CELEBRAÇÃO
DA ENTREAJUDA
7.
Depoimentos
1.
Entreajuda: um valor bíblico
Adão e Eva, ao comerem da árvore do conhecimento
do bem e do mal no paraíso terrestre, não receberam
a sabedoria divina, mas, viram-se inundados de culpa e medo.
“Ouvi tua voz (...) e escondi-me”, disse Adão
(Gênesis 3, 9-10).
Este é o primeiro exemplo bíblico de medo e de
autojustificação: Adão culpou Eva e Eva
a serpente. Comendo do fruto proibido, eles procuravam a auto-estima,
a auto-realização e outras formas de autofocalização.
Através dos séculos, a humanidade muitas vezes
repetiu a mesma atitude de Adão e Eva procurando o deleite
na árvore do conhecimento do bem e do mal. Mas, com freqüência,
absorveram problemas, dificuldades e angústias que não
souberam resolver.
Os gurus do Oriente e do Ocidente prometeram as mais variadas
curas com as máscaras do valor próprio, da auto-aceitação
e do amor-próprio, valorizando demasiadamente a pessoa
humana. Não há dúvida que tais ensinamentos
escondem muitos lados positivos. Todavia, para os que crêem,
tais valores humanos se elevam quando damos a primazia ao amor
a Deus e ao próximo, recebidos através dos ensinamentos
de Cristo. Ele sempre ensinou que, “em Deus, somos todos
um só” (João 11,52). Daí a necessidade
da união, da aliança e da comunhão.
O “amar a Deus” se manifesta mediante o coração
agradecido e disposto a aceitar e a viver os ensinamentos do
Evangelho. O “amar o próximo” condiciona
nossa atitude com Deus porque, como diz a Bíblia, quem
diz que ama “a Deus e odeia a seu irmão, é
mentiroso” (1 João, 4, 19-21). Isto significa que
amar a Deus é amar o próximo e amar o próximo
é amar a Deus.
Este mandamento primordial de Cristo “amar a Deus e ao
próximo” realiza-se na paróquia Nossa Senhora
das Mercês, em Curitiba, através dos encontros
de Entreajuda. Ajudando o próximo, estaremos amando a
Deus e vice versa.
Cristo veio para nos libertar e restabelecer profundo relacionamento
com as pessoas e com toda a criação. Durante séculos,
este ensinamento fundamental do Evangelho percorreu o mundo
e se aninhou em milhões de corações humanos.
Em nossos dias, há uma literatura que prega como devemos
amar melhor a nós mesmos, estimarmo-nos e aceitarmo-nos
mais tais como somos para desenvolver nosso próprio valor.
Esta visão poderá produzir uma deformação
na pessoa quando não valorizamos e aceitamos o ensinamento
de Jesus: Amar a Deus e ao próximo para poder ajudar
nosso irmão.
Na igreja das Mercês, através da ação
de frei Alvadi P. Marmentini, frei Ovídio Zanini e frei
Nelson Martins da Silva, realiza-se este mandamento do Senhor
também nas conhecidas Celebrações da Entreajuda.
Com elas se deseja construir a pessoa humana fundamentada no
amor a Deus e, ao mesmo tempo, no amor cristão e humanitário
de ajudar milhares de pessoas que procuram minorar suas dificuldades
pessoais e sociais.
Marcos de Lacerda Pessoa
2. Muitas coisas foram resolvidas
Sou de outro Estado e, desde a primeira vez em que passei por
essa igreja das Mercês, tive vontade de entrar para assistir
uma missa. Há quatro meses passados, numa quinta-feira,
a vontade bateu forte. Decidi assistir a missa das 17h. Quando
entrei, achei tudo muito diferente e, ao término da missa,
vi que as pessoas não foram para suas casas, mas sim,
ficavam em filas diante de pessoas com vestimentas onde estava
escrito “Celebração da Entreajuda”.
Só então, compreendi que não tinha assistido
a Missa mas sim participado de uma Celebração
da Entreajuda. Segui o que todos faziam e, no momento em que
ocorreu a imposição das mãos sobre mim,
tive uma revelação. Isso ajudou muito minha vida.
Desde então freqüento esses momentos divinos. Muitas
coisas têm sido resolvidas. Hoje, sou uma pessoa mais
calma, ponderada, procuro sempre ver o lado positivo das coisas.
