História
Os
Capuchinhos e a Paróquia N. Sra. das Mercês
Índice
Viagem
e chegada ao Paraná
Em 1919, o bispo de Curitiba, D. João Francisco Braga,
esteve em Roma (Itália) para a visita obrigatória
dos bispos ao Papa. Nessa ocasião, interessou-se
em obter sacerdotes para sua diocese. Seguindo sugestões
recebidas, falou com o Ministro geral de todos os capuchinhos
e este lhe sugeriu que falasse com a Província de
Veneza. O bispo não perdeu tempo. Viajou para Veneza
e pode falar com os superiores da Província de Veneza.
Depois de diálogos e tratativas, conseguiu que um
primeiro grupo de quatro capuchinhos viajasse com ele até
Curitiba, por via marítima. Com o bispo, partiram
de Gênova (Itália) aos 17 de setembro de 1919.
Depois de 18 dias de viagem com o navio Princesa Mafalda,
chegaram no Rio de Janeiro na manhã de 5 de outubro
do mesmo.
Aprenderam a língua portuguesa no Rio de Janeiro
e São Paulo. Aos 18 de janeiro de 1920, o bispo chamou
para Curitiba os freis Ricardo de Vescovana e Teófilo
de Thiene, onde chegaram aos 20 de janeiro de 1920, hospedando-se
no seminário diocesano. Os capuchinhos consideram
esta data como a oficial da chegada em Curitiba do primeiro
grupo missionário, vindo da Província capuchinha
de Veneza (Itália). Aos 27 do mesmo mês, partiram
de carroça para Cerro Azul, onde foram empossados
como pároco e vigário paroquial aos 01 de
fevereiro de 1920.
Os outros dois capuchinhos (fr. Angélico de Ênego
e Maximiliano de Capodístria) foram chamados aos
28 de janeiro e no dia seguinte (29.1.1920) se encontravam
em Jaguariaíva, PR, que se tornou a primeira sede
temporária dos capuchinhos.
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A primeira casa em Curitiba
Temporariamente a sede dos capuchinhos permaneceu em Jaguariaíva.
Em 1921, fr. Ricardo, o superior, comprou um terreno nas
Mercês. No ano seguinte (1922), recebeu a licença
do bispo para construir um convento central. O engenheiro
José Muzillo preparou a planta e, aos 28.11.1923,
fr. Ricardo iniciava a primeira ala do convento das Mercês.
Em apenas 11 meses, estava pronto aos 30.10.1923.
Durante a construção do convento, os freis
se hospedaram na casa de Amando Man, onde improvisaram também
um oratório público para funções
religiosas, situada quase na frente do atual colégio
das Irmãs Vicentinas, nas Mercês. Terminado
o convento, os freis nele se instalaram e, num quarto à
direita da portaria, funcionava a capela para atender o
povo. O convento foi oficialmente bento aos 4 de fevereiro
de 1925, por ocasião da visita do Ministro geral,
fr. José Ant. de Persicetto.
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Seminário seráfico
Os capuchinhos, após terem chegado em Curitiba, instalaram-se
em algumas paróquias. em seguida fizeram o convento
nas Mercês. Em 1925, começou-se falar em construir
um seminário para as vocações, mas
os recursos financeiros eram difíceis. A solução
temporária foi abrir, aos 2 de fevereiro de 1930,
o seminário no convento das Mercês com 20 seminaristas.
O futuro seminário ficou pronto e inaugurado aos
5 de janeiro de 1935 em Butiatuba.
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A igreja das Mercês
O engenheiro José Muzillo fez a planta da igreja
das Mercês, sendo aprovada pelos superiores capuchinhos
aos 6 de fevereiro de 1925. Os freis não perderam
tempo e, aos 26 de junho de 1926, iniciaram os alicerces
da igreja das Mercês, nos quais foram usados 347mt²
de pedra. A pedra fundamental foi benta aos 26 de setembro
de 1926 por D. João Fr. Braga, já arcebispo
de Curitiba com a presença do governador do Estado,
outras autoridades e mais 3.000 fiéis.
Aos 15 de setembro de 1929, o arcebispo benzeu a nova e
atual igreja de N. Sra. das Mercês que custou 280.000$000
contos. A festa de inauguração foi aos 29
de setembro de 1929, já ultimada e decorada na parte
interna como se encontra atualmente, com a estátua
de N. Sra. das Mercês, esculpida em madeira pelo artista
italiano Giacomo Scopoli. A igreja mede 51 x 18 metros.
Passados sete anos, aos 24 de setembro de 1933, realizou-se
a solene coroação da estátua de N.
Sra. das Mercês com a presença de três
bispos, autoridades e muito povo. Nessa ocasião,
o arcebispo, que presidiu toda a cerimônia, disse:
«Esta é a minha segunda catedral!»
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Centro de encontro dos freis
O novo convento das Mercês era o único lugar
onde os freis podiam se reunir. Desde 1920 até 1925
eles viviam dispersos nas paróquias e nunca puderam
se reunir todos. Somente aos 5 de fevereiro de 1925 todos
os freis missionários capuchinhos conseguiram reunir-se,
pela primeira vez, juntos no novo convento das Mercês
para um retiro anual.
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Sede do Superior e nova ala
Durante os primeiros cinco anos (1920-1925), a sede dos
capuchinhos foi em Jaraguariaíva, PR. Em janeiro
de 1925, o superior fr. Ricardo de Vescovana transferiu
a sede para o novo convento das Mercês, com 32 metros
de comprimento, 12 de largura e 16 de altura. Podia abrigar
25 freis, alguns hóspedes, mas era insuficiente para
acolher os novos freis brasileiros para o estudo de filosofia
e teologia.
Por isso, aos 2 de março de 1937, o então
superior fr. Inácio de Ribeirão Preto recebeu
a licença para construir uma nova ala (a do fundo)
para acolher os freis estudantes. Os trabalhos iniciaram
logo e em dezembro de 1938, a nova ala estava pronta para
acolher os estudantes de filosofia e teologia.
