O
que é relaxar - Relaxar significa acalmar
a mente, descontrair e soltar o corpo físico. Quando
você se acalma e relaxa a mente, você consegue descer
às profundezas do seu ser e alcança as dimensões
do subconsciente. Uma mente tranqüila facilmente entra
em contato com a Sabedoria, com o Poder infinito, com a Divindade.
Benefícios
do relaxamento - Através do relaxamento,
alcançamos o nível alfa, que é o estado
mental ideal para a oração e, portanto, para o
contato mais intimo e profundo com Deus e consigo mesmo.
Em nível alfa amplia-se o campo da inteligência,
da memória, da capacidade, da intuição,
da criatividade e do discernimento. Recuperam-se as energias
físicas, psíquicas e espirituais. O sistema imunológico
se fortalece e a pessoa entra em interação com
toda a humanidade, com o Universo e com Deus.
As técnicas de relaxamento harmonizam nosso cérebro,
acalmam e ordenam nossos pensamentos, produzindo equilíbrio
e harmonia. Por isso, neste mundo turbulento, torna-se indispensável
encontrar tempo para relaxar nosso corpo e mente. No relaxamento,
a maioria de nossos conflitos mentais e emocionais regridem,
abrindo os caminhos do auto-equilíbrio e da autocura.
Os benefícios do relaxamento são enormes e cada
vez mais reconhecidos pela classe médica: controla e
cura o estresse; fortalece a fé e a esperança;
cria condições de saúde; altera as ondas
cerebrais, reduzindo a excitabilidade; previne, reduz e cura
a insônia; harmoniza os ritmos cardíacos e respiratórios;
prolonga a idade biológica, rejuvenesce e traz muitos
outros benefícios.
Portanto, relaxar o corpo e a mente é requisito indispensável
para quem quer melhorar a qualidade de vida e para quem quer
abrir as portas do subconsciente, ouvir o seu íntimo,
chegar às profundezas do seu ser e estabelecer a harmonia.
O relaxamento nos conduz ao silêncio, à meditação,
à contemplação e a um contato profundo
com o Criador, que vive permanentemente no mais profundo do
nosso ser. Assim, colocamonos a caminho para a verdadeira sabedoria,
isto é, o caminho da fé, da graça e do
amor.
Enquanto o corpo relaxa, as emoções se aquietam,
os pensamentos silenciam e a paz interior se manifesta, trazendo
calma e serenidade.
Na medida em que criarmos o hábito de relaxar, mesmo
que sejam apenas 10 ou 15 minutos por dia, os benefícios
experimentados serão tão evidentes que o relaxamento
deixará de ser um esforço para transformar-se
em feliz necessidade que, aos poucos, trará benefícios
mais profundos e duradouros para real transformação
de vida.
Podemos concluir dizendo que, a técnica de relaxamento
é um exercício de amor por nós mesmos,
pois envolve compreensão, perdão, carinho e aceitação.
Este processo nos coloca no caminho que nos conduz à
paz interior, à saúde e à felicidade.
Nelly Kirsten, Parapsicóloga
PALAVRA
DE DEUS
A Palavra
de Deus é poderosa. Os céus e a terra foram criados
pelo poder da Palavra de Deus. Nenhuma palavra divina é
em vão. As criaturas são Palavras de Deus que
significam de modo visível seus infinitos valores invisíveis
(Sb 13,5; Rm 1,19-20). A criação e as criaturas
comunicam mensagens divinas, compreensíveis a todos.
Pouco adianta ouvir a Palavra de Deus sem interioridade. É
como a semente semeada sobre pedras, que os pássaros
comem, ou em terreno sem profundidade ou num coração
sufocado por espinheiros, onde pode até germinar, mas
logo murcha e seca. A Celebração da Entreajuda
ensina a cultivar a vida interior.A Bíblia ensina a cuidar
do coração, da mente, da imaginação,
enfim do corpo interior. Jesus sempre ensinou o cultivo do interior,
a oração interior. “É do interior
que procedem os males” (Mt 15,19). Existem grupos religiosos
que não admitem o cultivo do poder da mente que Deus
nos deu, achando que isso é assunto da Nova Era. Rejeitam
a Psicologia e a Parapsicologia como se fossem contrárias
ao poder do Espírito Santo. Esquecem que o sobrenatural
supõe e aperfeiçoa o natural. Ninguém vai
a Deus a não ser através das suas criaturas e
dos valores naturais que nos concedeu. O maior valor é
nossa mente que, quando bem utilizada, controla nosso corpo
e nossa história para o bem. Deus só entra num
coração controlado e limpo.