Meu lar está com união, paz, brilho e meus filhos
estão bem. O mais velho, que nunca se interessava passar
para a faculdade, foi aprovado na PUC. Está trabalhando
e é mais responsável. Só tenho a agradecer
por esses momentos. Paz do Senhor a todos.
Denise
3.
Agradeço o bem recebido
Venho agradecer a Deus tantas graças que ele opera na
Igreja das Mercês dos freis capuchinhos, e à minha
Nossa Senhora das Mercês por estar comigo sempre, tanto
na alegria como na tristeza. Minha mãe estava com reumatismo
e foi curada na primeira quinta-feira que participou da Celebração
da Entreajuda (há um ano). Pedi a cura de minha prima
que estava com câncer e foi curada (agradeci e dei testemunho
na Celebração). Pedi a Deus que encontrasse um
emprego para meu marido e, em sete dias, o Senhor conseguiu
o emprego (foi há dois anos). Pedi ao meu querido Pai,
meu Deus e meu Tudo, que me ajudasse em uma situação
financeira. No último dia em que eu ia ter que vender
o carro para pagar uma ação que eu e o meu marido
havíamos perdido, de joelhos no chão eu disse:
“Senhor, se tiver que vender o carro que seja vendido,
mas se não for da vontade de Deus, que o Senhor dê
um jeito”. Neste momento o Senhor pegou o “problema”
em suas mãos, assim como todas as outras coisas. Passaram-se
mais ou menos três dias e um amigo me ligou dizendo que
iria nos devolver um dinheiro que nós havíamos
emprestado para ele. Ele foi tocado por Deus e o Senhor solucionou
o problema (há um mês). Agradeço a Deus
por tudo de bom que Ele fez na minha vida, pois Deus é
nosso Pai e tudo que pedimos a Ele, se for para o nosso bem,
Ele nos ouve. Ele é o Deus dos impossíveis. Tenha
fé e muita confiança em Jesus Cristo, pois Deus
manda e as coisas acontecem. Leio sempre a Bíblia. Antes
de agir, eu sempre peço a proteção de meu
Criador, meu Deus e Meu Tudo, de Jesus Cristo e da minha Nossa
Senhora, meus intercessores. Obrigada Deus!
R.E.N.R.A
4. Um presente de Deus
A Celebração da Entreajuda é, para mim,
um momento de reflexão, um encontro com o meu eu e a
busca e o encontro com a Paz. A Paz interior que nos faz tão
bem. Faço de minhas quintas-feiras um dia muito especial.
Aqui em casa todos sabem que quinta–feira é o meu
dia de festa. Pode chover, pode estar muito frio ou calor muito
grande, eu não abro mão, nem marco compromisso
nenhum. É minha “quinta nobre” porque fazer
o que fazemos na celebração, não da para
fazer em casa, no dia-a-dia. É complicado quando não
se sabe fazer.
Na igreja é o máximo, a gente aprende muito e,
ainda por cima, temos o apoio de tantos bons profissionais:
psicólogos, terapeutas, massoterapeutas, os ministros,
e os funcionários que são muito atenciosos e nos
orientam com carinho no que precisamos.
Vejo os freis com olhos de Deus, como pessoas de infinita bondade
e de uma entrega muito grande. Sou muito grata a todos eles:
eu e a comunidade que aqui freqüentamos. Tenho certeza
que cada um tem sua satisfação única e
grandiosa e um agradecimento enorme por cada um deles.
Sempre que recebo visitas, como meus familiares que não
são daqui de Curitiba, levo-os para assistirem esta celebração
e todos ficam muito satisfeitos.
Parabéns frei Alvadi por sua idéia tão
maravilhosa. Parabéns frei Nelson por sua jovialidade
e entrega. Parabéns frei Zanini por passar para nós
tantos conhecimentos com sua experiência de vida. Peço
a Intersessão de Nossa Senhora, dos anjos e santos do
céu, todas noites em minhas orações e nas
minhas conversas com Jesus, para que protejam e abençoem
a todos vocês e a todos nós.
A celebração para mim é uma grande graça.
É um presente de Deus. Sou casada e muito bem, graças
a Deus. Meu esposo é um anjo-da-guarda. Meus filhos (um
casal) são duas jóias preciosas. Meu netinho um
raio de luz que Deus botou em nossas mãos. Tenho 48 anos
completos, agora no dia vinte deste mês. Sou muito feliz
e mais ainda por participar desta celebração que
tanto nos engrandece. Um abraço para todos.