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Mercês e Umbará
Aos 28 de fevereiro de 1928, o bispo de Curitiba, D. João
Francisco Braga, confiava também aos capuchinhos
das Mercês o cuidado pastoral de Umbará, nos
arredores de Curitiba. Lá trabalharam os capuchinhos
fr. Tarcísio Mastena de Bovolone e fr. Anselmo Taioli
de São Mauro. Frei Anselmo, constatando que a igreja
local, inaugurada aos 29 de junho de 1897, se tornava insuficiente
por causa do crescimento demográfico, tomou a iniciativa
de construir outra, semelhante à igreja N. Sra. das
Mercês, em Curitiba, mas em menores proporções.
O projeto da igreja esteve ao encargo do engenheiro Giovanni
De Mio, do qual resultou a atual igreja de Umbará.
Fatos posteriores ocorridos com o mesmo fr. Anselmo forçaram
a saída dos capuchinhos desse lugar (5.7.1931).
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Das Mercês até Açungui de Cima
Após o trabalho desenvolvido pelos frades franciscanos
do Bom Jesus e pelos padres claretianos, a 1º de janeiro
de 1927 os freis capuchinhos das Mercês receberam
a incumbência de zelar pastoralmente pelas capelas
de Almirante Tamandaré, Rio Brando do Sul, Votuverava
e Açungui de Cima. Enquanto a sede dos freis permanecia
em Curitiba, nas Mercês, e alguns deles percorriam
toda essa região, sempre a cavalo, para atender estas
distantes capelas. Somente quando foi aberto do Seminário
de Butiatuba, em 1935, os freis que residiam nesse novo
lugar começaram atender toda a grande e difícil
região do Assungui.
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Atividade pastoral
Com a construção do convento e da igreja de
N. Sra. das Mercês, o bairro começou a crescer.
Por isso, os freis capuchinhos logo se envolveram em atividades
pastorais com o atendimento do povo e a organização
de associações religiosas.
A Ordem Terceira Franciscana foi fundada em 1934, no tempo
de fr. Inácio de Ribeirão Preto. Apesar das
dificuldades em alguns períodos, hoje (2001) ainda
continua atuante.
O Apostolado da Oração foi fundado por fr.
Ricardo Vescovana em junho de 1928.Foi um movimento forte
e continua até nossos dias (2001).
A Cruzada Eucarística foi organizada e fundada aos
22 de agosto de 1928. Na celebração do jubileu
de prata (1953) havia mais de 200 crianças inscritas.
Com o correr dos tempos, esse movimento eclesial diluiu-se,
sendo substituído por outros.
A Pia União das Filhas de Maria tornou-se um dos
movimentos pioneiros, fundada ainda em 1926 por fr. Ricardo
de Vescovana. Apesar de no passado ter sido julgado como
«uma das esperanças para um mundo melhor»,
com as renovações do século passado
o movimento perdeu sua forma, sendo substituído por
outras formas de atividades.
A Congregação Mariana foi fundada na igreja
das Mercês aos 10 de julho de 1927, sendo reitor da
igreja fr. Ricardo de Vescovana. No passado, formou o grupo
talvez mais atuante da igreja das Mercês. Os Congregados
com as Filhas de Maria tornaram-se forças vivas e
constantes ao lado dos freis. Mais tarde os dois movimentos
se fundiram e acabaram desaparecendo na Igreja das Mercês.
Outras modalidades de atuação substituíram
esses dois movimentos eclesiais.
A Conferência de São Vicente (Vicentinos) também
foi organizada e fundada durante a reitoria de fr. Ricardo
de Vescovana, aos 24 de abril de 1941. O número de
membros nunca foi alto, mas mostrou-se solidários
com os pobres e necessitados.
A Associação de Santo Antônio (Pia União)
teve como fundador fr. Salvador Casumaro, aos 13 de junho
de 1957. Sua finalidade caritativa manteve-se constante
ao longo dos anos e ainda hoje (2001) continua atendendo
semanalmente muitas pessoas carentes.
Após o Concílio Vaticano II, todos os movimentos
eclesiais foram reformulados. Aos poucos, alguns foram desaparecendo
enquanto outros se mantêm atuantes até os dias
de hoje (2001). As estruturas paroquiais também modificaram
tanto internas como externas para melhor atingir todo o
território paroquial.
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A torre da igreja das Mercês
A torre da igreja das Mercês, com seus 52 metros de
altura até o alto e mais de mil metros acima do nível
do mar, foi inaugurada em 1949 e tornou-se uma novidade
arquitetônica porque construída separada da
igreja. Frei Beda Toffanello de Gavello, reitor da igreja
das Mercês de 1944 a 1948 e de 1949 a 1951, foi quem
mais se dedicou à esta construção.
A torre foi inaugurada sem os sinos, que chegaram 11 anos
mais tarde. Foram fundidos em Bassano del Grappa, na Itália.
Após muitas dificuldades alfandegárias, os
sinos chegaram em Curitiba aos 6 de abril de 1952, sendo
bentos pelo arcebispo D. Manuel da Silveira D’Elboux.
Aos 08 de junho de 1952, quando fr. Nereu J. Bassi era pároco,
os sinos da torre das Mercês, doação
do então governador do Estado do Paraná, Moyses
Lupion e sua consorte Dna. Hermínia, bateram pela
primeira vez, diante de grande multidão de fiéis
que, entre palmas e vivas, saudaram o evento. Os quatro
sinos pesam 1.950 quilos.
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Salão paroquial
Os movimentos eclesiais existentes na igreja N. Sra. das
Mercês continuavam fortes, atuantes e com reuniões
constantes. Porém, não dispunham de um salão
apropriado. O pároco fr. Salvador Casumaro acolheu
os pedidos dos fiéis e, aos 25 de setembro de 1955,
lançou a pedra fundamental do prédio (o atual
e fechado Cine Mercês), com fachada para a Av. Manoel
Ribas, inaugurado oficialmente aos 13 de dezembro de 1958.
