.
Atualmente, em 2001, a paróquia conta com 55 capelinhas,
que estão ao encargo de 53 mensageiras, sob a coordenação
de Maria Bernardete Sbalqueiro.
As eventuais entradas deste movimento eclesial destinam-se
às vocações sacerdotais e religiosas,
sendo encaminhadas para os seminários. Do total arrecadado,
10% permanece com o movimento da paróquia e, caso
a paróquia seja dirigida por religiosos, 45% das
entradas são encaminhadas ao respectivo seminários;
45% para o seminário da diocese; nas paróquias
do clero diocesano, 90% do total são destinados ao
seminário da diocese.
Tudo por Maria, com Maria e sempre Maria!
10.
CORAL NOSSA SENHORA DAS MERCÊS
1
– Qual é seu movimento, pastoral ou grupo?
Pastoral do canto.
2
– Quais os objetivos específicos do coral?
Solenizar as celebrações, evangelizando através
do canto; dar exemplo de unidade e fraternidade; preparar
um grupo destinado a colaborar com a Igreja em todos os
eventos religiosos, programados pelo calendário litúrgico
e paroquial.
3
– Quais suas principais atividades?
Manter
um conjunto coral destinado à execução
do canto sacro; formar um repertório para comemorações
cívicas e festividades em geral; promover cursos
preparatórios de iniciação musical,
solfejo e domínio de partituras do canto coral; promover
intercâmbio com organizações culturais
afins; participar de eventuais comemorações
cívicas ou religiosas, de cunho oficial ou privado,
dentro e fora da paróquia; participar de festividades
de corais ou concursos de canto;promover eventos recreativos
e de confraternização, encontro de corais,
excursões, e outros mais.
4
– Data da fundação do coral: 23 de setembro
de 1991.
Onde? Na paróquia Nossa Senhora das Mercês.
Quem? Quanto aos corais da igreja das Mercês é
preciso notar o seguinte: Nos primeiros anos após
a inauguração da igreja (1929), quem cantava
nas novenas da festa era um coral selecionado entre os melhores
cantores e instrumentistas da cidade de Curitiba. Os primeiros
seminaristas e os primeiros freis estudantes não
formaram um coral propriamente dito. Mas não tardou
que os freis estudantes organizaram um coral muito bom e
executavam cantos a três ou quatro vozes. Nas festas,
a missa principal era solenizada com todas as partes comuns
cantadas em latim, conforme era costume, e acompanhada por
instrumentistas principalmente da Sociedade Thalia. Este
coral dos freis estudantes funcionou por muitos anos. Alguns
freis até aprenderam a tocar violino e flauta doce.
Com a troca do sistema de estudo dos freis capuchinhos e
após os apelos do papa Pio XII, frei Clemente Vendramim,
desde 1959, começou organizar um coral de leigos
e funcionou por diversos anos. Com as novas orientações
do Concílio Vaticano II, houve esforço para
a participação popular nos cantos, o que fez
diminuir e até desaparecer a atuação
do Coral Pio XII.
Passados alguns anos, o coral reapareceu com novo nome e
foi organizado quando fr. Alcides Rossa era pároco,
juntamente com o maestro João Kozak, o casal Clemente
e Waldomira Zortéa, Sr. Ladislau Choinski, Dr. Rui
Leal (organista), Irmã Juliana Tartas (organista),
Irmã Atília Guardalben (coordenadora), Sra.
Ivanilde Costa, casal Félix e Marina Zielinski, casal
Werner e Cremildes Bahr, Sr. Osmar Cantor (violinista),
Maria Nazareth Lino e Segnibaldo Manzocki.
11. LEGIÃO DE MARIA
Com a celebração do Jubileu de Ouro da paróquia
Nossa Senhora das Mercês, não poderíamos
deixar de mencionar a presença da Legião de
Maria, atuando na comunidade desde 1956.