Aldeir
5.
Minha participação na Celebração
da Entreajuda
Sou, por vocação, formando em Odontologia há
51 anos. Hoje, de acordo com os planos de Deus, dedico algumas
horas ao trabalho missionário da Celebração
da Entreajuda.
Em minha mocidade, realizei tudo o que um homem poderia ter
feito. Fiz a minha vida sozinho, empurrado no início
por minha querida mãe, que comprou um consultório
de segunda mão. Trabalhando com afinco e com a graça
de Deus, tudo o que possuo devo a este início.
Porém, alguma coisa me faltava. Procurei entender o que
me atormentava tanto, pois realizado como estava, hão
havia ainda alcançado meu ideal de vida. Foi quando tomei
conhecimento do início das Celebrações
da Entreajuda.
Procurei o frei Alvadi P. Marmentini, explicando-lhe o que fazia
e o que sentia no meu interior. Ele, então, me solicitou
que participasse da 3a. reunião da Entreajuda.
Foi a minha realização total. Encontrei-me comigo
mesmo e com o meu interior. Antes disto, minha família
se dicotomizava em desarmonia constante, sem religião
e tantas outras coisas, que me dilacerava por dentro. Eu não
tinha coragem de falar em religião com os membros de
minha família, pois me considerava um machista e achava
que cada um tinha a sua vida e que fizesse o que bem desejasse,
para que não viessem julgar os meus atos.
Dois meses depois desta minha opção, casei no
religioso e no civil, demonstrando que estava mudando minhas
atitudes, graças a Celebração da Entreajuda,
procurando cumprir a minha parte da melhor maneira.
Levei esta minha atitude para a família, procurando entremear
nas conversas corriqueiras que tínhamos, as palavras
e os exemplos dos que testemunhavam para todos, durante as Celebrações.
Isto me possibilitou de trazer, um por um, para a Igreja, e
que tivessem muita fé em Deus, para que, como eu, se
realizem em seus ideais.
Este testemunho, tenho absoluta certeza, que foi, é e
será a vontade de Deus, no céu e a nossa felicidade
aqui na terra.
Manoel Eduardo Corrêa Costa - Terapeuta no horário
das 14h30
6. A suprema felicidade
Jesus nunca nos deixou. Mas, para entrar em nossas vidas ele
espera a nossa autorização. É nesse aspecto
que erramos quando não acreditamos nele, porque canalizamos
todas as energias pessoais em nossos problemas. Em qualquer
dificuldade que encontramos, logo falamos que Deus se esqueceu
de nós.
Será que não somos nós que esquecemos dele,
ou, que deixamos de acreditar, de ter fé nesse Deus amoroso?
Foi através desses momentos de conflitos que parei e
pensei, e vi o quanto estava sofrendo inutilmente, desconhecendo
que o amor de Deus estava bem mais perto do que eu imaginava.
Eu não estava desempregada nem doente. Tinha saúde
boa, emprego, amigos, mas me sentia num vazio grande demais.
Procurei me firmar na fé e acreditar que uma força
maior existia e que nunca me cobrou nada. Assim, no amor de
Deus, fui me alimentando e agradecendo todos os momentos, vivendo
um dia após o outro, tendo a certeza que minha vitalidade
estava somente em um único ser maior, que é Deus.
Comecei a perceber que, através da Celebração
da Entreajuda, minha vida começou a mudar e a alegria
retornou ao ouvir a Palavra de Deus e ao fazer o relaxamento.
Percebi que isto não seria somente no momento da Celebração,
mas sim ir se entregando, progressiva e totalmente, nas mãos
do Senhor e trabalhando todos os sentimentos de negatividade
que tomavam conta de mim.
Há nove meses que venho participando da Celebração
da Entreajuda. O que posso dizer é que tenho recebido
bênçãos e mais bênçãos
para minha vida, trabalho, saúde, família, amigos
e muita prosperidade.
Aprendi a aceitar as coisas como elas são e entendi que
o que pedimos não vem ao nosso tempo e sim no tempo do
Senhor. Por isso, devemos ser-lhe fiéis.