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Cine Mercês
Para enfrentar as dificuldades financeiras da paróquia,
o mesmo pároco, fr. Salvador Casumaro, decidiu transformar
o salão paroquial das associações religiosas
em Cine Mercês. Depois da necessária adaptação,
conseguiu comprar máquinas cinematográficas
na Itália. Apesar disso, essa iniciativa conseguiu
manter-se atuante somente por alguns anos. O salão
foi alugado para outras finalidades e, finalmente, fechado.
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Ensino catequético
Desde o início, os primeiros capuchinhos se esforçaram
em ministrar, na igreja das Mercês, ensino catequético
segundo o sistema então usado. Isso era feito através
da pregação, de cerimônias religiosas
nos domingos à tarde, nas preparações
à primeira eucaristia e crisma e em outras oportunidades.
O governador do Estado, Bento Munhoz da Rocha Neto, com
decreto n. 12.704 (24.5.1954) sancionou o ensino religioso
nas escolas. Por isso, o pároco fr. Salvador Casumaro
reunia, em 1955, os professores do bairro para estudar como
ministrar esse ensino. No primeiro congresso catequético
estadual (1966), representantes da paróquia mostraram-se
atuantes nesse encontro. Com a ajuda dos estudantes capuchinhos,
que viviam no convento das Mercês, prepararam-se encenações
e exposições, além do ensino normal
de catequese.
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Campanhas bíblicas
Quanto ao estudo popular da Bíblia, na igreja das
Mercês, merece destaque a campanha bíblica
organizada em 1956. Essas instruções populares
prosseguiram de tal maneira que o arcebispo concedeu à
paróquia das Mercês um diploma e uma medalha
de ouro.
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Movimentos litúrgicos
As liturgias em geral, os dias eucarísticos e marianos,
as devoções populares foram uma constante
nas pregações por parte dos freis capuchinhos
com o intuito de sempre mais instruir o povo de Deus.
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Devoção Mariana
Desde a inauguração da igreja das Mercês,
sempre houve especial cuidado em preparar a festa da padroeira
no mês de setembro. Durante o mês de maio, as
manifestações marianas eram diárias
com instruções populares através da
pregação. Qualquer movimento marial, promovido
pela diocese, sempre era bem aceito e concretizado pelos
freis e fiéis. No passado, eram freqüentes as
procissões populares marianas. Em 1956, houve especial
destaque à presença da estátua da Virgem
Maria, vinda de Fátima, Portugal. Nas missões
de 1959, os missionários redentoristas proclamaram
a Virgem Maria a Suprema Diretora das Missões.
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Andores do Menino Deus
Houve uma época em que, durante o tempo natalino
até a festa da Epifania, organizavam-se pequenos
andores que, saindo da igreja das Mercês, se dividiam
em seis direções e entravam nas casas, previamente
marcadas. Foi uma iniciativa para manter nas crianças
e adolescentes o entusiasmo religioso e o gosto pela formação
na vida cristã.
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Capelinhas
Frei Irineu Giacon de Pádua iniciou, aos 01 de setembro
de 1944, a peregrinação de capelinhas pelas
famílias. Inicialmente era feita somente no mês
de maio. Após a criação da paróquia
(1951), esse movimento religioso se intensificou. O objetivo
era fomentar a união e a paz entre as famílias,
confortar e infundir esperanças nas pessoas doentes.
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São Cristóvão e bênção
de veículos
Aos 27 de julho de 1952, o pároco das Mercês
–fr. Nereu J. Bassi- organizou a primeira festa e
bênção de carros em Curitiba como elemento
de catequese popular. A iniciativa prosseguiu até
1958, quando o arcebispo de Curitiba criou a nova paróquia
de São Cristóvão, onde então
se iniciou a bênção dos carros.
Apesar desta específica paróquia, a bênção
de carros na igreja N. Sra. das Mercês dos Capuchinhos
tornou-se tão popular que até hoje (2001)
os freis atendem diariamente a bênção
de carros. Concretamente, a bênção de
carros pelos capuchinhos tornou-se conhecida em toda a cidade
de Curitiba.
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Bênção de veículos na primeira
sexta-feira do ano
Com o decorrer dos anos, os capuchinhos iniciaram benzer
veículos na primeira sexta-feira de cada ano. A iniciativa
ganhou vulto e, há anos, nesse dia milhares de carros
recebem a bênção dos freis capuchinhos.
Nos últimos anos, organizaram-se equipes de até
20 freis capuchinhos para atender os motoristas. Além
da bênção, há freis que atendem
constantemente na igreja das Mercês para bênçãos
individuais, aconselhamento e confissões. Neste dia,
a polícia direciona o trânsito o dia inteiro
nas quadras ao redor da igreja das Mercês.
A bênção da primeira sexta-feira do
ano foi uma transformação da festa de S. Cristóvão
e, como tal, iniciou a 1º de janeiro de 1971, quando
fr. Pio Boscheco era o pároco. Anualmente, atrai
de 13 a 20 mil, ou mais, motoristas de toda cidade de Curitiba.
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Coral Pio XII
Foi após a carta do papa Pio XII sobre As Escolas
de Cantores (3.9.1958), que fr. Clemente Vendramim começou
organizar, desde 1959, um coral na igreja das Mercês,
oficialmente reconhecido aos 19 de março de 1960.
O objetivo primário foi solenizar as celebrações
litúrgicas. Permaneceu ativo por diversos anos. Com
as novas orientações do Concílio Vaticano
II, houve esforço para a participação
popular nos cantos, o que fez diminuir e até desaparecer
a atuação do Coral Pio XII.
Passados diversos anos, o coral foi reativado, com novo
nome (coral N. Sra. das Mercês) e, atualmente (2001),
ainda soleniza alguns momentos importantes da vida litúrgica
paroquial.