São Pedro já conhecia o perigo das deturpações
da Palavra de Deus: “É bem verdade que na Bíblia
se encontram alguns pontos difíceis de entender, que
os ignorantes e vacilantes torcem para sua própria perdição”
(2Pd 3,16).
Os textos bíblicos escolhidos na Celebração
da Entreajuda referemse ao cultivo da interioridade, da paz
e alegria interior, do perdão e da alegria, da auto-estima
e partilha. Toda Bíblia refere-se ao coração
humano. É incrível como zelamos tanto pelo exterior
e tão pouco pelo interior. É absurdo como nos
preocupamos tanto por demônios e espíritos exteriores
e tão pouco pelos interiores. Como diz Eclesiástico
21, 27 (3): “Quando o ímpio maldiz a Satã,
maldiz a si mesmo!”
A Palavra de Deus procura devolver ao ouvinte sua responsabilidade,
sua parte na Aliança com Deus para sua cura interior
e para obter a realização dos seus desejos. A
finalidade principal dessa parte não é transmitir
teorias ou doutrinas, mas mensagens de libertação
e realização pessoal. Enfim, a glória de
Deus é o homem vivente.
fr. Ovídio Zanini, capuchinho
CONFISSÃO
Na carta
apostólica do Papa João Paulo II, sob forma de
Motu Próprio Misericordia Dei sobre alguns aspectos da
celebração do sacramento da Penitência,
ele escreve: “Todos os sacerdotes com faculdade de administrar
o sacramento da penitência, mostrem-se sempre e plenamente
dispostos a administrá-lo todas as vezes que os fiéis
peçam razoavelmente” (Concílio Vaticano
II, Decreto sobre o ministério de vida dos presbíteros
(Presbyterorum Ordinis), 13, Ordo Poenitentiae, editio tipica
1974, Praenotanda, nº 10b).
A falta de disponibilidade para acolher as pessoas feridas,
ir ao seu encontro e reconduzi-las ao Pai, seria doloroso sinal
de carência de sentido pastoral. “Os ordinários
do lugar, bem como os párocos (...) devem verificar periodicamente
se existem efetivamente as maiores facilidades possíveis
para as confissões dos fiéis. De modo particular,
recomenda-se a presença visível dos confessores
nos lugares de culto” (Congregação para
o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, Responsa ad dubia
proposita: Notitiae, 137 (2001), 259-260).
Seguindo tais orientações, a igreja das Mercês,
em Curitiba-PR, procura ter, durante a Celebração
da Entreajuda, freis presbíteros que atendam as confissões.
Com este sacramento, procura-se oferecer aos fiéis a
possibilidade de obterem o perdão das próprias
faltas e, ao mesmo tempo, se reconciliarem com a Igreja.
Enquanto um frei capuchinho está orientando a celebração
através da pregação da Palavra de Deus,
outros freis sacerdotes permanecem no confessionário
e, como o Bom Pastor, acolhem, orientam, perdoam e aliviam a
consciência dos que os procuram.
Praticamente, das 9 às 22 horas, os fiéis são
atendidos e os freis procuram, dentro das suas limitações,
acomodar os horários à situação
real dos penitentes. Sabe-se que muitas pessoas não podem
vir durante o dia porque estão trabalhando. Por isso,
procuram o sacramento da confissão após saírem
do trabalho. Daí a necessidade de atendê-los na
hora em que chegam. Além disso, a paróquia das
Mercês encontra-se em avenida com grande movimento tanto
para o centro da cidade como para alguns bairros. Uma razão
a mais para melhorar nosso atendimento.