Acredite que sua felicidade e paz estão dentro de você,
mas se convença que deve saber perdoar, perdoar de dentro
do coração. Somente assim você verá
as maravilhas que nosso Senhor tem para com cada um de nós.
Vivendo e praticando este ideal, sua vida se revestirá
da força e do dinamismo do amor e esplendor de Deus.
Obrigada, agradeço a todos vocês.
Magda Walkiria M. Dias
7. Celebração da vida
Residimos em Curitiba há 4 anos. Durante nossa vida,
moramos em vários lugares do Brasil. Somos católicos
e sempre participamos das atividades da igreja (umas vezes mais,
outras menos), onde quer que nos encontrássemos.
Apesar disto, sentíamo-nos insatisfeitos com certas coisas
e buscávamos, quase sempre sozinhos, aprender e nos aperfeiçoar
mais. Nesta busca, descobrimos o quanto nossa mente e estado
mental interferem em nosso dia-a-dia. Procuramos, meio às
cegas, estudar um pouco e conhecer mais sobre este assunto,
tentando vivenciá-lo em nossas vidas. Todavia, as circunstâncias
sempre nos colocavam em situações difíceis
e, envolvidos por tais circunstâncias, perdíamo-nos
no emaranhado da vida e, muitas vezes, o nosso “rumo”.
Quando chegamos em Curitiba, passamos a freqüentar missas
em várias paróquias, buscando uma que falasse
mais de perto aos nossos corações. Encontramos
este lugar na igreja dos freis capuchinhos, nas Mercês.
Foi “amor à primeira vista” (ou à
primeira celebração), e, coincidentemente, foi
neste bairro que passamos a residir.
Desde o início, encantamo-nos com a forma com que era
celebrada a missa. Mais próxima, mais intensa, mais humana,
com conteúdo e apelo forte sobre nossas necessidades,
buscas e demandas diárias.
Para nossa alegria, num certo dia, iniciou-se a “Celebração
da Entreajuda”, uma “novidade” da qual começamos
a participar desde o primeiro evento. Foi uma bênção!
Toda aquela insatisfação, aquele “mais”
que procurávamos foi encontrado aqui.
A união de ciência e religião, num tratamento
aplicado, concreto, direto, transformou nossas vidas que, à
luz das meditações e ensinamentos ministrados
durante as Celebrações da Entreajuda, tornou nossa
vivência mais suave e harmoniosa. A meditação
e a convicção da presença deste Deus, o
Pai Amoroso sempre Providente, junto com a consciência
de que precisamos “fazer a nossa parte”, fazer a
“lição de casa”, permitiram que crescêssemos
emocional e espiritualmente, fazendo de nós, filhos queridos
de Deus mais equilibrados, fortes e poderosos.
Os problemas de nosso dia-a-dia ganharam contornos mais suaves.
Transformaram-se na maioria das vezes, em “exercícios”
a serem solucionados. Com o alimento emocional e espiritual
(prático e concreto), que recebemos nas “Celebrações
da Entreajuda”, ficou mais fácil resolvê-los
de forma satisfatória, buscando sempre a harmonização
dos interesses de todos aqueles envolvidos na situação.
Hoje estamos cheios de paz e vivemos de forma tranqüila
e salutar. Fortalecemo-nos a cada instante em Deus, participando
das atividades de nossa Paróquia em trabalhos voluntários.
Muitas oportunidades foram criadas a partir da “Celebração
da Entreajuda”, entre elas, os encontros dominicais de
frei Zanini. Ensinando-nos a reprogramar positivamente nossa
mente, libertou-nos de nossos medos e compulsões. A vivência
cooperativa e fraterna nos Grupos de Entreajuda, por ele incentivados,
nos ensinou a debater e a aprender mais sobre as situações
e necessidades individuais. Tudo isto nos fortaleceu e capacitou-nos
a viver mais e melhor.
Participar da celebração da Missa e da “Celebração
da Entreajuda” – mais que por necessidade de fé
e de vida – transformou-se num momento de raro prazer
e de paz, pois podemos, especialmente nestes momentos, encontrar
Deus e vivê-lo em nossas vidas. Esta vivência fez
com que, aos poucos, conquistássemos o equilíbrio
e a harmonia, que tanto buscamos, num relacionamento cooperativo
e mais fraterno com tudo o que nos cerca: pessoas, meio ambiente,
trabalho e lazer.