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Igreja da Ordem
A Igreja da Ordem encontra-se no centro histórico
de Curitiba e é um dos monumentos expressivos da
cidade. Desde 1737 tornou-se um centro de movimentação
religiosa e franciscana, zelada por diversos sacerdotes.
Em 1940, o arcebispo D. Ático Eusébio da Rocha
confiou aos capuchinhos o cuidado desta Igreja. O capuchinho
frei Tarcísio Mastena de Bovolone, então professor
de filosofia na Universidade do Paraná, zelou desta
igreja durante nove anos.
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Colégio dos Maristas
Perto da igreja das Mercês, funcionava o grande seminário
dos Irmãos Maristas, conhecido simplesmente como
Champagnat. Construído em 1927, os freis capuchinhos
sempre prestaram assistência religiosa até
quando foi vendido e onde, agora, funciona a Faculdade Tuiuti.
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Capelas rurais
Os capuchinhos da igreja das Mercês atendiam, semanalmente,
três capelas: a capela São João Batista,
inaugurada aos 27 de abril de 1952; a capela São
José, inaugurada aos 21 de março de 1954 e
a capela São Nicolau inaugurada aos 17 de outubro
de 1966. Com esta assistência, os capuchinhos lançaram
as bases destas capelas que, hoje, são paróquias
independentes.
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Escola São José das Mercês
Os capuchinhos, após terem construído o convento
e a igreja das Mercês, não hesitaram em construir
e inaugurar (03.01.1931) ao lado da igreja (onde hoje se
encontra o Salão paroquial), uma escola de madeira,
conhecida como Escola São José. Inicialmente
todas as professoras eram voluntárias.
A escola era modesta, mas o número de alunos crescia.
Como não havia acomodações para todos,
frei Inácio de Ribeirão Preto convidou as
Irmãs das Filhas da Caridade (Vicentinas) para que
assumissem o ensino. Elas aceitaram o convite em 1932, e
viveram em casa alugada perto da Escola São José.
As Irmãs Vicentinas, com o passar dos anos, adquiriram
um terreno em quadra perto da igreja da igreja das Mercês
e construíram sua primeira escola, inaugurada aos
04 de novembro de 1943 com o nome de Instituto N. Sra. das
Mercês. Mais tarde, aos 05 de fevereiro de 1956, as
Irmãs Vicentinas inauguraram o atual colégio.
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Colégio São Francisco de Assis
Com a presença do bispo auxiliar de Curitiba, D.
Jerônimo Mazzarotto, foi benta, aos 30 de setembro
de 1962, a pedra fundamental do Colégio S. Francisco,
o primeiro ginásio no bairro das Mercês. Os
freis que mais atuaram neste sentido foram fr. Fidélis
de Colombo e Mansueto Bozic. Em 1968, funcionavam também
os cursos normal, técnico-comercial e contabilidade.
No entanto, aos 28 de fevereiro de 1974, o Colégio
S. Francisco foi alugado a um grupo particular de professores
e continua até hoje (2001).
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Grupo Escolar S. Francisco de Assis
Na quadra abaixo do Colégio S. Francisco, os freis
que zelavam do mesmo Colégio, construíram
um grupo escolar, inaugurado aos 11 de junho de 1967 com
a presença de Autoridades. Esse Grupo Escolar S.
Francisco de Assis foi organizado com o objetivo de ser
a primeira etapa do Colégio S. Francisco. Atualmente
está alugado à Secretaria de Educação
do Estado do Paraná.
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Capelania hospitalar
Aos 24 de agosto de 1953, foi inaugurado, nas Mercês,
o Hospital N. Sra. das Graças. Desde essa data, os
freis capuchinhos atenderam e atendem esta capelania com
visitas diárias aos doentes, administração
dos sacramentos, missa semanal e outras atividades internas
do setor da Pastoral da Saúde. Em 2003, os freis
completarão 50 anos de atendimento a este hospital.
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Capelania militar
Durante 25 anos (1952-1977), nossos freis assumiram também
a capelania militar em Curitiba. Nesta atividade destacaram-se
fr. José Vitalino Galvan (que também foi pároco
das Mercês) e fr. João Estêvão
Costa. Esses freis capelães residiram quase sempre
no convento das Mercês. Além do atendimento
normal aos militares, os freis desempenhavam outras incumbências
especiais neste setor.
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Amigos dos pobres
Desde o início, os freis capuchinhos procuraram,
dentro do possível, atender os pobres através
das Conferências de São Vicente e da Pia União
de Santo Antônio. Os Vicentinos, fundados aos 24 de
abril de 1941, ajudam e visitam os assistidos e procuram
situar os problemas e necessidades. A Pia União,
fundada aos 13 de junho de 1957, é sustentada por
um grupo de senhoras que se reúnem para confeccionar
vestuários e os distribuem semanalmente.
Além destas iniciativas, ainda operantes hoje, o
capuchinho frei Ovídio Zanini planejou e organizou
a FREI (Fundação de Recuperação
de Indigentes) que, popularmente, ficou conhecida com o
nome de Dom Camilo. Frei Ovídio levou avante esta
obra durante 15 anos, quando, por diversos motivos, a entidade
foi dissolvida e passou às mãos das autoridades
municipais.
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Os capuchinhos e a televisão
Há decênios que os capuchinhos das Mercês
foram convidados, por emissoras de TV de Curitiba, a celebrarem
a missa dominical aos domingos. Esta atividade pastoral
iniciou quando os responsáveis pela TV Iguaçu,
Canal 4, de Curitiba, ofereceram aos capuchinhos esta possibilidade
e foi aceita aos 21 de janeiro de 1968. Em outubro de 1990
cessou a missa no canal 4. Em julho de 1992 iniciaram as
celebrações na TV Bandeirantes, canal 2, de
Curitiba, pelo frei João Daniel Lovato. Portanto,
são 33 anos que os freis das Mercês e outros
atuam nesta pastoral.
