CELEBRAÇÃO
DA ENTREAJUDA
8 .Considerações
finais
Revendo
as motivações que levaram fr. Alvadi Pedro Marmentini
a criar esse método de evangelização e,
analisando os diversos passos que compõem a Celebração
da Entreajuda, bem como os Depoimentos aqui apresentados, chegamos
às seguintes conclusões:
O Movimento da Entreajuda – que engloba a Celebração,
os Encontros, os Grupos da Entreajuda, o Serviço Voluntário
de diferentes profissionais e a ação social –
é verdadeiro trabalho missionário, que dinamiza
a vivência do Evangelho nos dias de hoje.
Os dirigentes do Movimente da Entreajuda têm uma visão
holística do ser humano – ser integral: corpo,
mete e espírito. Por isso, fica bem claro que Ciência
e Religião se unem para harmonizar o ser humano como
um todo.
As milhares de pessoas, que chegam à Igreja N. Sra. das
Mercês em todas as quintas-feiras, têm fome e sede
de palavras e atitudes que despertem a fé e a esperança.
São pessoas que, na maioria das vezes, sentem-se encarceradas
pelo egoísmo, pela violência, pela desarmonia familiar,
pelas drogas e pela depressão, muitos deles desesperados
pelo desemprego, pelas dívidas e pelas doenças.
Certamente todos vêm em busca de alguma forma de ajuda,
de consolo, de luz, de alguma graça e libertação
interior.
Nós, que somos chamados e convidados a exercer algum
ministério na Igreja, precisamos alargar os horizontes
para ver as reais necessidades desse povo sofrido que, acima
de tudo, tem sede de Deus. Sabemos que ser cristão é
viver o Evangelho de Jesus; é ser sal na terra e luz
no mundo; é ser missionário e viver por um grande
ideal, cuja força motriz é gerada e mantida pela
Eucaristia, a fonte suprema de Amor.
Para concluir, diria que os Freis Capuchinhos da paróquia
N. Sra. das Mercês estão continuando a sublime
missão de São Francisco de Assis, que se manifesta
nesta sua oração:
Senhor, fazei-me instrumento de vossa
paz!
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz!
Ó Mestre, fazei que eu procure
mais consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Porque
é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é que se vive para a vida eterna.