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Função Data Curitiba, 03 de setembro de 2010


















 

 

História

Os Capuchinhos e a Paróquia N. Sra. das Mercês

 


Índice

 

 

 

 

 

Viagem e chegada ao Paraná

Em 1919, o bispo de Curitiba, D. João Francisco Braga, esteve em Roma (Itália) para a visita obrigatória dos bispos ao Papa. Nessa ocasião, interessou-se em obter sacerdotes para sua diocese. Seguindo sugestões recebidas, falou com o Ministro geral de todos os capuchinhos e este lhe sugeriu que falasse com a Província de Veneza. O bispo não perdeu tempo. Viajou para Veneza e pode falar com os superiores da Província de Veneza. Depois de diálogos e tratativas, conseguiu que um primeiro grupo de quatro capuchinhos viajasse com ele até Curitiba, por via marítima. Com o bispo, partiram de Gênova (Itália) aos 17 de setembro de 1919. Depois de 18 dias de viagem com o navio Princesa Mafalda, chegaram no Rio de Janeiro na manhã de 5 de outubro do mesmo.

Aprenderam a língua portuguesa no Rio de Janeiro e São Paulo. Aos 18 de janeiro de 1920, o bispo chamou para Curitiba os freis Ricardo de Vescovana e Teófilo de Thiene, onde chegaram aos 20 de janeiro de 1920, hospedando-se no seminário diocesano. Os capuchinhos consideram esta data como a oficial da chegada em Curitiba do primeiro grupo missionário, vindo da Província capuchinha de Veneza (Itália). Aos 27 do mesmo mês, partiram de carroça para Cerro Azul, onde foram empossados como pároco e vigário paroquial aos 01 de fevereiro de 1920.

Os outros dois capuchinhos (fr. Angélico de Ênego e Maximiliano de Capodístria) foram chamados aos 28 de janeiro e no dia seguinte (29.1.1920) se encontravam em Jaguariaíva, PR, que se tornou a primeira sede temporária dos capuchinhos.

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A primeira casa em Curitiba

Temporariamente a sede dos capuchinhos permaneceu em Jaguariaíva. Em 1921, fr. Ricardo, o superior, comprou um terreno nas Mercês. No ano seguinte (1922), recebeu a licença do bispo para construir um convento central. O engenheiro José Muzillo preparou a planta e, aos 28.11.1923, fr. Ricardo iniciava a primeira ala do convento das Mercês. Em apenas 11 meses, estava pronto aos 30.10.1923.

Durante a construção do convento, os freis se hospedaram na casa de Amando Man, onde improvisaram também um oratório público para funções religiosas, situada quase na frente do atual colégio das Irmãs Vicentinas, nas Mercês. Terminado o convento, os freis nele se instalaram e, num quarto à direita da portaria, funcionava a capela para atender o povo. O convento foi oficialmente bento aos 4 de fevereiro de 1925, por ocasião da visita do Ministro geral, fr. José Ant. de Persicetto.

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Seminário seráfico

Os capuchinhos, após terem chegado em Curitiba, instalaram-se em algumas paróquias. em seguida fizeram o convento nas Mercês. Em 1925, começou-se falar em construir um seminário para as vocações, mas os recursos financeiros eram difíceis. A solução temporária foi abrir, aos 2 de fevereiro de 1930, o seminário no convento das Mercês com 20 seminaristas. O futuro seminário ficou pronto e inaugurado aos 5 de janeiro de 1935 em Butiatuba.

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A igreja das Mercês

O engenheiro José Muzillo fez a planta da igreja das Mercês, sendo aprovada pelos superiores capuchinhos aos 6 de fevereiro de 1925. Os freis não perderam tempo e, aos 26 de junho de 1926, iniciaram os alicerces da igreja das Mercês, nos quais foram usados 347mt² de pedra. A pedra fundamental foi benta aos 26 de setembro de 1926 por D. João Fr. Braga, já arcebispo de Curitiba com a presença do governador do Estado, outras autoridades e mais 3.000 fiéis.

Aos 15 de setembro de 1929, o arcebispo benzeu a nova e atual igreja de N. Sra. das Mercês que custou 280.000$000 contos. A festa de inauguração foi aos 29 de setembro de 1929, já ultimada e decorada na parte interna como se encontra atualmente, com a estátua de N. Sra. das Mercês, esculpida em madeira pelo artista italiano Giacomo Scopoli. A igreja mede 51 x 18 metros.

Passados sete anos, aos 24 de setembro de 1933, realizou-se a solene coroação da estátua de N. Sra. das Mercês com a presença de três bispos, autoridades e muito povo. Nessa ocasião, o arcebispo, que presidiu toda a cerimônia, disse: «Esta é a minha segunda catedral!»

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Centro de encontro dos freis

O novo convento das Mercês era o único lugar onde os freis podiam se reunir. Desde 1920 até 1925 eles viviam dispersos nas paróquias e nunca puderam se reunir todos. Somente aos 5 de fevereiro de 1925 todos os freis missionários capuchinhos conseguiram reunir-se, pela primeira vez, juntos no novo convento das Mercês para um retiro anual.

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Sede do Superior e nova ala

Durante os primeiros cinco anos (1920-1925), a sede dos capuchinhos foi em Jaraguariaíva, PR. Em janeiro de 1925, o superior fr. Ricardo de Vescovana transferiu a sede para o novo convento das Mercês, com 32 metros de comprimento, 12 de largura e 16 de altura. Podia abrigar 25 freis, alguns hóspedes, mas era insuficiente para acolher os novos freis brasileiros para o estudo de filosofia e teologia.

Por isso, aos 2 de março de 1937, o então superior fr. Inácio de Ribeirão Preto recebeu a licença para construir uma nova ala (a do fundo) para acolher os freis estudantes. Os trabalhos iniciaram logo e em dezembro de 1938, a nova ala estava pronta para acolher os estudantes de filosofia e teologia.

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Mercês e Umbará

Aos 28 de fevereiro de 1928, o bispo de Curitiba, D. João Francisco Braga, confiava também aos capuchinhos das Mercês o cuidado pastoral de Umbará, nos arredores de Curitiba. Lá trabalharam os capuchinhos fr. Tarcísio Mastena de Bovolone e fr. Anselmo Taioli de São Mauro. Frei Anselmo, constatando que a igreja local, inaugurada aos 29 de junho de 1897, se tornava insuficiente por causa do crescimento demográfico, tomou a iniciativa de construir outra, semelhante à igreja N. Sra. das Mercês, em Curitiba, mas em menores proporções. O projeto da igreja esteve ao encargo do engenheiro Giovanni De Mio, do qual resultou a atual igreja de Umbará. Fatos posteriores ocorridos com o mesmo fr. Anselmo forçaram a saída dos capuchinhos desse lugar (5.7.1931).

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Das Mercês até Açungui de Cima

Após o trabalho desenvolvido pelos frades franciscanos do Bom Jesus e pelos padres claretianos, a 1º de janeiro de 1927 os freis capuchinhos das Mercês receberam a incumbência de zelar pastoralmente pelas capelas de Almirante Tamandaré, Rio Brando do Sul, Votuverava e Açungui de Cima. Enquanto a sede dos freis permanecia em Curitiba, nas Mercês, e alguns deles percorriam toda essa região, sempre a cavalo, para atender estas distantes capelas. Somente quando foi aberto do Seminário de Butiatuba, em 1935, os freis que residiam nesse novo lugar começaram atender toda a grande e difícil região do Assungui.

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Atividade pastoral

Com a construção do convento e da igreja de N. Sra. das Mercês, o bairro começou a crescer. Por isso, os freis capuchinhos logo se envolveram em atividades pastorais com o atendimento do povo e a organização de associações religiosas.

A Ordem Terceira Franciscana foi fundada em 1934, no tempo de fr. Inácio de Ribeirão Preto. Apesar das dificuldades em alguns períodos, hoje (2001) ainda continua atuante.

O Apostolado da Oração foi fundado por fr. Ricardo Vescovana em junho de 1928.Foi um movimento forte e continua até nossos dias (2001).

A Cruzada Eucarística foi organizada e fundada aos 22 de agosto de 1928. Na celebração do jubileu de prata (1953) havia mais de 200 crianças inscritas. Com o correr dos tempos, esse movimento eclesial diluiu-se, sendo substituído por outros.

A Pia União das Filhas de Maria tornou-se um dos movimentos pioneiros, fundada ainda em 1926 por fr. Ricardo de Vescovana. Apesar de no passado ter sido julgado como «uma das esperanças para um mundo melhor», com as renovações do século passado o movimento perdeu sua forma, sendo substituído por outras formas de atividades.

A Congregação Mariana foi fundada na igreja das Mercês aos 10 de julho de 1927, sendo reitor da igreja fr. Ricardo de Vescovana. No passado, formou o grupo talvez mais atuante da igreja das Mercês. Os Congregados com as Filhas de Maria tornaram-se forças vivas e constantes ao lado dos freis. Mais tarde os dois movimentos se fundiram e acabaram desaparecendo na Igreja das Mercês. Outras modalidades de atuação substituíram esses dois movimentos eclesiais.

A Conferência de São Vicente (Vicentinos) também foi organizada e fundada durante a reitoria de fr. Ricardo de Vescovana, aos 24 de abril de 1941. O número de membros nunca foi alto, mas mostrou-se solidários com os pobres e necessitados.

A Associação de Santo Antônio (Pia União) teve como fundador fr. Salvador Casumaro, aos 13 de junho de 1957. Sua finalidade caritativa manteve-se constante ao longo dos anos e ainda hoje (2001) continua atendendo semanalmente muitas pessoas carentes.

Após o Concílio Vaticano II, todos os movimentos eclesiais foram reformulados. Aos poucos, alguns foram desaparecendo enquanto outros se mantêm atuantes até os dias de hoje (2001). As estruturas paroquiais também modificaram tanto internas como externas para melhor atingir todo o território paroquial.