Neste momento de comemoração do terceiro aniversário
da “Celebração da Entreajuda”, só
podemos agradecer ao frei Alvadi P. Marmentini – seu criador
e mentor –, aos freis Ovídio Zanini e Nelson Martins
dos Santos e a todos os que generosamente se doam para que muitos
possam se beneficiar, num clima de amor, da fraternidade e caridade.
Deus os abençoe e lhes conceda toda sorte de graças
e riquezas, hoje e sempre.
Ivete e José Carlos
8. Tudo começou assim!
Primeiramente, havia certa insatisfação com relação
a minha religião. Sou católica apostólica
romana desde que nasci. Aliás, toda minha família
também. Freqüentei grupos de encontros e até
trabalhei, quando jovem na igreja, ajudando nos cânticos,
corais e ajudei muitas missas.
Na vida adulta continuava freqüentando as missas, às
vezes ocasionalmente, Há quatro anos, um vazio começou
tomar conta de mim. Fui, então, procurar algo mais, que
pudesse me chacoalhar. Fui convidada a ir a um culto evangélico
na Igreja Quadrangular. Fui em todas as quintas-feiras durante
um ano. Apesar de ter encontrado dentro de mim uma fé
mais constante, sabia que lá ainda não era o meu
lugar. Para encurtar, tenho uma grande amiga que diz ter conhecido
um rapaz que, por problemas de alcoolismo, ia à Igreja
dos freis capuchinhos das Mercês nas quintas-feiras para
participar de uma “Celebração”.
Sou psicóloga terapeuta e uma paciente minha havia comentado
sobre uma missa dominical de frei Alvadi P. Marmentini. Então,
eu pensei: “Deve ser bom! Mas, o que era uma “Celebração”?
Caros leitores, fui conhecer na quinta-feira seguinte com a
minha amiga. Imaginem a emoção que eu senti quando
deparei e vi com meus próprios olhos, centenas de pessoas
sentadas, olhos fechados, escutando uma voz maravilhosa ao som
de uma música suave. Era o relax, a programação
mental. Fechei os olhos e fiz igual a todo mundo. Pensei: “Eu
nunca imaginei entrar em uma igreja e ver uma colega minha,
psicóloga, fazendo o relaxamento. Apesar de eu ter feito
isso tantas vezes em meu consultório, havia aí
uma grande diferença. Era o encontro comigo mesmo e –
o mais importante – um encontro de mim com Deus, com Jesus,
com o Espírito Santo. Isto era a “Celebração
da Entreajuda”!
Não tive mais dúvidas de nada e, no domingo, me
inscrevi para fazer o curso do frei Ovídio Zanini, que
foi a maior bênção que eu conheci em toda
a minha vida. Um homem culto, caridoso, inteligente e que falava
naturalmente a mesma linguagem dos homens: problemas de depressão,
álcool, pânico, ansiedade, estresse, etc.. Nunca
vou me esquecer de uma palavrinha mágica que ele disse:
“A cura é interior”;
Isso tudo aconteceu há dois anos e meio e, nesse mesmo
domingo, no curso, ele fez um convite para quem quisesse participar
de Grupos de Entreajuda. Lá fui eu e me inscrevi. Sabem
o que aconteceu na reunião geral? Conheci as pessoas
mais maravilhosas desta minha vida e, desde então, cá
estamos nos encontrando todas às quartas-feiras. Nesse
ínterim fui trabalhar na Clínica como voluntária.
Afastei-me temporariamente por dificuldades de conciliar os
horários. Mas sei que meu lugar está lá
me esperando.
A “Celebração da Entreajuda” foi muito
importante para mim que, como terapeuta, porque deu-me mais
subsídios para ajudar no meu trabalho, utilizando a técnica
de energização e conciliando a mente e o espírito.
Para minha felicidade, vejo na prática a evolução
espiritual, o fortalecimento na fé e a cura dos meus
pacientes.
As graças que eu recebi não preciso enumerá-las,
mas a maior graça foi ter encontrado esta “Celebração
da Entreajuda”, e dela participar em toda quinta-feira,
que considero, hoje, fazer parte da minha vida. É o meu
alimento, minha motivação e energia, e a renovação
da minha fé.
Deus, eu Te agradeço por ter me conduzido a este lugar
que é paraíso aqui na terra. Amém!