As atividades legionárias iniciaram quando algumas
senhoras determinadas e corajosas, conscientes do papel
do leigo na missão da Igreja, fundaram aqui o Praesidium
N. Sra. das Mercês.
Lembramos os nomes de alguns membros ativos que assumiram
cargos na diretoria naquela época: Eglair Egg, Edy
Saporski Capriglione, Terezinha Carvalho, Mercedes Mazzarotto,
Diana Ivone, Rute Leinig, Maria Hartmann, entre outras,
sem esquecer os diretores espirituais: frei Rafael Proner,
frei Rogério Arlindo Gabriel e outros.
Havia também o grupo de jovens legionários
(liderado por José Viezzer) assim como o infantil
do qual faziam parte os alunos dos colégios vizinhos
à paróquia.
Após a interrupção de alguns anos,
a Legião de Maria voltou a exercer suas atividades
na paróquia aos 8 de dezembro de 1987.
O grupo atual reúne-se em todas as quartas-feiras,
às 14h, numa das salas da paróquia, realizando
seu trabalho na comunidade, servindo onde se faz necessário,
mostrando que a Legião de Maria quer e deve ser um
reflexo vivo de Maria.
O apostolado da Legião de Maria é essencialmente
espiritual. Aqueles que quiserem dedicar-se ao serviço
de Nossa Senhora, serão bem-vindos.
SALVE MARIA!
12. GRUPO DA TERCEIRA IDADE “SÃO JOAQUIM E
SANT’ANA”
A
pastoral da paróquia Nossa Senhora das Mercês
preocupava-se com a falta de assistência às
pessoas idosas. Após entendimentos com o Conselho
Pastoral Paroquial e demais lideranças paroquiais,
decidiu-se pela constituição de um grupo com
os idosos.
Durante o primeiro encontro, realizado aos 27 de dezembro
de 1998, foi escolhido frei Ivo Maria Lazzarotto, como diretor
espiritual. O grupo gostou e aprovou o nome de “SÃO
JOAQUIM E SANT’ANA”, com o qual passou a ser
conhecido.
Na primeira reunião, além da animação
por um trio musical, houve a apresentação
de uma peça de Natal. Não faltaram os momentos
de espiritualidade, lanche, bingo e dança. Nesse
mesmo encontro foram escolhidos como coordenadores: Gilberto
e Dilma Caviglio; vice-coordenador, Lucas e Francisca Queiroz;
tesoureiros: Eloy e Denize Toscan; animadores: Benedito
e Eneide Rodrigues; 1ª secretária: Maria Flor
Cecon; 2ª secretária: Arlete Cecatto. As reuniões
eram realizadas no quarto domingo de cada mês.
Com a transferência de frei Ivo, fr. Alvadi Pedro
Marmentini assumiu o grupo como diretor espiritual. Retomou
as atividades em agosto de 1999, quando foi eleita esta
nova diretoria: casal presidente: Denize Cecília
Tonin Toscan; secretária: Belinha Pilati Maia; tesoureira:
Alda Nascimento Melo. Outras equipes de apoio colaboram
com a diretoria.
O grupo escolheu, como dia de encontro, todas as primeiras
quintas-feiras do mês. Além dos momentos espirituais
a cargo de fr. Alvadi, há uma palestra com psicólogos,
nutricionistas, ou geriatras, para orientar os idosos na
saúde, como envelhecer bem, fazendo exercícios.
Nos encontros organiza-se sempre um lanche, faz-se homenagem
aos aniversariantes. Um bingo ou outro lazer escolhido ajuda
em alegrar esses encontros.
Em junho de 2000, a Irmã Antenesca Michelin, coordenadora
da pastoral da 3ª idade da arquidiocese de Curitiba,
visitou o grupo, dando orientações sobre a
dinâmica destas reuniões. A partir de então,
as reuniões são semanais, sendo a primeira
festiva e as demais de trabalho. Aos 26 de julho de 2000,
com uma santa missa festiva, o grupo foi “batizado”
e passou a pertencer à pastoral da 3ª idade
da arquidiocese de Curitiba, tendo como padrinhos a terceira
idade “São Benedito” do Capão
da Imbuia.
O trabalho da terceira idade é um trabalho de ação
social da nossa paróquia. No dia das mães,
Em nossa paróquia, não há carentes
propriamente ditos. Os carentes são as pessoas idosas,
necessitadas não de ajuda material, mas sim de carinho,
afeto, atenção e amor.