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A torre da igreja das Mercês

A torre da igreja das Mercês, com seus 52 metros de altura até o alto e mais de mil metros acima do nível do mar, foi inaugurada em 1949 e tornou-se uma novidade arquitetônica porque construída separada da igreja. Frei Beda Toffanello de Gavello, reitor da igreja das Mercês de 1944 a 1948 e de 1949 a 1951, foi quem mais se dedicou à esta construção. A torre foi inaugurada sem os sinos, que chegaram 11 anos mais tarde. Foram fundidos em Bassano del Grappa, na Itália. Após muitas dificuldades alfandegárias, os sinos chegaram em Curitiba aos 6 de abril de 1952, sendo bentos pelo arcebispo D. Manuel da Silveira D’Elboux. Aos 08 de junho de 1952, quando fr. Nereu J. Bassi era pároco, os sinos da torre das Mercês, doação do então governador do Estado do Paraná, Moyses Lupion e sua consorte Dna. Hermínia, bateram pela primeira vez, diante de grande multidão de fiéis que, entre palmas e vivas, saudaram o evento. Os quatro sinos pesam 1.950 quilos.

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Salão paroquial

Os movimentos eclesiais existentes na igreja N. Sra. das Mercês continuavam fortes, atuantes e com reuniões constantes. Porém, não dispunham de um salão apropriado. O pároco fr. Salvador Casumaro acolheu os pedidos dos fiéis e, aos 25 de setembro de 1955, lançou a pedra fundamental do prédio (o atual e fechado Cine Mercês), com fachada para a Av. Manoel Ribas, inaugurado oficialmente aos 13 de dezembro de 1958.

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Cine Mercês

Para enfrentar as dificuldades financeiras da paróquia, o mesmo pároco, fr. Salvador Casumaro, decidiu transformar o salão paroquial das associações religiosas em Cine Mercês. Depois da necessária adaptação, conseguiu comprar máquinas cinematográficas na Itália. Apesar disso, essa iniciativa conseguiu manter-se atuante somente por alguns anos. O salão foi alugado para outras finalidades e, finalmente, fechado.

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Ensino catequético

Desde o início, os primeiros capuchinhos se esforçaram em ministrar, na igreja das Mercês, ensino catequético segundo o sistema então usado. Isso era feito através da pregação, de cerimônias religiosas nos domingos à tarde, nas preparações à primeira eucaristia e crisma e em outras oportunidades.

O governador do Estado, Bento Munhoz da Rocha Neto, com decreto n. 12.704 (24.5.1954) sancionou o ensino religioso nas escolas. Por isso, o pároco fr. Salvador Casumaro reunia, em 1955, os professores do bairro para estudar como ministrar esse ensino. No primeiro congresso catequético estadual (1966), representantes da paróquia mostraram-se atuantes nesse encontro. Com a ajuda dos estudantes capuchinhos, que viviam no convento das Mercês, prepararam-se encenações e exposições, além do ensino normal de catequese.

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Campanhas bíblicas

Quanto ao estudo popular da Bíblia, na igreja das Mercês, merece destaque a campanha bíblica organizada em 1956. Essas instruções populares prosseguiram de tal maneira que o arcebispo concedeu à paróquia das Mercês um diploma e uma medalha de ouro.

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Movimentos litúrgicos

As liturgias em geral, os dias eucarísticos e marianos, as devoções populares foram uma constante nas pregações por parte dos freis capuchinhos com o intuito de sempre mais instruir o povo de Deus.

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Devoção Mariana

Desde a inauguração da igreja das Mercês, sempre houve especial cuidado em preparar a festa da padroeira no mês de setembro. Durante o mês de maio, as manifestações marianas eram diárias com instruções populares através da pregação. Qualquer movimento marial, promovido pela diocese, sempre era bem aceito e concretizado pelos freis e fiéis. No passado, eram freqüentes as procissões populares marianas. Em 1956, houve especial destaque à presença da estátua da Virgem Maria, vinda de Fátima, Portugal. Nas missões de 1959, os missionários redentoristas proclamaram a Virgem Maria a Suprema Diretora das Missões.

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Andores do Menino Deus

Houve uma época em que, durante o tempo natalino até a festa da Epifania, organizavam-se pequenos andores que, saindo da igreja das Mercês, se dividiam em seis direções e entravam nas casas, previamente marcadas. Foi uma iniciativa para manter nas crianças e adolescentes o entusiasmo religioso e o gosto pela formação na vida cristã.

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Capelinhas

Frei Irineu Giacon de Pádua iniciou, aos 01 de setembro de 1944, a peregrinação de capelinhas pelas famílias. Inicialmente era feita somente no mês de maio. Após a criação da paróquia (1951), esse movimento religioso se intensificou. O objetivo era fomentar a união e a paz entre as famílias, confortar e infundir esperanças nas pessoas doentes.

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São Cristóvão e bênção de veículos

Aos 27 de julho de 1952, o pároco das Mercês –fr. Nereu J. Bassi- organizou a primeira festa e bênção de carros em Curitiba como elemento de catequese popular. A iniciativa prosseguiu até 1958, quando o arcebispo de Curitiba criou a nova paróquia de São Cristóvão, onde então se iniciou a bênção dos carros.

Apesar desta específica paróquia, a bênção de carros na igreja N. Sra. das Mercês dos Capuchinhos tornou-se tão popular que até hoje (2001) os freis atendem diariamente a bênção de carros. Concretamente, a bênção de carros pelos capuchinhos tornou-se conhecida em toda a cidade de Curitiba.

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Bênção de veículos na primeira sexta-feira do ano

Com o decorrer dos anos, os capuchinhos iniciaram benzer veículos na primeira sexta-feira de cada ano. A iniciativa ganhou vulto e, há anos, nesse dia milhares de carros recebem a bênção dos freis capuchinhos. Nos últimos anos, organizaram-se equipes de até 20 freis capuchinhos para atender os motoristas. Além da bênção, há freis que atendem constantemente na igreja das Mercês para bênçãos individuais, aconselhamento e confissões. Neste dia, a polícia direciona o trânsito o dia inteiro nas quadras ao redor da igreja das Mercês.

A bênção da primeira sexta-feira do ano foi uma transformação da festa de S. Cristóvão e, como tal, iniciou a 1º de janeiro de 1971, quando fr. Pio Boscheco era o pároco. Anualmente, atrai de 13 a 20 mil, ou mais, motoristas de toda cidade de Curitiba.

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Coral Pio XII

Foi após a carta do papa Pio XII sobre As Escolas de Cantores (3.9.1958), que fr. Clemente Vendramim começou organizar, desde 1959, um coral na igreja das Mercês, oficialmente reconhecido aos 19 de março de 1960. O objetivo primário foi solenizar as celebrações litúrgicas. Permaneceu ativo por diversos anos. Com as novas orientações do Concílio Vaticano II, houve esforço para a participação popular nos cantos, o que fez diminuir e até desaparecer a atuação do Coral Pio XII.

Passados diversos anos, o coral foi reativado, com novo nome (coral N. Sra. das Mercês) e, atualmente (2001), ainda soleniza alguns momentos importantes da vida litúrgica paroquial.

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Igreja da Ordem

A Igreja da Ordem encontra-se no centro histórico de Curitiba e é um dos monumentos expressivos da cidade. Desde 1737 tornou-se um centro de movimentação religiosa e franciscana, zelada por diversos sacerdotes. Em 1940, o arcebispo D. Ático Eusébio da Rocha confiou aos capuchinhos o cuidado desta Igreja. O capuchinho frei Tarcísio Mastena de Bovolone, então professor de filosofia na Universidade do Paraná, zelou desta igreja durante nove anos.

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Colégio dos Maristas

Perto da igreja das Mercês, funcionava o grande seminário dos Irmãos Maristas, conhecido simplesmente como Champagnat. Construído em 1927, os freis capuchinhos sempre prestaram assistência religiosa até quando foi vendido e onde, agora, funciona a Faculdade Tuiuti.

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Capelas rurais

Os capuchinhos da igreja das Mercês atendiam, semanalmente, três capelas: a capela São João Batista, inaugurada aos 27 de abril de 1952; a capela São José, inaugurada aos 21 de março de 1954 e a capela São Nicolau inaugurada aos 17 de outubro de 1966. Com esta assistência, os capuchinhos lançaram as bases destas capelas que, hoje, são paróquias independentes.

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Escola São José das Mercês

Os capuchinhos, após terem construído o convento e a igreja das Mercês, não hesitaram em construir e inaugurar (03.01.1931) ao lado da igreja (onde hoje se encontra o Salão paroquial), uma escola de madeira, conhecida como Escola São José. Inicialmente todas as professoras eram voluntárias.

A escola era modesta, mas o número de alunos crescia. Como não havia acomodações para todos, frei Inácio de Ribeirão Preto convidou as Irmãs das Filhas da Caridade (Vicentinas) para que assumissem o ensino. Elas aceitaram o convite em 1932, e viveram em casa alugada perto da Escola São José. As Irmãs Vicentinas, com o passar dos anos, adquiriram um terreno em quadra perto da igreja da igreja das Mercês e construíram sua primeira escola, inaugurada aos 04 de novembro de 1943 com o nome de Instituto N. Sra. das Mercês. Mais tarde, aos 05 de fevereiro de 1956, as Irmãs Vicentinas inauguraram o atual colégio.

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Colégio São Francisco de Assis

Com a presença do bispo auxiliar de Curitiba, D. Jerônimo Mazzarotto, foi benta, aos 30 de setembro de 1962, a pedra fundamental do Colégio S. Francisco, o primeiro ginásio no bairro das Mercês. Os freis que mais atuaram neste sentido foram fr. Fidélis de Colombo e Mansueto Bozic. Em 1968, funcionavam também os cursos normal, técnico-comercial e contabilidade. No entanto, aos 28 de fevereiro de 1974, o Colégio S. Francisco foi alugado a um grupo particular de professores e continua até hoje (2001).

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Grupo Escolar S. Francisco de Assis

Na quadra abaixo do Colégio S. Francisco, os freis que zelavam do mesmo Colégio, construíram um grupo escolar, inaugurado aos 11 de junho de 1967 com a presença de Autoridades. Esse Grupo Escolar S. Francisco de Assis foi organizado com o objetivo de ser a primeira etapa do Colégio S. Francisco. Atualmente está alugado à Secretaria de Educação do Estado do Paraná.