Além da confissão sacramental, recebem orientação
psicológica por parte dos freis que têm esta formação
como, por exemplo, fr. Alvadi P. Marmentini, fr. Ovídio
Zanini e fr. Nelson Martins dos Santos. Frei Honório
Destéfani, auxiliado por fr. Bonifácio Piovesan
e outros, encontra-se, durante toda a semana, as pessoas que
procuram nossa igreja para confissões.
Todo este trabalho espiritual e psíquico é feito
para ajudar e auxiliar a pessoa humana, em sua totalidade, que
anseia por viver melhor dentro do mundo conturbado, que todos
conhecemos. Em tudo se procura evangelizar e comunicar a bela
e fraterna mensagem que deflui dos Santos Evangelhos
Frei Nelson M. Santos, capuchinho
EUCARISTIA
Cristo se
deu na Eucaristia como comida e bebida. Durante a última
ceia, Jesus pegou o pão, deu graças a Deus, repartiu-o
com seus discípulos e disse: “Tomai e comei todos
vós, isto é o meu corpo que é dado por
vós”. Depois pegou o cálice com vinho, deu
graças e falou: “Tomai e bebei todos vós,
isto é o meu sangue que será derramado por vós
e por todos. Fazei isto em memória de mim” (Lc
22,19ss).
A Eucaristia é, portanto, ação de graças
a Deus Pai, que nos deu seu filho; é ação
de graças a Jesus que se deu e continua se ofertando
a todos os que nele crêem. “Charis” significa
graça, que é a raiz da palavra Eucaristia, indicando
que ela é a maneira mais perfeita de ação
de graças. Receber a Eucaristia não é receber
pão abençoado ou bolachinha benta; é receber
o corpo, sangue, alma e divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo,
para fortalecer a pessoa na prática da virtude, isto
é, na prática do bem, do amor a si mesmo e ao
próximo não importando raça, cor e posição
social.
A Eucaristia sustenta e fortalece a pessoa no embate contra
o mal, contra o desânimo e contra tudo o que possa desencaminhá-la
e desestruturá-la. Jesus – caminho, verdade e vida
presente na Eucaristia – fala à pessoa: “Venha
a mim você que está casada, desesperada, magoada,
machucada, triste e eu a aliviarei; eu a sustentarei pois o
meu corpo é a verdadeira comida e o meu sangue é
a verdadeira bebida”.A celebração da Entreajuda
nas quintas-feiras (9h, 14h30,16h30,19h30 e 21h) proporciona
este encontro com Jesus na Palavra e na Eucaristia. É
o próprio Cristo Jesus vindo ao encontro dos fiéis
como médico e remédio, curando, perdoando, animando,
revigorando a fé, alimentando a esperança, proporcionando
alegria, iluminando a mente, o coração e o caminho.
Dizia São Pedro: “A quem iremos, Senhor? Só
tu tens palavras de vida eterna” e São João
“e a Palavra se fez carne”, se fez Eucaristia. A
Celebração da Entreajuda é um caminho onde
se busca no Senhor Jesus, presente na Eucaristia, a orientação
para a solução de tantos problemas e dificuldades.
A distribuição da Eucaristia é a terceira
parte da Celebração da Entreajuda pois ela é
o Pão da vida, que é Cristo, porque ele mesmo
diz: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue vive
em mim e eu vivo nele” (Jo 6,56).
Frei Nelson Martins dos Santos, capuchinho
O
PODER DO TOQUE
Nas Celebrações da Entreajuda existe um momento
em que os participantes são convidados a se darem as
mãos ou a tocarem os ombros ou a cabeça de quem
está próximo. Esse gesto se faz após a
Comunhão Eucarística, na parte final da Celebração,
e pretende ser o momento de partilha.
Nessa corrente de Entreajuda, que então se forma, partilha-se
a fé, a esperança, o amor, a gratidão e
toda a energia que une a todos como irmãos, filhos do
mesmo Pai. O gesto é simples mas seus resultados podem
ser surpreendentes, se compreendermos a importância terapêutica
do contato físico, da energia mental, da comunicação
telepática, do poder do amor e da fé.