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Os movimentos eclesiais após o Concílio Vaticano
II
Após a celebração do Concílio
Vaticano II (1962-1965), tanto as Ordens religiosas como
os movimentos eclesiais passaram por atualizações
mais ou menos profundas. O mesmo se deu com as associações
da paróquia das Mercês. Algumas desapareceram,
outras foram remodeladas e umas terceiras surgiram como
necessidade dos tempos atuais.
Atualmente (setembro de 2001), na paróquia N. Sra.
das Mercês existem e funcionam estes movimentos ou
forças eclesiais (em ordem alfabética):
1.
Apostolado da Oração – Foi fundado aos
01.07.1928 por fr. Ricardo de Vescovana, o primeiro superior
dos Capuchinhos no Paraná.
2.
Capelinhas - Movimento iniciado aos 01.09.1944 por fr. Irineu
Giacon.
3.
Catequese – A catequese, em formas diferenciadas,
sempre existiu nas Mercês e a primeira catequista
foi Dna. Ida Teixeira de Freitas, que preparou a primeira
turma para a primeira Eucaristia aos 06.01.1927.
4.
Conselho de Assessoria econômica da paróquia
(CAEP) - Existia desde 1981 quando fr. Alcides Rossa era
pároco, mas somente em 1993, com fr. Ângelo
Chiarelli (pároco), passou a ter atuação
mais estruturada.
5.
Conselho Paroquial de Pastoral (CPP) - Começou a
funcionar em 1981 na época de fr. Alcides Rossa (pároco).No
entanto, sua oficialização deu-se aos 13.02.1999
no tempo de fr. Messias Vicente Rodrigues.
6.
Coral das crianças e adolescentes – Esse coral
iniciou suas atividades em maio de 1982, na gestão
de fr. Alcides Rossa (pároco), sendo as responsáveis
Wilma Barsotti e Juecy Lineiro. A partir de 1994, fr. Ângelo
Chiarelli (pároco) tornou-se o responsável
desse coral.
7.
Coral Pio XII (N. Sra. das Mercês) – O coral
Pio XII iniciou ser organizado em 1959 por fr. Clemente
Vendramim. Com as orientações do Concílio
Vaticano II foi desaparecendo. Aos 10.09.1991, no tempo
de fr. Alcides Rossa (pároco), o coral ressurgiu
pelos esforços do maestro João Kosak e da
Sra. Waldomira Zorthea com o nome de Coral N. Sra. das Mercês.
8.
Encontro de Casais com Cristo (ECC) - É movimento
recente, iniciado aos 05.12.1999 pelo atual pároco
fr. Alvadi P. Marmentini.
9.
Grupo S. Rita – Este grupo vem atuando desde 22.05.1977,
quando era pároco fr. Davi N. Barboza.
10.
Juventude Franciscana (JUFRA) – O grupo dos Francisclarianos,
fundado aos 28.09.1997 por fr. Ângelo Chiarelli pode
ser considerado, talvez, como fase preparatória indireta
da JUFRA, mas dissolveu-se. A JUFRA, como movimento estruturado,
iniciou aos 21.04.2001, sob os cuidados de fr. Alvadi P.
Marmentini (pároco) e de fr. Adriano Antônio
Faria.
11.
Legião de Maria – Frei Rafael Proner, vigário
paroquial, organizou a fundação da Legião
no período de fr. Salvador Casumaro (pároco).
Com o correr dos anos sofreu uma interrupção,
sendo reavivado aos 08.12.1987, quando fr. Atílio
Galvan era o pároco.
12.
Ministros da Eucaristia – Na festa de Cristo (23.11.1980),
fr. Davi N. Barboza (pároco) oficializou a presença
e o encargo dos primeiros ministros da Eucaristia.
13.
Oficinas de Oração – Este movimento
funcionou em 1988 e 1989, com fr. Sérgio José
Prando (pároco). Somente reapareceu na paróquia
a partir de 02.08.1999 com fr. Messias Vicente Rodrigues
(administrador paroquial).
14.
Ordem Franciscana Secular (OFS) – É um dos
primeiros movimentos organizados na igreja das Mercês,
fundado aos 07.02.1934 por fr. Ricardo de Vescovana, superior
do primeiro grupo de missionários capuchinhos que,
de Veneza (Itália) vieram ao Paraná.
15.
Pia União de Santo Antônio – Sua organização
deve-se ao pároco fr. Salvador Casumaro aos 13.06.1957
com o nome Associação de Santo Antônio.
16.
Pastoral do Dizimo – Existe desde maio de 1985 com
fr. Atílio Galvan (pároco). Como Pastoral
foi oficializada aos 03.04.1999 por fr. Messias Vicente
Rodrigues (administrador).
17.
Pastoral Familiar – Um movimento familiar existiu
desde 1977 com fr. Davi N. Barboza (pároco). Todavia,
como Pastoral Familiar, foi organizada por fr. Mauro Vellozo
Rodrigues (vigário paroquial) a partir de 15.05.1996.
18.
Pastoral da terceira idade – As primeiras tentativas
de reunir os da terceira idade foram feitas por fr. Ivo
M. Lazzarotto (1997-98). Como Pastoral foi organizada aos
26.7.2000 por fr. Alvadi Pedro Marmentini, quando vigário
paroquial.
19.
Pastoral Vocacional – O movimento vocacional funciona
desde 1977, na época de fr. Davi N. Barboza (pároco).
Como pastoral paroquial foi oficializada aos 30.08.1993,
por fr. Ângelo Chiarelli (pároco). Note-se,
no entanto, que as primeiras vocações capuchinhas
surgiram nos arredores do convento e igreja das Mercês.
Desde 1925 falava-se da questão vocacional nas Mercês
e, em 1930, foi aberto no convento das Mercês o primeiro
seminário com 18 seminaristas.