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Capelania hospitalar

Aos 24 de agosto de 1953, foi inaugurado, nas Mercês, o Hospital N. Sra. das Graças. Desde essa data, os freis capuchinhos atenderam e atendem esta capelania com visitas diárias aos doentes, administração dos sacramentos, missa semanal e outras atividades internas do setor da Pastoral da Saúde. Em 2003, os freis completarão 50 anos de atendimento a este hospital.

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Capelania militar

Durante 25 anos (1952-1977), nossos freis assumiram também a capelania militar em Curitiba. Nesta atividade destacaram-se fr. José Vitalino Galvan (que também foi pároco das Mercês) e fr. João Estêvão Costa. Esses freis capelães residiram quase sempre no convento das Mercês. Além do atendimento normal aos militares, os freis desempenhavam outras incumbências especiais neste setor.

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Amigos dos pobres

Desde o início, os freis capuchinhos procuraram, dentro do possível, atender os pobres através das Conferências de São Vicente e da Pia União de Santo Antônio. Os Vicentinos, fundados aos 24 de abril de 1941, ajudam e visitam os assistidos e procuram situar os problemas e necessidades. A Pia União, fundada aos 13 de junho de 1957, é sustentada por um grupo de senhoras que se reúnem para confeccionar vestuários e os distribuem semanalmente.

Além destas iniciativas, ainda operantes hoje, o capuchinho frei Ovídio Zanini planejou e organizou a FREI (Fundação de Recuperação de Indigentes) que, popularmente, ficou conhecida com o nome de Dom Camilo. Frei Ovídio levou avante esta obra durante 15 anos, quando, por diversos motivos, a entidade foi dissolvida e passou às mãos das autoridades municipais.

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Os capuchinhos e a televisão

Há decênios que os capuchinhos das Mercês foram convidados, por emissoras de TV de Curitiba, a celebrarem a missa dominical aos domingos. Esta atividade pastoral iniciou quando os responsáveis pela TV Iguaçu, Canal 4, de Curitiba, ofereceram aos capuchinhos esta possibilidade e foi aceita aos 21 de janeiro de 1968. Em outubro de 1990 cessou a missa no canal 4. Em julho de 1992 iniciaram as celebrações na TV Bandeirantes, canal 2, de Curitiba, pelo frei João Daniel Lovato. Portanto, são 33 anos que os freis das Mercês e outros atuam nesta pastoral.

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Os movimentos eclesiais após o Concílio Vaticano II

Após a celebração do Concílio Vaticano II (1962-1965), tanto as Ordens religiosas como os movimentos eclesiais passaram por atualizações mais ou menos profundas. O mesmo se deu com as associações da paróquia das Mercês. Algumas desapareceram, outras foram remodeladas e umas terceiras surgiram como necessidade dos tempos atuais.

Atualmente (setembro de 2001), na paróquia N. Sra. das Mercês existem e funcionam estes movimentos ou forças eclesiais (em ordem alfabética):

1. Apostolado da Oração – Foi fundado aos 01.07.1928 por fr. Ricardo de Vescovana, o primeiro superior dos Capuchinhos no Paraná.

2. Capelinhas - Movimento iniciado aos 01.09.1944 por fr. Irineu Giacon.

3. Catequese – A catequese, em formas diferenciadas, sempre existiu nas Mercês e a primeira catequista foi Dna. Ida Teixeira de Freitas, que preparou a primeira turma para a primeira Eucaristia aos 06.01.1927.

4. Conselho de Assessoria econômica da paróquia (CAEP) - Existia desde 1981 quando fr. Alcides Rossa era pároco, mas somente em 1993, com fr. Ângelo Chiarelli (pároco), passou a ter atuação mais estruturada.

5. Conselho Paroquial de Pastoral (CPP) - Começou a funcionar em 1981 na época de fr. Alcides Rossa (pároco).No entanto, sua oficialização deu-se aos 13.02.1999 no tempo de fr. Messias Vicente Rodrigues.

6. Coral das crianças e adolescentes – Esse coral iniciou suas atividades em maio de 1982, na gestão de fr. Alcides Rossa (pároco), sendo as responsáveis Wilma Barsotti e Juecy Lineiro. A partir de 1994, fr. Ângelo Chiarelli (pároco) tornou-se o responsável desse coral.

7. Coral Pio XII (N. Sra. das Mercês) – O coral Pio XII iniciou ser organizado em 1959 por fr. Clemente Vendramim. Com as orientações do Concílio Vaticano II foi desaparecendo. Aos 10.09.1991, no tempo de fr. Alcides Rossa (pároco), o coral ressurgiu pelos esforços do maestro João Kosak e da Sra. Waldomira Zorthea com o nome de Coral N. Sra. das Mercês.

8. Encontro de Casais com Cristo (ECC) - É movimento recente, iniciado aos 05.12.1999 pelo atual pároco fr. Alvadi P. Marmentini.

9. Grupo S. Rita – Este grupo vem atuando desde 22.05.1977, quando era pároco fr. Davi N. Barboza.

10. Juventude Franciscana (JUFRA) – O grupo dos Francisclarianos, fundado aos 28.09.1997 por fr. Ângelo Chiarelli pode ser considerado, talvez, como fase preparatória indireta da JUFRA, mas dissolveu-se. A JUFRA, como movimento estruturado, iniciou aos 21.04.2001, sob os cuidados de fr. Alvadi P. Marmentini (pároco) e de fr. Adriano Antônio Faria.

11. Legião de Maria – Frei Rafael Proner, vigário paroquial, organizou a fundação da Legião no período de fr. Salvador Casumaro (pároco). Com o correr dos anos sofreu uma interrupção, sendo reavivado aos 08.12.1987, quando fr. Atílio Galvan era o pároco.

12. Ministros da Eucaristia – Na festa de Cristo (23.11.1980), fr. Davi N. Barboza (pároco) oficializou a presença e o encargo dos primeiros ministros da Eucaristia.

13. Oficinas de Oração – Este movimento funcionou em 1988 e 1989, com fr. Sérgio José Prando (pároco). Somente reapareceu na paróquia a partir de 02.08.1999 com fr. Messias Vicente Rodrigues (administrador paroquial).

14. Ordem Franciscana Secular (OFS) – É um dos primeiros movimentos organizados na igreja das Mercês, fundado aos 07.02.1934 por fr. Ricardo de Vescovana, superior do primeiro grupo de missionários capuchinhos que, de Veneza (Itália) vieram ao Paraná.

15. Pia União de Santo Antônio – Sua organização deve-se ao pároco fr. Salvador Casumaro aos 13.06.1957 com o nome Associação de Santo Antônio.

16. Pastoral do Dizimo – Existe desde maio de 1985 com fr. Atílio Galvan (pároco). Como Pastoral foi oficializada aos 03.04.1999 por fr. Messias Vicente Rodrigues (administrador).

17. Pastoral Familiar – Um movimento familiar existiu desde 1977 com fr. Davi N. Barboza (pároco). Todavia, como Pastoral Familiar, foi organizada por fr. Mauro Vellozo Rodrigues (vigário paroquial) a partir de 15.05.1996.

18. Pastoral da terceira idade – As primeiras tentativas de reunir os da terceira idade foram feitas por fr. Ivo M. Lazzarotto (1997-98). Como Pastoral foi organizada aos 26.7.2000 por fr. Alvadi Pedro Marmentini, quando vigário paroquial.

19. Pastoral Vocacional – O movimento vocacional funciona desde 1977, na época de fr. Davi N. Barboza (pároco). Como pastoral paroquial foi oficializada aos 30.08.1993, por fr. Ângelo Chiarelli (pároco). Note-se, no entanto, que as primeiras vocações capuchinhas surgiram nos arredores do convento e igreja das Mercês. Desde 1925 falava-se da questão vocacional nas Mercês e, em 1930, foi aberto no convento das Mercês o primeiro seminário com 18 seminaristas.

Com estas forças eclesiais, os capuchinhos e a comunidade paroquial procuram atualmente (ano de 2001), responder às necessidades territoriais. Cada movimento possui sua atuação concreta levando avante a necessidade da renovação e da formação permanente do povo de Deus.

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A presença capuchinha no sistema viário nas Mercês e Curitiba

Na cidade de Curitiba, mas especialmente no bairro das Mercês, algumas ruas e praças lembram a presença dos freis capuchinhos e são as seguintes:


1. Praça Frei Timóteo, no bairro das Mercês, em Curitiba, PR (perto do prédio da Telepar). Frei Timóteo de Castelnuovo (Domingos Luciani, 1817-1895), durante 40 anos (1855-1895), missionário entre os índios do Paraná, ao longo do rio Tibagi. Foi chamado Pai dos Coroados.

2. Praça Divina Pastora, no bairro das Mercês, em Curitiba, PR. Divina Pastora, padroeira das Missões Capuchinhas. Devoção trazida da Espanha e muito difundida em toda a América Latina, antes do Concílio Vaticano II. Fica na Av. Manoel Ribas com a rua dos Capuchinhos.

3. Praça Frei Ricardo, no bairro das Mercês, em Curitiba, PR. Frei Ricardo de Vescovana (Giuseppe Moro, 1876-1942) foi o primeiro superior Regular da Missão do Paraná, de 1919 a 1931. A Província também o homenageou atribuindo seu nome ao seminário de Céu Azul, PR.

4. Rua Frei Tarcísio Mastena, em Santa Felicidade, PR. Frei Tarcísio Mastena de Bovolone (Emílio Mastena, 1891-1970), missionário no Paraná de 1925 a 1948. Muito conhecido na Capital, e principalmente entre os emigrantes vênetos de Santa Felicidade, onde é nome de uma rua, como continuação da rua Turíbio T. Braga.

5. Rua Frei Constantino Gozzo de Cellore (João Gozzo, 1897-1985) – Chegou ao Paraná em 1925. Foi o primeiro pároco capuchinho em Capinzal, SC (1936). Esta rua se encontra no bairro Vista Alegre, Curitiba, paralela com a rua Dep. João F. Neves.

6. Rua Frei Teófilo de Thiene, no bairro Capão Raso, Curitiba, paralela com a rua José Zaleski. Frei Teófilo Luchini (1890-1962) pertenceu ao primeiro grupo de missionários capuchinhos ao Paraná. Trabalhou na pastoral e na educação dos seminaristas. Poeta e fotógrafo.