Benefícios
do toque físico
O contato físico transmite amor, consciente ou inconscientemente,
e pode desencadear alterações metabólicas
e químicas no corpo, as quais ajudam a curar. Se um filho
diz que se sente mal, a mãe instintivamente o abraça.
Se um amigo íntimo está deprimido, o outro o envolve
com o braço. Quando um bebê está doente,
a mãe o pega no colo e embala-o durante horas. Por meio
do contato físico se demonstra compaixão e compreensão.
O ser humano usa, instintivamente, o contato físico também
com o objetivo de comunicar e transferir energias saudáveis
aos que se encontram em sofrimento físico ou emocional.
Sidney Jourard, falecido, professor da universidade da Flórida
e atento observador dos contatos físicos, declarou que,
quando uma pessoa toca outra, na realidade está dizendo:
"Quero partilhar, quero ajudar". E o outro, ao permitir
o contato, está respondendo: "Quero partilhar, quero
ser ajudado".
Ao longo da história, o contato físico tem sido
associado aos mais impressionantes e misteriosos relatos de
cura. Há cerca de 15 mil anos, o ser humano usava o contato
físico com o objetivo de curar. Pinturas em cavernas
nos Pirineus comprovam o fato, assim como primitivos entalhes
em rocha e pinturas em papiro na China, Egito e Tailândia.
O poder de cura de Jesus deu-se, freqüentemente, por meio
de contato físico, como relatam os Evangelhos Mc 7,31;
8,22-25; 16,14-18; Jo 14, 12).
Confirmou-se cientificamente que o contato físico é
uma necessidade biológica, e constata-se que o simples
ato de tocar pode promover o bem estar físico e emocional.
A ciência vê-se capaz de documentar, agora, o que
os povos primitivos sabem há muito: o contato físico
exerce efeitos benéficos sobre o funcionamento interno
do corpo.
Nas faculdades de Medicina da Universidade de Maryland e da
Universidade da Pensilvânia (USA), os médicos descobriram
que os batimentos cardíacos se alteram quando as pessoas
são tocadas e que, segurar a mão de pacientes
em coma profundo ou mesmo paralisadas, provoca reações
cardiovasculares significativas. O contato físico pode
também ajudar a aliviar a dor. Quando alguém se
machuca, é comum massagear ou tocar o local dolorido,
seja na cabeça, no queixo ou no abdome.
A
imposição das mãos canaliza energias
Uma professora
de enfermagem na Universidade de Nova York (USA), Dra. Delores
Krieger, tornou-se conhecida por estudar e desenvolver o "Contato
Físico Terapêutico". Seu método baseia-se
na imposição das mãos para ajudar a curar
e canalizar as energias humanas. A especialista afirma que em
nosso corpo circula energia e que, no contato físico
terapêutico, esta energia é transferida numa direção
ou modulação específica. O Contato Físico
Terapêutico tem se revelado útil e eficaz no tratamento
de distúrbios circulatórios e problemas respiratórios.
Constataram-se melhoras também em casos de artrite, edema,
dor de cabeça, queimadura, indisposição
gastrintestinal, cólicas menstruais e tensão.
O contato físico dá bons resultados em todas as
doenças relacionadas ao estresse, que compõe de
80 a 100 por cento de cada enfermidade.
Hoje, nas áreas de saúde mental e física,
usa-se muito o contato físico como meio de comunicação
e terapia. Na Igreja Católica, após o Concílio
Vaticano II, cumprimentar, abraçar e rezar de mãos
dadas faz parte da liturgia.
O gesto da imposição das mãos, felizmente,
também começa a ser de novo valorizado no contexto
do Cristianismo. Nas Celebrações da Entreajuda,
o gesto das mãos dadas quer ser o canal por onde se dá
e se recebe esta energia que alivia, consola, fortalece e cura.
Aproximar-se, tocar o outro, segurar sua mão, faz muito
bem!
A corrente da Entreajuda une não só as pessoas
presentes à celebração, mas também
alcança mentalmente a todos os que são lembrados
naquele momento. Aqui entra em ação a comunicação
mental, a Telepatia, que é uma realidade comprovada cientificamente.