Com estas forças eclesiais, os capuchinhos e a comunidade
paroquial procuram atualmente (ano de 2001), responder às
necessidades territoriais. Cada movimento possui sua atuação
concreta levando avante a necessidade da renovação
e da formação permanente do povo de Deus.
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A presença capuchinha no sistema viário nas
Mercês e Curitiba
Na cidade de Curitiba, mas especialmente no bairro das Mercês,
algumas ruas e praças lembram a presença dos
freis capuchinhos e são as seguintes:
1. Praça Frei Timóteo, no bairro das Mercês,
em Curitiba, PR (perto do prédio da Telepar). Frei
Timóteo de Castelnuovo (Domingos Luciani, 1817-1895),
durante 40 anos (1855-1895), missionário entre os
índios do Paraná, ao longo do rio Tibagi.
Foi chamado Pai dos Coroados.
2.
Praça Divina Pastora, no bairro das Mercês,
em Curitiba, PR. Divina Pastora, padroeira das Missões
Capuchinhas. Devoção trazida da Espanha e
muito difundida em toda a América Latina, antes do
Concílio Vaticano II. Fica na Av. Manoel Ribas com
a rua dos Capuchinhos.
3.
Praça Frei Ricardo, no bairro das Mercês, em
Curitiba, PR. Frei Ricardo de Vescovana (Giuseppe Moro,
1876-1942) foi o primeiro superior Regular da Missão
do Paraná, de 1919 a 1931. A Província também
o homenageou atribuindo seu nome ao seminário de
Céu Azul, PR.
4.
Rua Frei Tarcísio Mastena, em Santa Felicidade, PR.
Frei Tarcísio Mastena de Bovolone (Emílio
Mastena, 1891-1970), missionário no Paraná
de 1925 a 1948. Muito conhecido na Capital, e principalmente
entre os emigrantes vênetos de Santa Felicidade, onde
é nome de uma rua, como continuação
da rua Turíbio T. Braga.
5.
Rua Frei Constantino Gozzo de Cellore (João Gozzo,
1897-1985) – Chegou ao Paraná em 1925. Foi
o primeiro pároco capuchinho em Capinzal, SC (1936).
Esta rua se encontra no bairro Vista Alegre, Curitiba, paralela
com a rua Dep. João F. Neves.
6.
Rua Frei Teófilo de Thiene, no bairro Capão
Raso, Curitiba, paralela com a rua José Zaleski.
Frei Teófilo Luchini (1890-1962) pertenceu ao primeiro
grupo de missionários capuchinhos ao Paraná.
Trabalhou na pastoral e na educação dos seminaristas.
Poeta e fotógrafo.
7.
Rua Frei Valentim Hella, no bairro Vista Alegre, Curitiba,
cruza a rua Vitório Sbalquero.
8.
Rua dos Capuchinhos, no bairro Mercês, Curitiba, paralela
com a rua Jacarezinho. O primeiro grupo de capuchinhos missionários
vênetos chegaram em Curitiba aos 20 de janeiro de
1920.
9.
Jardim frei Ricardo de Vescovana, no bairro Mercês,
Av. Manoel Ribas, Curitiba, na altura do hospital N. Sra.
das Graças. Frei Ricardo Moro (1876-1942) foi superior
do primeiro grupo de capuchinhos vindos ao Paraná
em 1920. Construiu a primeira ala do convento das Mercês
e a Igreja das Mercês. Superior por diversos anos.
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Cronologia de alguns eventos
20.01.1920 – Chegada dos freis Capuchinhos em Curitiba.
08.07.1921
– Licença de Veneza para comprar o terreno
nas Mercês.
20.03.1922
– Bispo de Curitiba aprova a construção
do convento.
28.11.1923
– Início dos trabalhos; engenheiro José
Muzillo.
30.10.1924
– Terminado o convento, a atual parte para a Av. Manoel
Ribas.
04.02.1925
– O Ministro geral fr. José de Persicetto abençoa
o convento.
05.02.1925
– Primeiro encontro de todos os freis capuchinhos
no novo convento.
06.02.1925
– Aprovação da planta da igreja das
Mercês.
26.06.1925
– Abertura dos alicerces da igreja das Mercês.
09.02.1925
– A sede do superior capuchinho foi transferida de
Jaguariaíva para Curitiba.
00.00.1925
– Fundação da Pia Associação
das Filhas de Maria
26.09.1926
– Bênção da pedra fundamental
pelo bispo de Curitiba, D. João Braga.
00.00.1927
– Início da construção do Colégio
Champagnat dos Maristas e os capuchinhos foram seus capelães
desde o início.
00.01.1927
– Fundação dos Congregados Marianos.
14.06.1928
– Fundação do Apostolado da Oração.
23.08.1928
– Fundação da Cruzada Eucarística
15.09.1929
– Bênção da igreja N. Sra. das
Mercês.
29.09.1929
– Inauguração da igreja N. Sra. das
Mercês.
02.02.1930
– Abertura do seminário no convento das Mercês
com 20 seminaristas.
03.01.1931
– Início da escola S. José, ao lado
da igreja das Mercês.
00.02.1932
– Os capuchinhos convidam as Irmãs Vicentinas
a atenderam a escola S. José.
24.09.1933
– Coroação da estátua de N. Sra.
das Mercês.
00.00.1934
– Fundação da Ordem Franciscana Secular.
05.01.1935
– Os seminaristas foram à Butiatuba onde foi
inaugurado o seminário.
02.02.1935
– Abertura do noviciado no convento das Mercês.
02.03.1937
– Aprovada a construção da segunda ala
do convento das Mercês.
00.12.1938
– Terminada a segunda ala do convento.
30.01.1939
– Abertura do estudo de filosofia e teologia no convento
das Mercês.
00.00.1940
– Os freis iniciam atender a Igreja da Ordem
24.04.1941
– Fundação dos Vicentinos.