7. Rua Frei Valentim Hella, no bairro Vista Alegre, Curitiba, cruza a rua Vitório Sbalquero.

8. Rua dos Capuchinhos, no bairro Mercês, Curitiba, paralela com a rua Jacarezinho. O primeiro grupo de capuchinhos missionários vênetos chegaram em Curitiba aos 20 de janeiro de 1920.

9. Jardim frei Ricardo de Vescovana, no bairro Mercês, Av. Manoel Ribas, Curitiba, na altura do hospital N. Sra. das Graças. Frei Ricardo Moro (1876-1942) foi superior do primeiro grupo de capuchinhos vindos ao Paraná em 1920. Construiu a primeira ala do convento das Mercês e a Igreja das Mercês. Superior por diversos anos.

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Cronologia de alguns eventos


20.01.1920 – Chegada dos freis Capuchinhos em Curitiba.

08.07.1921 – Licença de Veneza para comprar o terreno nas Mercês.

20.03.1922 – Bispo de Curitiba aprova a construção do convento.

28.11.1923 – Início dos trabalhos; engenheiro José Muzillo.

30.10.1924 – Terminado o convento, a atual parte para a Av. Manoel Ribas.

04.02.1925 – O Ministro geral fr. José de Persicetto abençoa o convento.

05.02.1925 – Primeiro encontro de todos os freis capuchinhos no novo convento.

06.02.1925 – Aprovação da planta da igreja das Mercês.

26.06.1925 – Abertura dos alicerces da igreja das Mercês.

09.02.1925 – A sede do superior capuchinho foi transferida de Jaguariaíva para Curitiba.

00.00.1925 – Fundação da Pia Associação das Filhas de Maria

26.09.1926 – Bênção da pedra fundamental pelo bispo de Curitiba, D. João Braga.

00.00.1927 – Início da construção do Colégio Champagnat dos Maristas e os capuchinhos foram seus capelães desde o início.

00.01.1927 – Fundação dos Congregados Marianos.

14.06.1928 – Fundação do Apostolado da Oração.

23.08.1928 – Fundação da Cruzada Eucarística

15.09.1929 – Bênção da igreja N. Sra. das Mercês.

29.09.1929 – Inauguração da igreja N. Sra. das Mercês.

02.02.1930 – Abertura do seminário no convento das Mercês com 20 seminaristas.

03.01.1931 – Início da escola S. José, ao lado da igreja das Mercês.

00.02.1932 – Os capuchinhos convidam as Irmãs Vicentinas a atenderam a escola S. José.

24.09.1933 – Coroação da estátua de N. Sra. das Mercês.

00.00.1934 – Fundação da Ordem Franciscana Secular.

05.01.1935 – Os seminaristas foram à Butiatuba onde foi inaugurado o seminário.

02.02.1935 – Abertura do noviciado no convento das Mercês.

02.03.1937 – Aprovada a construção da segunda ala do convento das Mercês.

00.12.1938 – Terminada a segunda ala do convento.

30.01.1939 – Abertura do estudo de filosofia e teologia no convento das Mercês.

00.00.1940 – Os freis iniciam atender a Igreja da Ordem

24.04.1941 – Fundação dos Vicentinos.

01.09.1944 – Início das capelinhas pelas famílias.

00.00.1949 – Inauguração da torre da igreja N. Sra. das Mercês.

17.09.1951 – Criação da paróquia N. Sra. das Mercês.

23.09.1951 – Frei Eugênio Nichele toma posse como primeiro pároco das Mercês.

27.04.1952 – Inaugurada a capela S. João, atendida pelos capuchinhos.

08.06.1952 – Pela primeira vez soaram os sinos da torre da igreja.

27.07.1952 – Primeira Páscoa dos motoristas e bênção de carros em Curitiba na igreja N. Sra. das Mercês.

25.06.1953 – Chega a imagem peregrina de N. Sra. de Fátima.

00.10.1953 – Os capuchinhos começam atender a capela S. José.

04.10.1953 – Inauguração do Hospital N. Sra. das Graças e os capuchinhos iniciam o atendimento dos doentes.

24.10.1954 – Chega a imagem de N. Sra. do Rocio, padroeira do Paraná.

25.09.1955 – Lançamento da pedra fundamental do salão paroquial (Cine).

01.01.1956 – Primeira missa irradiada da igreja N. Sra. das Mercês.

05.08.1956 – Início do movimento Juventude Operária Católica na igreja das Mercês.

13.06.1957 – Fundação da Associação de Santo Antônio. (24.07.1956?)

13.12.1958 – Inauguração do salão paroquial (Cine Mercês).

19.03.1959 – Fundação do Coral Pio XII.

30.09.1962 – Bênção da pedra fundamental do Ginásio S. Francisco de Assis.

00.00.1964 – Início da Obra Dom Camilo por frei Ovídio Zanini.

17.10.1966 – Os capuchinhos começam atender a capela São Nicolau.

11.06.1967 – Inauguração do Grupo Escolar S. Francisco de Assis.

26.04.1970 – Sagração episcopal de D. fr. Agostinho José Sartori

19.05.1971 – Comemoração dos 750 anos da fundação da Ordem dos Frades Menores.

25.09.1971 – Instalação de novo sistema de som na igreja.

00.00.1972 – Início da novena Cristo Partido pelo pároco fr. Ovídio Zanini.

00.00.1974 – Fr. Geraldo Carbonera assume a paróquia de maio a dezembro, como interino.

28.02.1974 – Colégio S. Francisco de Assis alugado a um grupo de leigos.

12.09.1974 – Aprovada a transferência do noviciado para as Mercês.

00.00.1975 – Instalação da aparelhagem eletrônica para os sinos da torre.

29.09.1975 – Início das missões populares.

19.09.1976 – Comemoração do jubileu de prata da paróquia.

04.10.1976 – Comemoração dos 750 anos da morte de S. Francisco de Assis.

24.09.1977 – Inauguração do salão paroquial no Cine Mercês.

07.07.1978 – Início da transmissão direta da novena de Cristo Partido pela Rádio S. Felicidade.

15.05.1984 – Instalação de pára-raios na igreja.

00.00.1990 – Início do dízimo e abolição de diversas taxas.

00.09.1991 – Início da pintura da igreja.

12.11.1991 – O coral Pio XII, há muito tempo desativado, reiniciou suas atividades.

16.01.1992 – Instalada a Capela das Devoções no interno da igreja.

00.02.1992 – Troca total da fiação elétrica da igreja.

26.09.1993 – Comemoração dos 60 anos da coroação da imagem de N. Sra. das Mercês, pelo bispo D. João Francisco Braga.

31.12.1994 – Inaugurado o altar da Sagrada Família na Capela das Devoções.

05.05.1995 – Chegou a mesa de som para o serviço de alto-falantes da igreja.

24.09.1995 – Inauguração do órgão eletrônico e do ambão da Palavra.

21.12.1995 – Realização de Autos de Natal na igreja matriz.

00.03.1996 – Revitalização dos setores da paróquia.

31.08.1996 – Término das obras do Centro de Pastoral.

14.03.1997 – Encenação da Via Sacra com atores do Rio de Janeiro.

06.06.1997 – Celebração dos 25 anos da novena de Cristo Partido com a presença do Arcebispo.

20.06.1998 – Início da reforma do escritório paroquial.

30.08.1998 – Organizada e fundada a Pastoral Vocacional na paróquia.

00.11.1998 – Decisão de preparar o Plano Pastoral programado.

28.11.1998 – Início do “cafezinho da fraternidade” depois das missas do 2º domingo, dia do dízimo.

13.12.1998 – Tomada de posse dos novos Ministros da Eucaristia, elevando-os a 11.

27.12.1998 – Primeiro encontro da terceira idade.

05.02.1999 – Legalização em cartório da compra da nova casa paroquial (temporária).

05.06.1999 – Lançamento do primeiro número do boletim paroquial mensal “O Capuchinho”

00.07.1999 – Pintura da fachada da igreja matriz e da torre.

24.09.1999 – Inauguração da iluminação da torre e da fachada da igreja com a presença do arcebispo e do prefeito de Curitiba.

10.12.1999 – Encerramento da assembléia paroquial com a deliberação de destinar parte do dízimo para a ação social.

01.01.2000 – Ano jubilar da Redenção. A igreja de N. Sra. das Mercês faz parte das “igrejas indulgenciadas” durante o ano jubilar da Redenção.

22.03.2000 – Visita do Ministro geral, fr. John Corriveau, e bênção das reformas do convento das Mercês.

27.04.2000 – Instalado um retroprojetor na igreja para o povo acompanhar os cantos.

28.06.2000 – Decisão de fazer uma réplica da imagem de N. Sra. das Mercês para as procissões e outros atos devocionais.

30.11.2000 – Em reunião decidiu-se celebrar o Natal com os carentes da Vila N. Sra. da Luz, na comunidade da Vila Verde, e auxílio de cestas básicas.

21.04.2001 – Primeiro encontro da JUFRA no Centro Pastoral.

00.05.2001 – Celebração dos 75 anos da arquidiocese de Curitiba.

17.09.2001 – Celebração dos 50 anos da paróquia N. Sra. das Mercês.