O Dr. Joseph B. Rhine, da Universidade de Duque, na Carolina
do Norte (USA), comprovou, em 1930, que existe comunicação
mental entre duas pessoas, ultrapassando o mero acaso. Com milhares
de experiências ele demonstrou que uma pessoa pode captar
o que a outra está imaginando ou mentalizando. Trata-se
da Telepatia Consciente.
Lozanov, Neurologista e Parapsicólogo do Instituto de
Sugestologia de Sofia, na Bulgária, no início
da década de 1960, comprovou que as pessoas se comunicam
entre si sem percebê-lo conscientemente. É a Comunicação
Telepática Subconsciente. Dizia ele que o aluno tende
a se tornar o que o professor espera dele. Isso acontece porque
o subconsciente do aluno capta o que o professor pensa, imagina,
ou sente sobre o aluno.
Portanto, é possível ajudar os outros através
da Telepatia. Durante um exercício de relaxamento, de
preferência, deve-se imaginar a pessoa, que se pretende
ajudar, sentindo-se muito bem, cheia de saúde, tendo
as atitudes que se espera dela. A mensagem telepática
será captada pelo Subconsciente da pessoa e produzirá
reações correspondentes à programação
realizada por Telepatia.
A Corrente de Entreajuda é ótimo momento para
enviar mensagens telepáticas aos que não estão
presentes. É claro que a Comunicação Telepática
acontece também entre os que estão na celebração.
Portanto, ao dar as mãos, deve-se pensar, imaginar e
desejar o melhor para aquela pessoa e para todas. E, ao estar
sintonizado neste canal de paz e harmonia, cada um também
receberá o que os outros estão imaginando e desejando.
A Corrente de Entreajuda é um gesto concreto que celebra
a fraternidade universal, que deve unir todos os seres humanos
independente da sua crença religiosa ou da sua condição
social. É oportunidade para cada um perceber que não
está sozinho, mas faz parte da grande família
dos filhos de Deus. Como membros de uma família, todos
precisam colaborar e ser solidários. É compromisso
que brota da fé e da própria solidariedade humana.
O gesto simples de dar as mãos, tocar os ombros ou a
cabeça de alguém nas Celebrações
da Entreajuda é gesto com riquíssimos significados
e com resultados que podem ser maravilhosos pela partilha que
se estabelece no contato físico, na atitude mental, na
comunicação telepática, no poder do amor
e da fé.
Flávio Wozniack, Parapsicólogo Clínico
BÊNÇÃO
Nas Celebrações
da Entreajuda que fazemos costumamos abençoar todos os
fiéis presentes, fotos de pessoas, pedidos escritos,
água, sal, óleo, roupas, documentos, imagens,
terços, remédios, carteiras de motorista e de
trabalho, inscrições em concursos e vestibulares,
processos na justiça, e outros projetos e objetos significativos
colocados nas mesas diante do altar. A bênção
é uma constante nas Sagradas Escrituras. Jesus curava
abençoando, impondo as mãos, tocando as pessoas
doentes, afastando as memórias negativas ou demônios
(Mc 7,33; 8,23; Jo 9,6.11).
O valor da bênção é a indução
psicológica positiva que provoca e aumenta a fé
que realmente cura. A pessoa que se sente abençoada e
utiliza objetos abençoados, entra em estado de positividade
e faz acontecer o que sente e acredita. Ser feliz é sentir-se
abençoado, é tomar consciência das bênçãos
que as criaturas nos repassam todo dia. Deus sempre abençoa
a todos sem distinção, mas de nada disso adianta
se a gente vive se amaldiçoando com inúmeros negativismos.
A bênção serve para nós, para que
utilizemos as coisas com a mente positiva, cheia de fé
na graça de Deus. Diz um grande princípio de Psicologia:
“As coisas fazem o efeito que acreditamos”
Para não confundir com os sete sacramentos instituídos
por Cristo e que produzem graça de per si, a Igreja Católica
chama de sacramentais a estas coisas abençoadas, que
produzem graça conforme a fé dos fiéis.
Não devemos utilizar coisas abençoadas como se
tivessem poder mágico, porque isso seria superstição.