01.09.1944
– Início das capelinhas pelas famílias.
00.00.1949
– Inauguração da torre da igreja N.
Sra. das Mercês.
17.09.1951
– Criação da paróquia N. Sra.
das Mercês.
23.09.1951
– Frei Eugênio Nichele toma posse como primeiro
pároco das Mercês.
27.04.1952
– Inaugurada a capela S. João, atendida pelos
capuchinhos.
08.06.1952
– Pela primeira vez soaram os sinos da torre da igreja.
27.07.1952
– Primeira Páscoa dos motoristas e bênção
de carros em Curitiba na igreja N. Sra. das Mercês.
25.06.1953
– Chega a imagem peregrina de N. Sra. de Fátima.
00.10.1953
– Os capuchinhos começam atender a capela S.
José.
04.10.1953
– Inauguração do Hospital N. Sra. das
Graças e os capuchinhos iniciam o atendimento dos
doentes.
24.10.1954
– Chega a imagem de N. Sra. do Rocio, padroeira do
Paraná.
25.09.1955
– Lançamento da pedra fundamental do salão
paroquial (Cine).
01.01.1956
– Primeira missa irradiada da igreja N. Sra. das Mercês.
05.08.1956
– Início do movimento Juventude Operária
Católica na igreja das Mercês.
13.06.1957
– Fundação da Associação
de Santo Antônio. (24.07.1956?)
13.12.1958
– Inauguração do salão paroquial
(Cine Mercês).
19.03.1959
– Fundação do Coral Pio XII.
30.09.1962
– Bênção da pedra fundamental
do Ginásio S. Francisco de Assis.
00.00.1964
– Início da Obra Dom Camilo por frei Ovídio
Zanini.
17.10.1966
– Os capuchinhos começam atender a capela São
Nicolau.
11.06.1967
– Inauguração do Grupo Escolar S. Francisco
de Assis.
26.04.1970
– Sagração episcopal de D. fr. Agostinho
José Sartori
19.05.1971
– Comemoração dos 750 anos da fundação
da Ordem dos Frades Menores.
25.09.1971
– Instalação de novo sistema de som
na igreja.
00.00.1972
– Início da novena Cristo Partido pelo pároco
fr. Ovídio Zanini.
00.00.1974
– Fr. Geraldo Carbonera assume a paróquia de
maio a dezembro, como interino.
28.02.1974
– Colégio S. Francisco de Assis alugado a um
grupo de leigos.
12.09.1974
– Aprovada a transferência do noviciado para
as Mercês.
00.00.1975
– Instalação da aparelhagem eletrônica
para os sinos da torre.
29.09.1975
– Início das missões populares.
19.09.1976
– Comemoração do jubileu de prata da
paróquia.
04.10.1976
– Comemoração dos 750 anos da morte
de S. Francisco de Assis.
24.09.1977
– Inauguração do salão paroquial
no Cine Mercês.
07.07.1978
– Início da transmissão direta da novena
de Cristo Partido pela Rádio S. Felicidade.
15.05.1984
– Instalação de pára-raios na
igreja.
00.00.1990
– Início do dízimo e abolição
de diversas taxas.
00.09.1991
– Início da pintura da igreja.
12.11.1991
– O coral Pio XII, há muito tempo desativado,
reiniciou suas atividades.
16.01.1992
– Instalada a Capela das Devoções no
interno da igreja.
00.02.1992
– Troca total da fiação elétrica
da igreja.
26.09.1993
– Comemoração dos 60 anos da coroação
da imagem de N. Sra. das Mercês, pelo bispo D. João
Francisco Braga.
31.12.1994
– Inaugurado o altar da Sagrada Família na
Capela das Devoções.
05.05.1995
– Chegou a mesa de som para o serviço de alto-falantes
da igreja.
24.09.1995
– Inauguração do órgão
eletrônico e do ambão da Palavra.
21.12.1995
– Realização de Autos de Natal na igreja
matriz.
00.03.1996
– Revitalização dos setores da paróquia.
31.08.1996
– Término das obras do Centro de Pastoral.
14.03.1997
– Encenação da Via Sacra com atores
do Rio de Janeiro.
06.06.1997
– Celebração dos 25 anos da novena de
Cristo Partido com a presença do Arcebispo.
20.06.1998
– Início da reforma do escritório paroquial.
30.08.1998
– Organizada e fundada a Pastoral Vocacional na paróquia.
00.11.1998
– Decisão de preparar o Plano Pastoral programado.
28.11.1998
– Início do “cafezinho da fraternidade”
depois das missas do 2º domingo, dia do dízimo.
13.12.1998
– Tomada de posse dos novos Ministros da Eucaristia,
elevando-os a 11.
27.12.1998
– Primeiro encontro da terceira idade.
05.02.1999
– Legalização em cartório da
compra da nova casa paroquial (temporária).
05.06.1999
– Lançamento do primeiro número do boletim
paroquial mensal “O Capuchinho”
00.07.1999
– Pintura da fachada da igreja matriz e da torre.
24.09.1999
– Inauguração da iluminação
da torre e da fachada da igreja com a presença do
arcebispo e do prefeito de Curitiba.
10.12.1999
– Encerramento da assembléia paroquial com
a deliberação de destinar parte do dízimo
para a ação social.
01.01.2000
– Ano jubilar da Redenção. A igreja
de N. Sra. das Mercês faz parte das “igrejas
indulgenciadas” durante o ano jubilar da Redenção.
22.03.2000
– Visita do Ministro geral, fr. John Corriveau, e
bênção das reformas do convento das
Mercês.
27.04.2000
– Instalado um retroprojetor na igreja para o povo
acompanhar os cantos.
28.06.2000
– Decisão de fazer uma réplica da imagem
de N. Sra. das Mercês para as procissões e
outros atos devocionais.
30.11.2000
– Em reunião decidiu-se celebrar o Natal com
os carentes da Vila N. Sra. da Luz, na comunidade da Vila
Verde, e auxílio de cestas básicas.