Maria Cristina Puglielli Rydygier - Psicóloga
9. Agradecimento
Obrigado, Senhor, pela oportunidade de ter participado da Celebração
da Entreajuda nas quintas-feiras na igreja dos freis capuchinhos
das Mercês, em Curitiba-PR.
Nesta celebração, entre as tantas graças
recebidas, encontrei-me com Jesus Cristo. Ele me consola, me
conforta e até me dá “um puxão de
orelhas”. Por isso, a Celebração da Entreajuda
trouxe-me novo fôlego como cristã. Aproximou-me
da Igreja.
Recentemente sofri uma queda, que me afetou o rosto. Enquanto
o médico soturava minha face com uns 15 pontos, roguei
ao Senhor que guiasse a mão do médico. Durante
minha recuperação, supliquei ao Senhor que me
ajudasse, enquanto eu aplicava compressas de gelo e temia pelo
resultado. Passado um mês, com alegria, percebi que minha
recuperação foi ótima e pouco se percebe
do acontecido.
Este fato mostrou-me a bondade de Deus nas pessoas que nele
confiam e suplicam sua ajuda.
Por isso, louvo ao Senhor.
Cármem Lúcia T. S. Mello
10. A Entreajuda é uma benção
na minha vida
Em julho de 2003, meu irmão, Erno Pedro Kirsten, sofreu
uma violenta agressão física no trânsito.
Além de forte pancada na cabeça, foi atirado no
asfalto, batendo a cabeça no meio fio e levado pelo SIATE,
já em coma, ao Pronto Socorro do Hospital Evangélico,
com traumatismo craniano. Foi submetido a uma cirurgia de emergência,
que iniciou à meia-noite de 4a para 5a feira, devido
aos enormes coágulos no cérebro. Quando terminou
a cirurgia, às 5h30, o médico veio conversar conosco,
dando a entender que a chance de sobrevivência era mínima,
pois o sangue se havia espalhado por todo o cérebro.
Disse-nos ainda que ele iria ficar muitos dias em coma e, se
caso sobrevivesse, as seqüelas eram certas. Enfim, o caso
era muito grave; só nos restava esperar por um milagre.
E o milagre aconteceu.
Sabemos que a fé remove montanhas. Por isso agarramo-nos
com fé em Deus. Para a medicina muitas coisas parecem
impossíveis, mas para Deus nada é impossível.
Graças aos pais que tivemos, somos uma família
muito unida. Cada irmão fez o melhor que pôde para
ajudar o Pedro, como é conhecido. O fato aconteceu de
quarta para quinta-feira à noite. Na quinta-feira fui
à igreja e, durante a Celebração da Entreajuda,
entreguei meu irmão nas mãos de Deus. Eu mentalizava
o dedo de Deus em forma de minúscula seringa, andando
no cérebro dele, secando todo o sangue que havia se espalhado,
curando cada lesão. A equipe de Entreajuda se reuniu
em forte oração. Durante o mês inteiro o
nome dele foi incluído nas missas diárias da Paróquia.
Ele precisou de sangue e, numa quinta-feira, foi feito um pedido,
em todas as Celebrações da Entreajuda, para que
os doadores de sangue ajudassem a salvar a vida de Pedro. Ele
ficou 40 dias na UTI em coma, neste tempo teve, além
de tudo, pneumonia e, para completar, uma infecção
hospitalar. Ao sair da UTI não caminhava mais sozinho.
Ficou ainda 10 dias no hospital, e voltou para casa completamente
curado, sem nenhuma seqüela. Os próprios médicos
que o acompanharam ficaram admirados com a recuperação
dele.
Certamente foi através da Celebração da
Entreajuda que veio a força maior – a energia divina
curativa, transformadora, que deu nova vida ao meu irmão.
Quem o viu e acompanhou de perto, acredita que foi verdadeiro
milagre ter sobrevivido e sem seqüelas.
Quero aproveitar esta oportunidade para manifestar em nome de
Pedro e de toda a família nossa gratidão a Deus,
aos Freis Capuchinhos em quem sempre encontrei consolo e conforto,
e a todas as pessoas que doaram sangue e que oraram pela vida
de Pedro.
O trabalho de Entreajuda foi uma grande porta que se abriu para
mim e, além de trazer nova motivação para
minha vida, mostrou-me o caminho para novas conquistas profissionais,
mas sobre tudo, colocou diante de mim imenso campo de trabalho
onde posso doar o meu tempo, o meu amor... para ajudar milhares
de pessoas que necessitam de alguém que as escute.