O objetivo da pastoral da terceira idade é a integração,
a amizade, ajuda mútua, união e, principalmente,
a ajuda aos idosos mais necessitados.
13. PASTORAL FAMILIAR
Anterior
a 1998 existiu na paróquia o MFC – Movimento
Familiar Cristão. Em 1998 existia um pequeno grupo
de casais participando de reuniões mensais, sem um
objetivo definido. Após a posse do frei Messias Vicente
Rodrigues como Administrador paroquial, a partir de março
de 1999, optou-se por uma ação concreta ao
nível de atuação com as famílias.
Surgindo assim a necessidade de implantação
da Pastoral Familiar. Foram escolhidos um casal coordenador,
um casal secretário e um casal responsável
pelo setor pré-matrimonial.
Nas reuniões seguintes procurou-se uma linha de atuação,
como localizar e motivar novos casais para desenvolverem
estes trabalhos. Devido o fato de vários casais terem
participado do ECC, (inclusive o pároco) surge a
idéia de incentivar a realização do
Encontro de Casais com Cristo em nossa paróquia com
a finalidade de despertar novos casais para a Pastoral familiar.
Através de contato mantido com o casal arquidiocesano,
enviamos os primeiros casais para participarem do ECC na
paróquia S. José de Vilas Oficinas, N. Sra.
do Rosário de Belém no Centenário e
N. Sra. Aparecida no Uberaba. Após os primeiros casais
terem vivenciado o ECC, foram escolhidos cinco casais com
atribuições específicas para formarem
o 1º grupo dirigente do ECC na paróquia.
Com essas novas adesões e a ajuda da paróquia
madrinha, realizamos nos dias 3, 4 e 5 de dezembro de 1999,
o 1º Encontro de Casais com Cristo em nossa paróquia
com a presença de vinte e três novos casais.
Vencida a primeira batalha, passou-se para a fase de motivação
dos novos casais e de reestruturação dos trabalhos
na Pastoral Familiar. Foram enviados casais para participarem
da Escola de Formação de Líderes da
Pastoral Familiar. A paróquia passou a ser representada
nas assembléias arquidiocesanas de pastoral familiar,
nas comemorações da semana nacional da família,
etc.
Nos dias 17, 18 e 19 de agosto de 2001 aconteceu o 2º
Encontro de Casais com Cristo no colégio S. Francisco,
do qual participaram vinte e três casais.
Contamos hoje com um número razoável de componentes.
Temos o Curso de Noivos personalizado funcionando a todo
vapor. A próxima ação é procurar
pessoas para a implantação de uma assistência
aos casos especiais, tais como: mães solteiras, casais
em segunda união, entre outros.
Estamos procurando um maior diálogo com as outras
pastorais, movimentos e serviços de nossa paróquia
com a finalidade de organizar uma pastoral orgânica
de conjunto.
14. MINISTÉRIO DA PASTORAL CATEQUÉTICA
Os
freis capuchinhos, chamados também “missionários”,
com o carisma franciscano, foram os primeiros catequistas
da igreja das Mercês, usando os métodos da
época em que a catequese era chamada de: catecismo
ou doutrina. Era dada, segundo o sistema de então
usado aos domingos à tarde, seguida da recitação
do terço e da bênção com o Santíssimo
Sacramento.
A primeira catequista leiga foi Dna. Aida Teixeira de Freitas,
que preparou a primeira turma da primeira Eucaristia em
6 de janeiro de 1927. Por muitos anos aqui na Paróquia
as primeiras Eucaristias eram sempre realizadas na festa
da Epifania, dia 6 de janeiro.
As irmãs Juliana Tartas e Helena Wrôdel foram
as primeiras catequistas quando foi criada a paróquia
em 1951.
Com a renovação da Igreja, após o Concílio
Vaticano II, a catequese assumiu outras características,
envolvendo mais o ensino religioso com a família
e a vida dos cristãos. Passou-se a dar maior ênfase
na formação dos catequistas, num processo
que cada vez mais atualizado até nos dias de hoje,
através de formação dada nos cursos
e retiros.