Não acredite em novenas nem em correntes de orações
nem em fitinhas e outros objetos milagrosos mesmo sem ter fé,
como se diz por ai. Sacramentais não curam, mas despertam
a fé que liberta e cura.Concluindo, deixe-se abençoar.
Os sacramentais despertam o poder da fé que se fundamenta
em Deus. A fé depende de sinais. Não valorize
os sacramentais mais que os sacramentos. Nenhum sacramental,
nenhuma bênção possui o poder dos sacramentos
instituídos por Cristo.
Para evitar abusos, a Igreja redigiu o Ritual dos Sacramentais.
Sempre que possível, procure o sacerdote para bênçãos.
No entanto, você também pode abençoar, do
seu jeito, porque todos somos filhos e filhas da bênção.
Abençoe seus filhos, sua casa, sua empresa, seu automóvel,
suas plantações e criações.
Frei Ovídio Zanini, OFMCap
AGRADECIMENTOSTestemunho:
Prova
de fé e caridade
Nas Celebrações da Entreajuda, há um momento
dedicado para testemunhos. Em grego, testemunha se diz martyr.
A Igreja Católica adotou este nome para os fiéis
que deram sua vida em testemunho de Cristo. Dar a própria
vida para alguém é o maior testemunho de amor
e fé.
Há muitas formas de testemunhar. Uma genuflexão
piedosa, um sinal da cruz feito com devoção, uma
esmola, um beijo..., são testemunhos ou provas de fé
e caridade. Uma forma excelente de testemunho é falar
em público a serviço de Deus, falar de algum favor
ou graça recebida do Senhor.
O testemunho refere-se a uma experiência interior do amor
de Deus, e provoca nos ouvintes o aumento da fé. A fé
procede da pregação e entra pelos ouvidos. Obviamente,
a fé pode também acontecer pelo testemunho ocular
ou por outros modos, como, um abraço, um gesto de caridade,
mas principalmente pelo ouvido. “Como poderiam crer naquele
que não ouviram? E como poderiam ouvir sem pregador?”
(Rm 10, 14).
Aqui está o valor do testemunho. Ele aumenta a fé
que faz milagres, “que transporta montanhas”. Existem
experiências do poder de Deus, como são as curas
tanto interiores como exteriores, que devem ser manifestadas
aos irmãos como forma de gratidão e estímulo.
A pessoa que presta um testemunho de Deus, sente-se feliz, mais
amada ainda por Deus, que nunca se deixa vencer no amor. O testemunho
é uma forma de gratidão. Agradecer é a
melhor maneira de pedir. Quem agradece tem consciência
dos favores recebidos, e “àquele que tem, lhe será
dado em abundância” (Mt 13, 12).
O testemunho gera discípulos, como o testemunho dos apóstolos
e dos mártires. Quando alguém quer adquirir um
bem, pede a outros a sua opinião, ou seja, o seu testemunho.

Como
dar um testemunho
Seguem aqui pequenos segredos para bom testemunho:
1.Deve
ser breve. Não deve ser nem pregação
nem narração de histórias, que podem cansar
e irritar os ouvintes, produzindo efeito contrário.
2.Deve ser objetivo e
não confuso e disperso.
3.Deve ser claro e específico,
relacionado com a Celebração da Entreajuda e não
com outras circunstâncias.
4. Deve ser humilde e
jamais como exibição de santidade.
Frei Ovídio Zanini, capuchinho
IMPOSIÇÃO
DAS MÃOS
Dando continuidade
aos momentos principais da Celebração da Entreajuda,
enfocamos, agora, a imposição das mãos.
A tradição de curar pela ”imposição
das mãos” remonta pelo menos desde os tempos bíblicos,
técnica esta usada por Jesus, e a nós transmitida
pelos evangelistas. O povo daquele tempo trazia os doentes e
pessoas sofridas até Jesus e Ele os curava impondo-lhes
as mãos.
Em Marcos 8,22-25, Jesus cura um cego: “Chegando eles
a Betsaida, trouxeram–lhe um cego e suplicaram–lhe
que o tocasse. Em seguida, Jesus lhe impôs as mãos
nos olhos e ele começou a ver e ficou curado.”