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REITORES E PÁROCOS DAS MERCÊS

Reitores da igreja

1. Fr. Ricardo Moro de Vescovana 1929-1931

2. Fr. Inácio Dal Monte de Ribeirão Preto 1931-1937

3. Fr. Ricardo Moro de Vescovana 1937-1941

4. Fr. Irineu Giacon de Pádua 1942-1944

5. Fr. Beda Toffanello de Gavello 1944-1948

6. Fr. Patrício Kódermaz de Nébola 1948-1949

7. Fr. Beda Toffanello de Gavello 1949-1951


Párocos da igreja

01. Fr. Eugênio Nichele de Umbará 22.09.1951-22.09.1952

02. Fr. Nereu José Bassi de Reana 23.03.1952-03.101954

03. Fr. Salvador Casumaro de Megliadino* 03.10.1954-14.02.1960

04. Fr. Fidélis de Souza de Colombo 14.02.1960-20.01.1964

05. Fr. José Vitalino Galvan de Antônio Prado 09.02.1964-20.01.1966

06. Fr. Bernardo Fr. Felippe de Ribeirão Claro 23.01.1966-22.10.1967

07. Fr. Nereu José Bassi de Reana 22.10.1967-06.03.1970

08. Fr. Pio Simão Boscheco de Campo Magro 08.03.1970-28.02.1972

09. Fr. Ovídio Zanini de Capinzal 05.02.1972-22.01.1975

10. Fr. Davi Nogueira Barboza 22.01.1975-01.01.1981

11. Fr. Alcides Rossa 01.01.1981-12.12.1984

12. Fr. Atílio Galvan 12.12.1984-01.01.1988

13. Fr. Sérgio José Prando 01.01.1988-18.12.1990

14. Fr. Alcides Rossa 18.12.1990-28.04.1993

15. Fr. Ângelo Chiarelli 28.04.1993-06.03.1999

16. Fr. Messias Vicente Rodrigues 06.03.1999-30.11.1999

17. Fr. Alvadi Pedro Marmentini 30.11.1999-

Notas:

1. Diversas datas acima correspondem as das cartas circulares oficiais da Província por ocasião da formação das fraternidades e não da data de posse.

2. Houve período em que, por motivos de viagens ou outros, o pároco foi substituído temporariamente por outros frades, por exemplo, de maio a dezembro de 1974, fr. Geraldo Carbonera assumiu a paróquia interinamente, e frei Daniel Heinzen, pároco interino de 10.10.1994 a janeiro de 1995.

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As forças eclesiais na paróquia das Mercês


01. ORDEM FRANCISCANA SECULAR
Inícios - A Fraternidade N. Sra. das Mercês da Ordem Franciscana Secular foi formada e organizada na Igreja N. Sra. das Mercês aos 04 de outubro de 1934, por frei Ricardo de Vescovana, primeiro superior dos capuchinhos no Paraná, superior do convento e reitor da igreja N. Sra. das Mercês, com a colaboração da senhora Aida Teixeira de Freitas.

A Ordem Terceira Franciscana, hoje com a denominação de ORDEM FRANCISCANA SECULAR (OFS) teve como primeiro Assistente Espiritual frei Ricardo de Vescovana e contava com 22 irmãos e irmãs: quatro senhores, dezesseis senhoras e duas religiosas, sendo oficialmente iniciada aos 7 de dezembro de 1934.

Reconhecimento oficial - Aos 15 de agosto de 1981, o arcebispo de Curitiba, D. Pedro Fedalto, atendendo o pedido de frei Vicente Artuso, vigário paroquial e assistente espiritual da Fraternidade, erigiu canonicamente a OFS da paróquia N. Sra. das Mercês. Nessa época, frei Alcides Rossa desempenhava a função de pároco da igreja das Mercês.

A maioria dos Irmãos da Fraternidade não residem no Bairro das Mercês. Colaboram em suas paróquias nas diversas pastorais.

A fraternidade promove campanhas de roupas e alimentos para a Associação de Crianças com Neoplasia. Colabora com ofertas para o Centro Vocacional Freis Capuchinhos. Promove almoços, reuniões sociais com a finalidade de angariar recursos para a realização do “Natal Festivo” de creches e orfanatos.

Atualmente o assistente espiritual é frei Moacir Antonio Nasato.

02. NOVENA DO CRISTO PARTIDO
Um grupo de zeladoras do Apostolado da Oração, sob a coordenação da senhora Edy S. Caprilhone, em todas as sextas-feiras, às 15h, reuniam-se na igreja Nossa Sra. das Mercês, para refletirem sobre a via-sacra. Eventualmente recebiam a bênção do bondoso frei Constantino Gozzo que, neste horário, voltava do hospital Nossa Sra. das Graças, onde fazia visita aos doentes.

Frei Ovídio Zanini, pároco, vendo a grande devoção do grupo ao Cristo Ressuscitado, resolveu transformar aquela devoção em algo mais profundo e que pudesse ser participado por toda a comunidade.

Inspirando-se em piedosa devoção do povo de uma cidade da Espanha, idealizou uma Santa Missa, com textos bíblicos apropriados, com novena dedicada ao Cristo Partido. No pequeno livro da novena, por ele composto, explica o porquê do nome escolhido.

O movimento devocional começou com pequeno número de devotos. Logo cresceu e tornou-se necessário dispor de mais horários para a celebração das novenas. Assim foram escolhidos três horários das 8h30, 15h e 19h.

As novenas nasceram da oração, mas era necessário algo concreto para completar o pio exercício. Foi desta maneira que a devoção ao Cristo Partido recebeu a característica particular da caridade fraterna, unindo amor e serviço aos irmãos a exemplo do Mestre, Jesus.

Quem participa das novenas assume a tarefa de fazer uma doação, ou gesto de solidariedade para com os doentes, pobres e necessitados em geral. Por causa desta característica de serviço, a novena passou a ser a “novena da caridade”.

Desde 1972 até o presente momento, com o apoio dos freis capuchinhos e da comunidade, a devoção criou raízes profundas e é penhor de bênçãos para todos os que a praticam com fé e espírito voltado para o próximo.

Por criatividade do Apostolado da Oração e da Pia União de Santo Antônio, responsável pelo atendimento aos pobres na paróquia, foi introduzido na novena o costume de se fazer uma coleta mensal em benefício das vocações sacerdotais e religiosas capuchinhas. Esta coleta iniciou aos 19 de agosto de 1977, quando frei Davi Nogueira Barboza era o pároco.

Há pessoas, falecidas e vivas, que muito contribuíram para que essas novenas do Cristo Partido fossem levadas avante. Merece especial atenção a Sra. Angelina e Marina Sguário que doaram a primeira imagem do Cristo Partido.

Sempre é bom lembrar as pessoas que contribuíram para que as novenas prosseguissem, há 31 anos: Angelina e Marina Sguário, de saudosa memória, que doaram a primeira imagem do Cristo Partido. Maria Casagrande, falecida, sempre retocava a pintura da imagem e confeccionava lembranças. Este trabalho continua hoje através da colaboração de dedicadas pessoas.

Além do capuchinho fr. Ovídio Zanini, diversos outros freis continuaram incentivando e celebrando as missas desta novena até os dias hoje. O arcebispo de Curitiba, D. Pedro Fedalto, já participou destas missas, dando seu apoio e incentivo para que esta devoção popular continue fervorosa.

Um libreto próprio facilita acompanhar esta novena, que deseja traduzir-se em fé, esperança e caridade.

03. MINISTROS EXTRORDINÁRIOS DA COMUNHÃO EUCARISTICA
Há alguns anos atrás, a nossa paróquia contava apenas com um ministro extraordinário da Eucaristia, Dr. Benjamim Zanatta. Às vezes, o então pároco, frei Davi N. Barboza, convidava pessoas da assembléia para ajudar a distribuir a Santa Comunhão.

Em 1979, o pároco frei Alcides Rossa mandou Luís Gomes, Ana Maria Gomes Pereira e Icylma Saporski freqüentassem o Instituto de Cultura Eclesial (ICE) e o curso de preparação para MECES, dirigido pelo frei João Daniel Lovato.

Por motivos de trabalho Luís Gomes foi para o interior e, por isso, permaneceu por pouco tempo, no Instituto. Ana Maria atuou por algum tempo, vindo mais tarde a falecer. Icylma continuou a servir.

Frei Alcides Rossa convidou mais pessoas, principalmente as que já tinham freqüentado o ICE e assim foi crescendo o número de MECES.

Merece destaque o trabalho dos freis João Daniel Lovato e Messias Vicente Rodrigues que, durante muito tempo, conduziram os MECES de toda a cidade de Curitiba. Frei Messias empenhou-se tanto até conseguir que fosse elaborado o “estatuto” dos MECES que, após estudado pelo arcebispo Dom Pedro Fedalto e os bispos auxiliares, foi aprovado.


04. DÍZIMO: MINISTÉRIO DA PARTILHA!
Em nossa comunidade das Mercês, a prática do dízimo já é antiga. Os párocos sempre procuraram conscientizar os fiéis. Podemos verificar que houve trabalhos intensos: Em 1984, o então pároco, fr. Atílio Galvan, juntamente com algumas pessoas, visitaram as famílias de casa em casa, levando a evangelização sobre a prática do dízimo. O pároco frei Ângelo Chiarelli, com o CAEP e a secretaria da paróquia, deram continuidade à organização desses trabalhos. Os missionários do MEAC estiveram na paróquia para fazer uma evangelização na comunidade.

Em novembro de 1998, iniciou-se o “cafezinho capuchinho”, oferecido depois das missas do 2º domingo do mês, dia do dízimo. Em abril de 1999, o pároco fr. Messias Vicente Rodrigues organizou uma equipe para os trabalhos do dízimo e criou a pastoral do dízimo. Esta continua até hoje e conta com 12 pessoas, que se reúnem mensalmente para aprofundar aspectos do dízimo, baseados na Palavra de Deus, nos documentos da Igreja e nas orientações pastorais da nossa arquidiocese.

Em outubro de 2000, o atual pároco fr. Alvadi Pedro Marmentini, na reunião do conselho pastoral paroquial –CPP-, explicou que pretendia fazer um trabalho com as pessoas carentes, usando os recursos do dízimo, para incentivar a comunidade. Comentou que a paróquia da Vila Nossa Sra. da Luz, localizada na CIC em Curitiba e que é também confiada aos freis capuchinhos, é uma comunidade muito carente e poderíamos adotá-la, pois lá existe uma trabalho de ação social organizado. Todos concordaram com a idéia e decidiu-se que seriam destinado 10% sobre a contribuição mensal do dízimo paroquial.

Em dezembro de 2000, com a colaboração dos paroquianos, foi organizado o natal para 120 crianças e distribuídas 130 cesta básicas para os carentes daquela Vila.

Este trabalho promocional está frutificando. Mensalmente nossa arrecadação aumenta, entusiasmando a todos com a prática do dízimo.