Vim em busca de ajuda e fui convidada a ajudar. Esse convite,
em junho de 2001, foi certamente o melhor presente que Frei
Alvadi Marmentini pode me oferecer. Vibrei de alegria e gratidão.
Participo desde a primeira reunião preparatória
para a Celebração da Entreajuda. Foi, sem duvida,
uma caminhada de experiências, de crescimento espiritual,
de gratidão por tantas graças recebidas nestes
três anos.
Hoje, não consigo ver-me fora desse movimento. Eu seria
como um peixe fora d’água. A “Entreajuda”
faz parte da minha vida; é como o sol que me aquece,
a água, o alimento... que me sustenta... Na Entreajuda
encontrei novos amigos e nova maneira de vivenciar o Evangelho:
uma maneira mais dinâmica, mais viva de ser cristã
de verdade.
Serei eternamente grata por fazer parte da “Entreajuda”
e sempre peço a Deus que abençoe constantemente
Frei Alvadi e todos os Freis Capuchinhos, para que possam levar
avante esse movimento, que é verdadeira fonte de graças
e bênçãos em nossa grande Curitiba.
Nelly Kirsten, Parapsicóloga
11. Terapia de grupo
Somos todos energia. Acreditando nisto e buscando um caminho
para o controle de minha vida, comecei a freqüentar o grupo
que tinha, como objetivo, o estudo da paranormalidade, sob a
orientação da psicóloga e parapsicóloga
Nely Kirsten. Logo vimos que, para melhor canalizarmos nossa
energia, precisávamos, primeiramente, filtrar nossas
emoções, eliminando dos nossos sentimentos todo
negativismo e bloqueios psicológicos. Assim, naturalmente,
nos vimos envolvidos em uma terapia de grupo.
Superada a inibição inicial, todos falávamos
com intimidade e expúnhamos nossos segredos, mágoas,
frustrações, dificuldades vividas, traumas, sempre
acobertados pelo pacto de confidencialidade ao qual aderimos.
Repetidamente nos tornamos “irmãos” uns dos
outros, tanto nas alegrias como nas tristeza e, sobretudo, na
superação das dificuldades diárias, através
do apoio mútuo dos participantes do grupo.
A terapia de grupo nos dava ânimo para persistir, força
para superar obstáculos e a solidariedade de todos nos
confortava. Juntos, conseguíamos analisar racionalmente
o problema de cada um, e buscar um caminho para a solução.
Cada participantes foi se fortalecendo e, principalmente, percebemos
que o desabafar de cada amenizava a carga que cada um carregava.
No final deste ano, verificamos o saldo positivo desta terapia
em cada um dos participantes. Conto-lhes minha experiência
particular. Guardava algumas mágoas de meu pai que, como
todo pai, teve seus erros e acertos na vida e comigo. Mas, como
todo filho, sempre fui muito crítica e, talvez, até
injusta. Estas mágoas que sentia criaram dificuldades
na minha vida, porque prejudicavam meu relacionamento com o
sexo oposto. Estava sempre sozinha e não confiava em
ninguém. Com o extravasamento destas mágoas durante
a terapia e vendo também as experiências da vida
de cada colega, pude compreender meu pai e me reconciliar com
ele, superando meus bloqueios emocionais. Naquele mesmo dia,
fui ao seu encontro para lhe dizer o quanto eu o amo. Foi conversa
linda e emocionante que me libertou e me abençoou, possibilitando-me
estar aberta para encontrar e receber o verdadeiro amor, sem
medo ou ressentimentos. Dentro de poucos dias, estarei me casando.
Estou feliz e em paz. Sobretudo, com o apoio da profissional
que nos orientou e do maravilhoso grupo do qual participei.
Estou mais madura e confiante. Agradeço à Nely
e à paróquia Nossa Senhora das Mercês dos
Freis Capuchinhos, por esta iniciativa da terapia grupal. Se
pudesse, aconselharia a todos que procurassem viver esta experiência,
porque nesse mundo tão atribulado e diante de tantas
pressões e dificuldades, é reconfortante encontrar
amigos e buscar a cura interior. É maravilhoso voltar
a confiar em si mesma e nos outros.
Heloisa Helena Virmond