Ainda no Evangelho de Marcos 7,31, o evangelista descreve a
cura de um surdo-mudo, dizendo: “Rogavam-lhe que pusesse
a mão sobre ele”. Jesus manda que seus discípulos
façam o mesmo: “Ide por todo o mundo pregar o Evangelho
a toda a criatura (...). imporão as mãos sobre
os enfermos e eles serão curados” (Mc,16,14-18).
Parece-nos que o povo estava habituado com essa técnica
de Jesus.
É o que os freis e leigos preparados fazem nas celebrações
da Entreajuda. Jesus mandou pregar, impor as mãos e curar.
As mãos sacerdotais foram ungidas para fazer o que Jesus
fazia. Mas não somente os discípulos no tempo
de Jesus e os sacerdotes hoje poderão fazê-lo,
mas também os leigos devidamente preparados.
No Evangelho de João (14,12), Jesus afirma: “Em
verdade, em verdade vos digo: aquele que crê em mim fará
as obras que eu faço e fará ainda maiores do que
estas”.
Na Celebração da Entreajuda temos um grupo de
voluntários, treinados, que crêem em Jesus, que
energizam com fé, que partilham suas energias com suas
mãos curativas.
Na verdade, desde tempos imemoriais, o homem descobriu que a
imposição das mãos produzia alívio
e cura. Não se trata, portanto, de um “dom milagroso”,
nem de superstição, pois todos temos, uns mais
outros menos, magnetismo pessoal e irradiação
de forças internas podendo assim nos beneficiar e ajudar
nosso semelhante.
Richard Gordon em seu livro “ A Cura pelas Mãos”
(Editora Pensamento, p. 140) diz: “Através de nossas
mãos podemos canalizar o amor existente em nossos corações
no sentido de aliviar o sofrimento daqueles que nos rodeiam.
O amor é o melhor curador. Saber que há alguma
coisa que eu possa dar através das mãos e que
ajuda as pessoas experimentar vida e saúde, é
uma das mais lindas maneiras de partilhar nossos dons”.
A força vital circula através de nossas mãos,
carregando toda célula no seu caminho.Tive oportunidade
de conhecer e participar de muitos cursos com frei Hugolino
Back, um frei franciscano que trabalha no convento de Santo
Amaro da Imperatriz-SC. Sou testemunha do quanto esse humilde
frei ajuda as pessoas a se libertarem pela imposição
de suas mãos. Seguidamente ele repetia: “A Igreja
Católica precisa urgentemente voltar a praticar essa
técnica ensinada por Jesus”. Podemos conferir seu
trabalho lendo o livro “A Cura pela Imposição
das Mãos” de Pedro Ant. Grisa (Idipappi).
Na antiga Rússia, havia o seguinte aforismo: “Se
existe um médico numa aldeia, o padre deve estar negligenciando
seu trabalho”. Isso reflete a atitude do cristianismo
oriental.
A cura pela imposição das mãos representa
um desafio para a Igreja. Se ela não o fizer, os curandeiros
o farão.
George W. Meek no seu livro “As Curas Paranormais”
(Editora Pensamento, p. 299) assim se expressa: “São
imensas as oportunidades para a Igreja. O sacerdote e o ministro
estão numa posição esplêndida para
agirem como canais curativos. Eles possuem adestramento, experiência
e a autodisciplina, além da fé em Deus, elementos
que poderiam ser conciliados para garantir que os sistemas curativos
fossem equilibrados e idôneos. Além do mais, não
existe nenhum motivo para que os membros leigos da Igreja não
devessem ser incentivados, reconhecidos e autorizados a agir
como curandeiros dentro da organização dela.”Por
que, então, a Igreja e nós católicos não
usamos mais essa técnica de Jesus para minorar o sofrimento
e o desespero de tantos?
A cura pela imposição das mãos é
a mais legítima medicina do amor, a mais necessária
para os dias de hoje e nós, freis capuchinhos da Igreja
Nossa Senhora das Mercês, há três anos que
a usamos nessas especiais celebrações.
Frei Alvadi P. Marmentini, capuchinho, pároco