Além dos 10% sobre o dízimo, a paróquia leva à Vila N. Sra. da Luz cestas básicas e roupas doadas pela comunidade. Percebe-se claramente que os que se dedicam a este trabalho, fazem-no com alegria e entusiasmo, sentindo-se úteis à comunidade e sinais das bênçãos de Deus.

A Pastoral do Dízimo convida que cada qual em sua profissão, dentro de suas possibilidades, possa dedicar-se às obras da Igreja para reavivar a fé, reascender a caridade e propagá-la pelo mundo. “Dê cada um conforme o seu coração. Deus ama a quem dá com alegria (II cor 9,7)”.

O dízimo encontra suas raízes e fundamentação em vários textos bíblicos, na tradição e no magistério da Igreja.

05. PIA UNIÃO DE SANTO ANTONIO
A Pia União de Santo Antônio, da paróquia Nossa Senhora das Mercês, iniciou aos 13 de junho de 1957, quando fr. Salvador Casumaro era o pároco. Sua finalidade foi e é a de prestar assistência às famílias carentes do bairro.

Em todas as primeiras terças-feiras do mês, distribui uma cesta com aproximadamente 12 quilos de alimentos para 50 carentes, atualmente cadastrados. Atende também outras pessoas que a ela recorrem, com uma cesta com 4 quilos de alimentos. Auxilia na compra de remédios, gás de cozinha, pagamentos de luz e água, quando necessário.

As voluntárias, hoje em número de 49, reúnem-se em todas as terças-feiras para trabalhar na confecção de panos de prato bordados à mão, tecem tricô e crochê, que são vendidos e cuja renda é destinada à compra das cestas básicas. Muitos colaboradores anônimos doam roupas, calçados e alimentos para serem distribuídos aos carentes.

Por ocasião da festa litúrgica de Santo Antônio, em todas as missas são distribuídos os pãezinhos bentos. As eventuais doações coletadas durante a distribuição dos pãezinhos são destinadas à composição das cestas, que nesta ocasião, tornam-se mais fartas e às quais se ajunta um cobertor.

A Pia União acolhe com carinho quem quiser unir-se ao movimento, tanto para ser um voluntário na confecção destes trabalhos, como para doar: alimentos, roupas, calçados, brinquedos e utensílios de cozinha. Tudo será repassado aos assistidos.

06. GRUPO SANTA RITA DE CÁSSIA
A família da Senhora Thereza Bialli (dona Zita) sempre foi devota de Santa Rita. Freqüentava o santuário, na Vila Hauer. Ela, o marido e seus filhos sempre participavam das novenas e cerimônias que lá se faziam.

Quando os filhos desse casal cresceram, os afazeres do dia a dia mudaram muito a rotina de suas vidas. Como aqui em nossa igreja das Mercês havia uma imagem da Santa, doada pela Sra. Romani, começaram a fazer as novenas, segundo uma promessa por graça alcançada. Foi assim que, em maio de 1976, algumas senhoras, devotas de Santa Rita, iniciaram as novenas em todas as quintas-feiras.

Nessa novena, rezava-se a oração do folheto e o tercinho de 22 contas, isto é: as três primeiras Ave-Marias em louvor às três disciplinas diárias da Santa; quatro Ave-Marias em honra aos quatro anos nos quais Santa Rita permaneceu em jejum, alimentando-se somente com a Eucaristia; e as quinze Ave-Marias finais para lembrar o tempo em que conviveu com sua chaga na testa.

Durante as novenas sempre há pessoas pedindo orações, doentes do hospital Nossa Senhora das Graças e muitas outras pedindo ajuda à Santa, conhecida também como a Santa dos casos impossíveis. No mundo há testemunhos de graças alcançadas.

No dia da festa litúrgica, 22 de maio, benzem-se rosas, lembrando o poder curativo que elas exercem. Algumas pessoas guardam-nas para proteger a casa contra os raios e tempestades; outras fazem chás que oferecem aos doentes. Em muitos casos, usando deste sacramental, Deus concede a graça pedida.

Atualmente o grupo cresceu. As novenas são bem participadas, com cantos, orações e muito fervor. Em maio de 2000, uma senhora devota, doou lindo estandarte, com maravilhosa pintura da Santa, promessa por uma graça alcançada.

Em maio de 2001, foram celebradas as bodas de prata -25 anos- da novena, que é feita em todas as quintas-feiras às 17h. Nessa ocasião, colocou-se nas mãos da imagem da Santa, uma rosa prateada, para lembrar este jubileu.

Santa Rita de Cássia nasceu aos 22 de maio de 1381 e faleceu aos 22 de maio de 1457.

O grupo está aberto a qualquer pessoa que desejar unir-se na prece e conhecer a proteção constante e carinhosa desta Santa.

07. PASTORAL VOCIONAL
Aos 9 de maio de 1998, por iniciativa de frei Messias Vicente Rodrigues, iniciou-se nesta paróquia, a Pastoral Vocacional, com a participação de oito paroquianos:

Sua proposta era de organizar uma equipe vocacional na paróquia, com o intuito de trabalhar pelas vocações sacerdotais, religiosas, laicais e missionárias. A finalidade é de conscientizar o jovem e o adulto para as várias vocações, que é a graça de Deus em nós. Além disso, o movimento visa o possível surgimento e encaminhamento de todas as vocações dentro da Igreja.

Aos 10 de junho de 1998, organizou-se especial reunião para confirmar a equipe e outras pessoas que aderiram ao movimento

Vocação é a graça de Deus que opera em nós. Quando pensamos em vocação, imaginamos logo uma inclinação da pessoa para determinada forma de vida. Entre as vocações, aparece também aquela que se chama vida consagrada, isto é, pessoas que se consagram em viver a obediência, pobreza e castidade, renunciando voluntariamente ao legítimo matrimônio.

A Pastoral Vocacional da paróquia das Mercês apoia e acompanha os jovens na escolha do ideal de vida. Mas, de maneira especial, coloca-se ao lado dos jovens e das jovens que desejam viver neste mundo como sinais de vida consagrada.

No passado, já surgiram vocações religiosas e consagradas na paróquia das Mercês. Atualmente, vários jovens estão sendo acompanhados e esclarecidos para um discernimento mais claro sobre o ideal de vida consagrada, sobre o qual refletem e pensam.

08. APOSTOLADO DA ORAÇÃO
O Apostolado da Oração da paróquia Nossa Senhora das Mercês foi fundado em 1º de julho de 1928, antes ainda da inauguração da atual igreja. Seus fundadores foram frei Ricardo de Vescovana e a Senhora Aida Teixeira de Freitas. O primeiro grupo de zeladoras era constituído por estas pessoas: Assunta Zanetti, Maria Manzochi, Francisca Milach, Martha Kloss, Rosa Raseira Leinig, Carmela Panasco, Joana Muller, Francisca Shoeinsk, Justina Benetti (mãe do frei Carlos), Clara Smanhoto, Catarina Trojan Surugi, Cecília Nogarolli, Amália Manzochi, Natália Sbalqueiro, Olga Kopachiski, Angela Varassim, Joana Oliveira, Martha Dunche e Emília Vasconcelos.

As primeiras atividades do Apostolado da Oração foram: entronização do Sagrado Coração de Jesus nas famílias, devoção da 1ª sexta-feira do mês, confecção de toalhas, alvas sobrepelizes para a sacristia da igreja.

Na casa de Dona Aida Teixeira de Freitas, costuravam as zeladoras Rosa Raseira Leinig, Albina Joana Muller e Maria Surugi. Confeccionavam vestidos para a primeira comunhão para as crianças pobres. Ajudavam as viúvas pobres e pessoas doentes. Faziam pintura do altar do Sagrado Coração de Jesus. E, no primeiro ano, foi comprada a primeira bandeira do Apostolado da Oração.

O Apostolado da Oração, constituído por homens, também foi fundado por frei Ricardo Vescovana e pela Senhora Aida Teixeira de Freitas. Os primeiros zeladores foram André Zanetti, Antonio Manzochi, Victor Burda, Albino Varassim, Ladislau Showinski, Pedro Nogarolli, Alberto Leinig, Maximiliano Kloss, Angelo Nogarolli, Egídio Mazarotto, Álvaro Teixeira de Freitas, Vitório Viezer, Humberto Bevervanço, Abel Scorciato, Antonio Oliveira e Souza e Luiz Trojan. Eles se dedicavam em entronizar o Sagrado Coração de Jesus nas casas, visitar os doentes, cultivar a devoção da primeira sexta-feira do mês e, por ocasião da morte dos associados, participar do guardamento mediante orações com o estandarte do Apostolado (mais tarde substituído pela bandeira) e estar presente na missa de sétimo dia. As esmolas, recebidas nessas ocasiões, formavam a caixa das almas, destinadas especialmente para o sufrágio das almas do purgatório e dos associados do Apostolado da Oração.

O pároco fr. Ovídio Zanini organizou a novena do Cristo Partido, na qual muito participavam os associados do Apostolado.

Desde o início, o Apostolado da Oração dedicou-se em visitar os asilos, os educandários e os doentes em geral e, agora, também os doentes do Hospital Nossa Senhora das Graças.

09. MOVIMENTO DAS CAPELINHAS
O movimento religioso da visita domiciliar do Sagrado Coração de Maria não foi e não é apenas mais uma devoção piedosa dos fiéis, honrando as grandezas e as glórias de Maria. É a demonstração de amor àquela que, escolhida por Deus entre todas as mulheres, foi co-redentora do gênero humano com seu divino filho, Jesus.

Por ser um movimento familiar e popular, favorece, mais que nos altares de nossas igrejas, prestar intensa homenagem de amor à Mãe de Deus, juntamente com os familiares.

Em nossa paróquia das Mercês, o movimento das capelinhas iniciou a 1º de setembro de 1944, no salão da sede das irmandades, com a presença do Diretor, frei Irineu Giacon de Pádua.

No entanto, foi Dona Aida Teixeira de Freitas quem organizou esse movimento das capelinhas em nossa paróquia. A família de dona Martha Kloss tornou-se a primeira a receber esta visita. Os familiares iam buscar a capelinha e reuniam vizinhos e amigos para rezar e cantar em honra da Virgem Maria.