21.04.2001
– Primeiro encontro da JUFRA no Centro Pastoral.
00.05.2001
– Celebração dos 75 anos da arquidiocese
de Curitiba.
17.09.2001
– Celebração dos 50 anos da paróquia
N. Sra. das Mercês.
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REITORES E PÁROCOS DAS MERCÊS
Reitores
da igreja
1. Fr. Ricardo Moro de Vescovana 1929-1931
2. Fr. Inácio Dal Monte de Ribeirão Preto
1931-1937
3. Fr. Ricardo Moro de Vescovana 1937-1941
4. Fr. Irineu Giacon de Pádua 1942-1944
5. Fr. Beda Toffanello de Gavello 1944-1948
6. Fr. Patrício Kódermaz de Nébola
1948-1949
7. Fr. Beda Toffanello de Gavello 1949-1951
Párocos da igreja
01. Fr. Eugênio Nichele de Umbará 22.09.1951-22.09.1952
02. Fr. Nereu José Bassi de Reana 23.03.1952-03.101954
03. Fr. Salvador Casumaro de Megliadino* 03.10.1954-14.02.1960
04. Fr. Fidélis de Souza de Colombo 14.02.1960-20.01.1964
05. Fr. José Vitalino Galvan de Antônio Prado
09.02.1964-20.01.1966
06. Fr. Bernardo Fr. Felippe de Ribeirão Claro 23.01.1966-22.10.1967
07. Fr. Nereu José Bassi de Reana 22.10.1967-06.03.1970
08. Fr. Pio Simão Boscheco de Campo Magro 08.03.1970-28.02.1972
09. Fr. Ovídio Zanini de Capinzal 05.02.1972-22.01.1975
10. Fr. Davi Nogueira Barboza 22.01.1975-01.01.1981
11. Fr. Alcides Rossa 01.01.1981-12.12.1984
12. Fr. Atílio Galvan 12.12.1984-01.01.1988
13. Fr. Sérgio José Prando 01.01.1988-18.12.1990
14. Fr. Alcides Rossa 18.12.1990-28.04.1993
15. Fr. Ângelo Chiarelli 28.04.1993-06.03.1999
16. Fr. Messias Vicente Rodrigues 06.03.1999-30.11.1999
17. Fr. Alvadi Pedro Marmentini 30.11.1999-
Notas:
1.
Diversas datas acima correspondem as das cartas circulares
oficiais da Província por ocasião da formação
das fraternidades e não da data de posse.
2.
Houve período em que, por motivos de viagens ou outros,
o pároco foi substituído temporariamente por
outros frades, por exemplo, de maio a dezembro de 1974,
fr. Geraldo Carbonera assumiu a paróquia interinamente,
e frei Daniel Heinzen, pároco interino de 10.10.1994
a janeiro de 1995.
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As forças eclesiais na paróquia das Mercês
01. ORDEM FRANCISCANA SECULAR
Inícios - A Fraternidade N. Sra. das Mercês
da Ordem Franciscana Secular foi formada e organizada na
Igreja N. Sra. das Mercês aos 04 de outubro de 1934,
por frei Ricardo de Vescovana, primeiro superior dos capuchinhos
no Paraná, superior do convento e reitor da igreja
N. Sra. das Mercês, com a colaboração
da senhora Aida Teixeira de Freitas.
A Ordem Terceira Franciscana, hoje com a denominação
de ORDEM FRANCISCANA SECULAR (OFS) teve como primeiro Assistente
Espiritual frei Ricardo de Vescovana e contava com 22 irmãos
e irmãs: quatro senhores, dezesseis senhoras e duas
religiosas, sendo oficialmente iniciada aos 7 de dezembro
de 1934.
Reconhecimento oficial - Aos 15 de agosto de 1981, o arcebispo
de Curitiba, D. Pedro Fedalto, atendendo o pedido de frei
Vicente Artuso, vigário paroquial e assistente espiritual
da Fraternidade, erigiu canonicamente a OFS da paróquia
N. Sra. das Mercês. Nessa época, frei Alcides
Rossa desempenhava a função de pároco
da igreja das Mercês.
A maioria dos Irmãos da Fraternidade não residem
no Bairro das Mercês. Colaboram em suas paróquias
nas diversas pastorais.
A fraternidade promove campanhas de roupas e alimentos para
a Associação de Crianças com Neoplasia.
Colabora com ofertas para o Centro Vocacional Freis Capuchinhos.
Promove almoços, reuniões sociais com a finalidade
de angariar recursos para a realização do
“Natal Festivo” de creches e orfanatos.
Atualmente o assistente espiritual é frei Moacir
Antonio Nasato.
02.
NOVENA DO CRISTO PARTIDO
Um grupo de zeladoras do Apostolado da Oração,
sob a coordenação da senhora Edy S. Caprilhone,
em todas as sextas-feiras, às 15h, reuniam-se na
igreja Nossa Sra. das Mercês, para refletirem sobre
a via-sacra. Eventualmente recebiam a bênção
do bondoso frei Constantino Gozzo que, neste horário,
voltava do hospital Nossa Sra. das Graças, onde fazia
visita aos doentes.
Frei Ovídio Zanini, pároco, vendo a grande
devoção do grupo ao Cristo Ressuscitado, resolveu
transformar aquela devoção em algo mais profundo
e que pudesse ser participado por toda a comunidade.
Inspirando-se em piedosa devoção do povo de
uma cidade da Espanha, idealizou uma Santa Missa, com textos
bíblicos apropriados, com novena dedicada ao Cristo
Partido. No pequeno livro da novena, por ele composto, explica
o porquê do nome escolhido.
O movimento devocional começou com pequeno número
de devotos. Logo cresceu e tornou-se necessário dispor
de mais horários para a celebração
das novenas. Assim foram escolhidos três horários
das 8h30, 15h e 19h.