Na década de 1970, quando era pároco frei
Ovídio Zanini, juntamente com o casal Benjamim e
Terezinha Zanatta foi criada a “catequese familiar”.
A grande importância desse projeto era o envolvimento
e a participação dos pais na formação
religiosa dos filhos. Eram aproximadamente 500 pessoas envolvidas
na preparação das crianças para a primeira
Eucaristia. As reuniões eram feitas semanalmente
na paróquia com os pais pelos “casais pilotos”,
que por sua vez recebiam do casal coordenador as instruções
e a formação a serem repassados aos pais,
que as transmitiam aos filhos num clima de vivência
fraterna familiar. Nas reuniões faziam-se a revisão
dos trabalhos feitos por eles. Mensalmente os pais participavam
de palestras e na missa dominical reforçavam-se os
temas da catequese.
Com o passar dos tempos, a agitação, o envolvimento
no trabalho, os problemas da vida urbana, os pais não
dispunham mais de tempo para formação direta
dos filhos para a preparação para a primeira
eucaristia. A paróquia, então voltou à
catequese dada pelos catequistas e também com a criação
“dos setores”, era dada nos próprios
setores.
Em nossa paróquia, todos os párocos e os freis
coadjutores sempre deram a máxima da atenção
na formação catequética, preparando,
dando cursos e levando os catequistas e uma vida cristã
autêntica para poderem dar uma formação
na fé com conhecimentos do Evangelho, mas sobretudo
levá-los à prática de uma vida verdadeiramente
cristã, seguindo os passos do Mestre Jesus.
Na década de 1990, os freis Messias Vicente Rodrigues
e Mauro Vellozo Rodrigues foram os assistentes eclesiásticos
da catequese.
Conforme as determinações da nossa arquidiocese,
a catequese inicia-se para as crianças com nove anos
completos com a duração de duas etapas para
a realização da primeira Eucaristia. Aos quinze
anos, quando adolescentes, voltam a fazer mais uma etapa
para receberem o sacramento da Crisma.
15. GRUPO DE ADOLESCENTES
Em
11 de fevereiro de 1992, o então pároco frei
Ângelo Chiarelli, realizou uma reunião para
a criação de um grupo com adolescentes. Na
igreja não havia local apropriado para realizar as
atividades que eram feitas na igreja e só mais tarde
foi criado o Centro de Pastoral. Um mês depois, foi
realizado o primeiro encontro de formação
para o grupo, que foi nomeado de “Grupo de Adolescentes
Amigos”, GAA. Três meses após, realizou-se
a primeira celebração para a apresentação
do grupo à comunidade, já com seu uniforme:
saia-envelope preta, blusa branca e sapatos pretos para
as meninas, calça preta, camisa branca e sapato preto
para os meninos. Faziam parte crianças e adolescentes
de 6 a 15 anos, com o lema: “Louvar a Deus através
do canto e da dança”. Entre eles, doze dos
integrantes foram nomeados como coordenadores e animadores.
Todos os domingos, na missa das 9h até hoje, fazem
a animação. Além do canto, o grupo
sempre sob a direção de um frei, participa
anualmente do retiro espiritual.
No ano de 1994 foi inaugurado o prédio do Centro
de Pastoral que proporciona um espaço mais adequado
para os encontros e ensaios.
No ano de 1996 o grupo foi reestruturado e dividido por
faixa etária. O primeiro grupo era dos 5 a 13 anos
que passou a chamar-se: “Coral Jardim de Deus”
e o segundo dos 13 aos 19 anos continuou como GAA, no fim
do ano mudou de identidade, passando a chamar-se “Adolescentes
Francisclarianos”, AFC. Seguindo o carisma de S. Francisco
e S. Clara. Assumindo os três votos de: Alegria, Amizade
e Simplicidade.
No ano de 1997 começou a integração
de mais jovens, com idade até 23 anos, formando então
os jovens francisclarianos.
Desde 1996 nas novenas da festa da padroeira no último
dia o grupo sempre realiza a coroação de N.
Sra. com muita animação que empolga toda a
comunidade, num clima de festa e emoção.