Todos os paroquianos solicitavam ao pároco a graça desta visita, e as mensageiras não venciam os pedidos. Formava-se até fila de espera. Como era normal, os espíritas, os divorciados e amasiados não podiam receber a capelinha. As capelinhas eram mais de 100 e percorriam as casas dos bairros das Mercês, do Bom Pastor, São Marcos, São Nicolau e Santa Luzia, que hoje são paróquias.

Competia às zeladoras cuidar dos interesses da Arquiconfraria, orientadas por uma diretoria. Passados 21 anos, por causa do surgimento de outras paróquias nas redondezas das Mercês, as capelinhas eram 37, mas conseguiam visitar 1.110 famílias. Quando fr. Bernardo Fr. Felippe assumiu a paróquia preparou um relatório geral e foi nomeada uma nova diretoria.

Atualmente, em 2001, a paróquia conta com 55 capelinhas, que estão ao encargo de 53 mensageiras, sob a coordenação de Maria Bernardete Sbalqueiro.

As eventuais entradas deste movimento eclesial destinam-se às vocações sacerdotais e religiosas, sendo encaminhadas para os seminários. Do total arrecadado, 10% permanece com o movimento da paróquia e, caso a paróquia seja dirigida por religiosos, 45% das entradas são encaminhadas ao respectivo seminários; 45% para o seminário da diocese; nas paróquias do clero diocesano, 90% do total são destinados ao seminário da diocese.

Tudo por Maria, com Maria e sempre Maria!

10. CORAL NOSSA SENHORA DAS MERCÊS

1 – Qual é seu movimento, pastoral ou grupo?

Pastoral do canto.

2 – Quais os objetivos específicos do coral?

Solenizar as celebrações, evangelizando através do canto; dar exemplo de unidade e fraternidade; preparar um grupo destinado a colaborar com a Igreja em todos os eventos religiosos, programados pelo calendário litúrgico e paroquial.

3 – Quais suas principais atividades?

Manter um conjunto coral destinado à execução do canto sacro; formar um repertório para comemorações cívicas e festividades em geral; promover cursos preparatórios de iniciação musical, solfejo e domínio de partituras do canto coral; promover intercâmbio com organizações culturais afins; participar de eventuais comemorações cívicas ou religiosas, de cunho oficial ou privado, dentro e fora da paróquia; participar de festividades de corais ou concursos de canto;promover eventos recreativos e de confraternização, encontro de corais, excursões, e outros mais.

4 – Data da fundação do coral: 23 de setembro de 1991.

Onde? Na paróquia Nossa Senhora das Mercês.

Quem? Quanto aos corais da igreja das Mercês é preciso notar o seguinte: Nos primeiros anos após a inauguração da igreja (1929), quem cantava nas novenas da festa era um coral selecionado entre os melhores cantores e instrumentistas da cidade de Curitiba. Os primeiros seminaristas e os primeiros freis estudantes não formaram um coral propriamente dito. Mas não tardou que os freis estudantes organizaram um coral muito bom e executavam cantos a três ou quatro vozes. Nas festas, a missa principal era solenizada com todas as partes comuns cantadas em latim, conforme era costume, e acompanhada por instrumentistas principalmente da Sociedade Thalia. Este coral dos freis estudantes funcionou por muitos anos. Alguns freis até aprenderam a tocar violino e flauta doce. Com a troca do sistema de estudo dos freis capuchinhos e após os apelos do papa Pio XII, frei Clemente Vendramim, desde 1959, começou organizar um coral de leigos e funcionou por diversos anos. Com as novas orientações do Concílio Vaticano II, houve esforço para a participação popular nos cantos, o que fez diminuir e até desaparecer a atuação do Coral Pio XII.

Passados alguns anos, o coral reapareceu com novo nome e foi organizado quando fr. Alcides Rossa era pároco, juntamente com o maestro João Kozak, o casal Clemente e Waldomira Zortéa, Sr. Ladislau Choinski, Dr. Rui Leal (organista), Irmã Juliana Tartas (organista), Irmã Atília Guardalben (coordenadora), Sra. Ivanilde Costa, casal Félix e Marina Zielinski, casal Werner e Cremildes Bahr, Sr. Osmar Cantor (violinista), Maria Nazareth Lino e Segnibaldo Manzocki.


11. LEGIÃO DE MARIA

Com a celebração do Jubileu de Ouro da paróquia Nossa Senhora das Mercês, não poderíamos deixar de mencionar a presença da Legião de Maria, atuando na comunidade desde 1956.

As atividades legionárias iniciaram quando algumas senhoras determinadas e corajosas, conscientes do papel do leigo na missão da Igreja, fundaram aqui o Praesidium N. Sra. das Mercês.

Lembramos os nomes de alguns membros ativos que assumiram cargos na diretoria naquela época: Eglair Egg, Edy Saporski Capriglione, Terezinha Carvalho, Mercedes Mazzarotto, Diana Ivone, Rute Leinig, Maria Hartmann, entre outras, sem esquecer os diretores espirituais: frei Rafael Proner, frei Rogério Arlindo Gabriel e outros.

Havia também o grupo de jovens legionários (liderado por José Viezzer) assim como o infantil do qual faziam parte os alunos dos colégios vizinhos à paróquia.

Após a interrupção de alguns anos, a Legião de Maria voltou a exercer suas atividades na paróquia aos 8 de dezembro de 1987.

O grupo atual reúne-se em todas as quartas-feiras, às 14h, numa das salas da paróquia, realizando seu trabalho na comunidade, servindo onde se faz necessário, mostrando que a Legião de Maria quer e deve ser um reflexo vivo de Maria.

O apostolado da Legião de Maria é essencialmente espiritual. Aqueles que quiserem dedicar-se ao serviço de Nossa Senhora, serão bem-vindos.

SALVE MARIA!


12. GRUPO DA TERCEIRA IDADE “SÃO JOAQUIM E SANT’ANA”
A pastoral da paróquia Nossa Senhora das Mercês preocupava-se com a falta de assistência às pessoas idosas. Após entendimentos com o Conselho Pastoral Paroquial e demais lideranças paroquiais, decidiu-se pela constituição de um grupo com os idosos.

Durante o primeiro encontro, realizado aos 27 de dezembro de 1998, foi escolhido frei Ivo Maria Lazzarotto, como diretor espiritual. O grupo gostou e aprovou o nome de “SÃO JOAQUIM E SANT’ANA”, com o qual passou a ser conhecido.

Na primeira reunião, além da animação por um trio musical, houve a apresentação de uma peça de Natal. Não faltaram os momentos de espiritualidade, lanche, bingo e dança. Nesse mesmo encontro foram escolhidos como coordenadores: Gilberto e Dilma Caviglio; vice-coordenador, Lucas e Francisca Queiroz; tesoureiros: Eloy e Denize Toscan; animadores: Benedito e Eneide Rodrigues; 1ª secretária: Maria Flor Cecon; 2ª secretária: Arlete Cecatto. As reuniões eram realizadas no quarto domingo de cada mês.

Com a transferência de frei Ivo, fr. Alvadi Pedro Marmentini assumiu o grupo como diretor espiritual. Retomou as atividades em agosto de 1999, quando foi eleita esta nova diretoria: casal presidente: Denize Cecília Tonin Toscan; secretária: Belinha Pilati Maia; tesoureira: Alda Nascimento Melo. Outras equipes de apoio colaboram com a diretoria.

O grupo escolheu, como dia de encontro, todas as primeiras quintas-feiras do mês. Além dos momentos espirituais a cargo de fr. Alvadi, há uma palestra com psicólogos, nutricionistas, ou geriatras, para orientar os idosos na saúde, como envelhecer bem, fazendo exercícios. Nos encontros organiza-se sempre um lanche, faz-se homenagem aos aniversariantes. Um bingo ou outro lazer escolhido ajuda em alegrar esses encontros.

Em junho de 2000, a Irmã Antenesca Michelin, coordenadora da pastoral da 3ª idade da arquidiocese de Curitiba, visitou o grupo, dando orientações sobre a dinâmica destas reuniões. A partir de então, as reuniões são semanais, sendo a primeira festiva e as demais de trabalho. Aos 26 de julho de 2000, com uma santa missa festiva, o grupo foi “batizado” e passou a pertencer à pastoral da 3ª idade da arquidiocese de Curitiba, tendo como padrinhos a terceira idade “São Benedito” do Capão da Imbuia.

O trabalho da terceira idade é um trabalho de ação social da nossa paróquia. No dia das mães,

Em nossa paróquia, não há carentes propriamente ditos. Os carentes são as pessoas idosas, necessitadas não de ajuda material, mas sim de carinho, afeto, atenção e amor.

O objetivo da pastoral da terceira idade é a integração, a amizade, ajuda mútua, união e, principalmente, a ajuda aos idosos mais necessitados.


13. PASTORAL FAMILIAR
Anterior a 1998 existiu na paróquia o MFC – Movimento Familiar Cristão. Em 1998 existia um pequeno grupo de casais participando de reuniões mensais, sem um objetivo definido. Após a posse do frei Messias Vicente Rodrigues como Administrador paroquial, a partir de março de 1999, optou-se por uma ação concreta ao nível de atuação com as famílias. Surgindo assim a necessidade de implantação da Pastoral Familiar. Foram escolhidos um casal coordenador, um casal secretário e um casal responsável pelo setor pré-matrimonial.

Nas reuniões seguintes procurou-se uma linha de atuação, como localizar e motivar novos casais para desenvolverem estes trabalhos. Devido o fato de vários casais terem participado do ECC, (inclusive o pároco) surge a idéia de incentivar a realização do Encontro de Casais com Cristo em nossa paróquia com a finalidade de despertar novos casais para a Pastoral familiar.

Através de contato mantido com o casal arquidiocesano, enviamos os primeiros casais para participarem do ECC na paróquia S. José de Vilas Oficinas, N. Sra. do Rosário de Belém no Centenário e N. Sra. Aparecida no Uberaba. Após os primeiros casais terem vivenciado o ECC, foram escolhidos cinco casais com atribuições específicas para formarem o 1º grupo dirigente do ECC na paróquia.

Com essas novas adesões e a ajuda da paróquia madrinha, realizamos nos dias 3, 4 e 5 de dezembro de 1999, o 1º Encontro de Casais com Cristo em nossa paróquia com a presença de vinte e três novos casais.