16. OFICINA DE ORAÇÃO E VIDA
As
Oficinas de Oração e Vida (TOV) são
uma Associação Laical de direito privado,
autorizada pela Santa sé em 4 de outubro de 1997.
Seu início remonta ao ano de 1984, quando frei Ignácio
Larranaga, sacerdote capuchinho, aplicava em vários
países os ‘Encontros de Experiência de
Deus’; foi num destes encontros, em 1985, que as oficinas
iniciaram no Brasil.
A história segue o seu curso. Os anos vão
passando e os TOV (Talleres de Oracion y Vida), em sua passagem,
vão derramando por toda a parte, alegria e libertação.
A “nova” mensagem do amor do Pai começa
a arrebatar os corações. Chegam às
Oficinas pessoas que nunca haviam usado a Bíblia.
Ali aprendem a saborear a Escritura e nasce o interesse
pela Palavra de Deus. Não importa em que nível
religioso, cultural ou sócio-econômico se encontra
o oficinista, a busca da “pérola” que
é Deus dentro de cada um o levará a profundidades
imprevisíveis.
Assim também ocorreu na paróquia N. Sra. das
Mercês onde a Oficina foi aplicada nos anos de 1994
e 1995. Após esse período as atividades dos
TOV cessaram na paróquia, sendo retomadas no primeiro
semestre de 2000 e continuam até hoje.
As Oficinas de Oração e Vida têm como
objetivo ensinar o jovem ou o adulto a orar através
de uma metodologia ordenada e progressiva e principalmente
participando e vivendo como se faz em uma oficina.
Com o tempo, após experimentar diversas maneiras
de orar, cada pessoa irá escolher a que melhor se
adapta às suas necessidades.
A maneira de orar escolhida vai funcionar como uma ligação
cada vez mais profunda com o Senhor de forma que a verdadeira
oração leve à transformação
pessoal e ao compromisso com os irmãos.
Atualmente os TOV já estão em mais de 45 países
e os testemunhos recebidos dos participantes comprovam a
eficácia e a validade das Oficinas. Eis alguns testemunhos:
mudança de vida; amor à Palavra de Deus; prazer
ao ler a Bíblia; uma visão diferente de Deus,
da Igreja e do mundo; força para perdoar a quem lhe
ofender; disponibilidade para participar dos movimentos
da paróquia; conseguir libertar-se de tranquilizantes
para dormir; paz interior; vivência da fraternidade;
maior amor à Santíssima Virgem; descobrir
a beleza de viver em Deus.
Na Internet acesse: www.tovpil.com
17. CELEBRAÇAO DA ENTRE-AJUDA
Nós freis capuchinhos da paróquia N. Sra.
das Mercês, atendemos diariamente o povo que nos procura
com confissões, bênçãos de carro,
de casas, missas, atendimento individual etc.
Ultimamente o número de pessoas com problemas que
nos procuram tem aumentado consideravelmente. Temos cinco
psicólogas cristãs que nos ajudam neste trabalho.
Mesmo assim, muitos voltam sem poder ser atendidos.
Pensando em melhor atender o nosso povo, os freis (com a
aprovação do Arcebispo metropolitano D. Pedro
Fedalto) estão fazendo uma celebração
(não missa) da entre-ajuda às quintas-feiras
às 15h e 20 h na Igreja matriz.
Esta celebração é coordenada por nós
freis e mais um grupo de psicólogas cristãs
que consiste em: Técnicas de relaxamento, leitura
da Palavra de Deus, Eucaristia e imposição
das mãos.
Pois segundo o documento da Igreja ‘Gaudium et Spes’
em seus números 310 e 340, afirma que fé e
ciência não se opõe e que a Igreja não
pode prescindir desta valiosa ajuda.
Também o documento da CNBB ‘Ser Igreja no Novo
Milênio’ nos lembra que a “Igreja é
chamada a falar uma nova linguagem”.
Por isso nós freis, em consenso, achamos que seria
válida esta ajuda para aquelas e aqueles que não
podemos atender individualmente.
Infelizmente cada dia estamos perdendo campo para as seitas
e para o espiritismo porque a Igreja Católica ainda
não encontrou técnicas para satisfazer e ajudar
o nosso povo sofrido.
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