Vencida a primeira batalha, passou-se para a fase de motivação dos novos casais e de reestruturação dos trabalhos na Pastoral Familiar. Foram enviados casais para participarem da Escola de Formação de Líderes da Pastoral Familiar. A paróquia passou a ser representada nas assembléias arquidiocesanas de pastoral familiar, nas comemorações da semana nacional da família, etc.

Nos dias 17, 18 e 19 de agosto de 2001 aconteceu o 2º Encontro de Casais com Cristo no colégio S. Francisco, do qual participaram vinte e três casais.

Contamos hoje com um número razoável de componentes. Temos o Curso de Noivos personalizado funcionando a todo vapor. A próxima ação é procurar pessoas para a implantação de uma assistência aos casos especiais, tais como: mães solteiras, casais em segunda união, entre outros.

Estamos procurando um maior diálogo com as outras pastorais, movimentos e serviços de nossa paróquia com a finalidade de organizar uma pastoral orgânica de conjunto.


14. MINISTÉRIO DA PASTORAL CATEQUÉTICA
Os freis capuchinhos, chamados também “missionários”, com o carisma franciscano, foram os primeiros catequistas da igreja das Mercês, usando os métodos da época em que a catequese era chamada de: catecismo ou doutrina. Era dada, segundo o sistema de então usado aos domingos à tarde, seguida da recitação do terço e da bênção com o Santíssimo Sacramento.

A primeira catequista leiga foi Dna. Aida Teixeira de Freitas, que preparou a primeira turma da primeira Eucaristia em 6 de janeiro de 1927. Por muitos anos aqui na Paróquia as primeiras Eucaristias eram sempre realizadas na festa da Epifania, dia 6 de janeiro.

As irmãs Juliana Tartas e Helena Wrôdel foram as primeiras catequistas quando foi criada a paróquia em 1951.

Com a renovação da Igreja, após o Concílio Vaticano II, a catequese assumiu outras características, envolvendo mais o ensino religioso com a família e a vida dos cristãos. Passou-se a dar maior ênfase na formação dos catequistas, num processo que cada vez mais atualizado até nos dias de hoje, através de formação dada nos cursos e retiros.

Na década de 1970, quando era pároco frei Ovídio Zanini, juntamente com o casal Benjamim e Terezinha Zanatta foi criada a “catequese familiar”. A grande importância desse projeto era o envolvimento e a participação dos pais na formação religiosa dos filhos. Eram aproximadamente 500 pessoas envolvidas na preparação das crianças para a primeira Eucaristia. As reuniões eram feitas semanalmente na paróquia com os pais pelos “casais pilotos”, que por sua vez recebiam do casal coordenador as instruções e a formação a serem repassados aos pais, que as transmitiam aos filhos num clima de vivência fraterna familiar. Nas reuniões faziam-se a revisão dos trabalhos feitos por eles. Mensalmente os pais participavam de palestras e na missa dominical reforçavam-se os temas da catequese.

Com o passar dos tempos, a agitação, o envolvimento no trabalho, os problemas da vida urbana, os pais não dispunham mais de tempo para formação direta dos filhos para a preparação para a primeira eucaristia. A paróquia, então voltou à catequese dada pelos catequistas e também com a criação “dos setores”, era dada nos próprios setores.

Em nossa paróquia, todos os párocos e os freis coadjutores sempre deram a máxima da atenção na formação catequética, preparando, dando cursos e levando os catequistas e uma vida cristã autêntica para poderem dar uma formação na fé com conhecimentos do Evangelho, mas sobretudo levá-los à prática de uma vida verdadeiramente cristã, seguindo os passos do Mestre Jesus.

Na década de 1990, os freis Messias Vicente Rodrigues e Mauro Vellozo Rodrigues foram os assistentes eclesiásticos da catequese.

Conforme as determinações da nossa arquidiocese, a catequese inicia-se para as crianças com nove anos completos com a duração de duas etapas para a realização da primeira Eucaristia. Aos quinze anos, quando adolescentes, voltam a fazer mais uma etapa para receberem o sacramento da Crisma.


15. GRUPO DE ADOLESCENTES
Em 11 de fevereiro de 1992, o então pároco frei Ângelo Chiarelli, realizou uma reunião para a criação de um grupo com adolescentes. Na igreja não havia local apropriado para realizar as atividades que eram feitas na igreja e só mais tarde foi criado o Centro de Pastoral. Um mês depois, foi realizado o primeiro encontro de formação para o grupo, que foi nomeado de “Grupo de Adolescentes Amigos”, GAA. Três meses após, realizou-se a primeira celebração para a apresentação do grupo à comunidade, já com seu uniforme: saia-envelope preta, blusa branca e sapatos pretos para as meninas, calça preta, camisa branca e sapato preto para os meninos. Faziam parte crianças e adolescentes de 6 a 15 anos, com o lema: “Louvar a Deus através do canto e da dança”. Entre eles, doze dos integrantes foram nomeados como coordenadores e animadores. Todos os domingos, na missa das 9h até hoje, fazem a animação. Além do canto, o grupo sempre sob a direção de um frei, participa anualmente do retiro espiritual.

No ano de 1994 foi inaugurado o prédio do Centro de Pastoral que proporciona um espaço mais adequado para os encontros e ensaios.

No ano de 1996 o grupo foi reestruturado e dividido por faixa etária. O primeiro grupo era dos 5 a 13 anos que passou a chamar-se: “Coral Jardim de Deus” e o segundo dos 13 aos 19 anos continuou como GAA, no fim do ano mudou de identidade, passando a chamar-se “Adolescentes Francisclarianos”, AFC. Seguindo o carisma de S. Francisco e S. Clara. Assumindo os três votos de: Alegria, Amizade e Simplicidade.

No ano de 1997 começou a integração de mais jovens, com idade até 23 anos, formando então os jovens francisclarianos.

Desde 1996 nas novenas da festa da padroeira no último dia o grupo sempre realiza a coroação de N. Sra. com muita animação que empolga toda a comunidade, num clima de festa e emoção.

16. OFICINA DE ORAÇÃO E VIDA
As Oficinas de Oração e Vida (TOV) são uma Associação Laical de direito privado, autorizada pela Santa sé em 4 de outubro de 1997.

Seu início remonta ao ano de 1984, quando frei Ignácio Larranaga, sacerdote capuchinho, aplicava em vários países os ‘Encontros de Experiência de Deus’; foi num destes encontros, em 1985, que as oficinas iniciaram no Brasil.

A história segue o seu curso. Os anos vão passando e os TOV (Talleres de Oracion y Vida), em sua passagem, vão derramando por toda a parte, alegria e libertação. A “nova” mensagem do amor do Pai começa a arrebatar os corações. Chegam às Oficinas pessoas que nunca haviam usado a Bíblia. Ali aprendem a saborear a Escritura e nasce o interesse pela Palavra de Deus. Não importa em que nível religioso, cultural ou sócio-econômico se encontra o oficinista, a busca da “pérola” que é Deus dentro de cada um o levará a profundidades imprevisíveis.

Assim também ocorreu na paróquia N. Sra. das Mercês onde a Oficina foi aplicada nos anos de 1994 e 1995. Após esse período as atividades dos TOV cessaram na paróquia, sendo retomadas no primeiro semestre de 2000 e continuam até hoje.

As Oficinas de Oração e Vida têm como objetivo ensinar o jovem ou o adulto a orar através de uma metodologia ordenada e progressiva e principalmente participando e vivendo como se faz em uma oficina.

Com o tempo, após experimentar diversas maneiras de orar, cada pessoa irá escolher a que melhor se adapta às suas necessidades.

A maneira de orar escolhida vai funcionar como uma ligação cada vez mais profunda com o Senhor de forma que a verdadeira oração leve à transformação pessoal e ao compromisso com os irmãos.

Atualmente os TOV já estão em mais de 45 países e os testemunhos recebidos dos participantes comprovam a eficácia e a validade das Oficinas. Eis alguns testemunhos: mudança de vida; amor à Palavra de Deus; prazer ao ler a Bíblia; uma visão diferente de Deus, da Igreja e do mundo; força para perdoar a quem lhe ofender; disponibilidade para participar dos movimentos da paróquia; conseguir libertar-se de tranquilizantes para dormir; paz interior; vivência da fraternidade; maior amor à Santíssima Virgem; descobrir a beleza de viver em Deus.

Na Internet acesse: www.tovpil.com

17. CELEBRAÇAO DA ENTRE-AJUDA
Nós freis capuchinhos da paróquia N. Sra. das Mercês, atendemos diariamente o povo que nos procura com confissões, bênçãos de carro, de casas, missas, atendimento individual etc.

Ultimamente o número de pessoas com problemas que nos procuram tem aumentado consideravelmente. Temos cinco psicólogas cristãs que nos ajudam neste trabalho. Mesmo assim, muitos voltam sem poder ser atendidos.

Pensando em melhor atender o nosso povo, os freis (com a aprovação do Arcebispo metropolitano D. Pedro Fedalto) estão fazendo uma celebração (não missa) da entre-ajuda às quintas-feiras às 15h e 20 h na Igreja matriz.

Esta celebração é coordenada por nós freis e mais um grupo de psicólogas cristãs que consiste em: Técnicas de relaxamento, leitura da Palavra de Deus, Eucaristia e imposição das mãos.

Pois segundo o documento da Igreja ‘Gaudium et Spes’ em seus números 310 e 340, afirma que fé e ciência não se opõe e que a Igreja não pode prescindir desta valiosa ajuda.

Também o documento da CNBB ‘Ser Igreja no Novo Milênio’ nos lembra que a “Igreja é chamada a falar uma nova linguagem”.

Por isso nós freis, em consenso, achamos que seria válida esta ajuda para aquelas e aqueles que não podemos atender individualmente.

Infelizmente cada dia estamos perdendo campo para as seitas e para o espiritismo porque a Igreja Católica ainda não encontrou técnicas para satisfazer e ajudar o nosso povo sofrido.

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Reprogramação mental com Frei Zanini

 

Avenida Manoel Ribas, 966 Mercês Curitiba-PR CEP 80810-000 Tel: 041/3335-5752