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Função Data Curitiba, 09 de setembro de 2010


















 

 

CELEBRAÇÃO DA ENTREAJUDA

2. Partes que compõem a celebração da Entreajuda

RELAXAMENTO

 

Por que relaxar?
Qual a importância do relaxamento?


O mundo de hoje invade nosso cotidiano e até mesmo nossos momentos de descanso e prazer, com pressões e demandas que se acumulam, tumultuando nossa mente.

O que é relaxar - Relaxar significa acalmar a mente, descontrair e soltar o corpo físico. Quando você se acalma e relaxa a mente, você consegue descer às profundezas do seu ser e alcança as dimensões do subconsciente. Uma mente tranqüila facilmente entra em contato com a Sabedoria, com o Poder infinito, com a Divindade.

 

Benefícios do relaxamento - Através do relaxamento, alcançamos o nível alfa, que é o estado mental ideal para a oração e, portanto, para o contato mais intimo e profundo com Deus e consigo mesmo.
Em nível alfa amplia-se o campo da inteligência, da memória, da capacidade, da intuição, da criatividade e do discernimento. Recuperam-se as energias físicas, psíquicas e espirituais. O sistema imunológico se fortalece e a pessoa entra em interação com toda a humanidade, com o Universo e com Deus.
As técnicas de relaxamento harmonizam nosso cérebro, acalmam e ordenam nossos pensamentos, produzindo equilíbrio e harmonia. Por isso, neste mundo turbulento, torna-se indispensável encontrar tempo para relaxar nosso corpo e mente. No relaxamento, a maioria de nossos conflitos mentais e emocionais regridem, abrindo os caminhos do auto-equilíbrio e da autocura.
Os benefícios do relaxamento são enormes e cada vez mais reconhecidos pela classe médica: controla e cura o estresse; fortalece a fé e a esperança; cria condições de saúde; altera as ondas cerebrais, reduzindo a excitabilidade; previne, reduz e cura a insônia; harmoniza os ritmos cardíacos e respiratórios; prolonga a idade biológica, rejuvenesce e traz muitos outros benefícios.
Portanto, relaxar o corpo e a mente é requisito indispensável para quem quer melhorar a qualidade de vida e para quem quer abrir as portas do subconsciente, ouvir o seu íntimo, chegar às profundezas do seu ser e estabelecer a harmonia.
O relaxamento nos conduz ao silêncio, à meditação, à contemplação e a um contato profundo com o Criador, que vive permanentemente no mais profundo do nosso ser. Assim, colocamonos a caminho para a verdadeira sabedoria, isto é, o caminho da fé, da graça e do amor.
Enquanto o corpo relaxa, as emoções se aquietam, os pensamentos silenciam e a paz interior se manifesta, trazendo calma e serenidade.
Na medida em que criarmos o hábito de relaxar, mesmo que sejam apenas 10 ou 15 minutos por dia, os benefícios experimentados serão tão evidentes que o relaxamento deixará de ser um esforço para transformar-se em feliz necessidade que, aos poucos, trará benefícios mais profundos e duradouros para real transformação de vida.
Podemos concluir dizendo que, a técnica de relaxamento é um exercício de amor por nós mesmos, pois envolve compreensão, perdão, carinho e aceitação. Este processo nos coloca no caminho que nos conduz à paz interior, à saúde e à felicidade.
Nelly Kirsten, Parapsicóloga

 


PALAVRA DE DEUS

A Palavra de Deus é poderosa. Os céus e a terra foram criados pelo poder da Palavra de Deus. Nenhuma palavra divina é em vão. As criaturas são Palavras de Deus que significam de modo visível seus infinitos valores invisíveis (Sb 13,5; Rm 1,19-20). A criação e as criaturas comunicam mensagens divinas, compreensíveis a todos.
Pouco adianta ouvir a Palavra de Deus sem interioridade. É como a semente semeada sobre pedras, que os pássaros comem, ou em terreno sem profundidade ou num coração sufocado por espinheiros, onde pode até germinar, mas logo murcha e seca. A Celebração da Entreajuda ensina a cultivar a vida interior.A Bíblia ensina a cuidar do coração, da mente, da imaginação, enfim do corpo interior. Jesus sempre ensinou o cultivo do interior, a oração interior. “É do interior que procedem os males” (Mt 15,19). Existem grupos religiosos que não admitem o cultivo do poder da mente que Deus nos deu, achando que isso é assunto da Nova Era. Rejeitam a Psicologia e a Parapsicologia como se fossem contrárias ao poder do Espírito Santo. Esquecem que o sobrenatural supõe e aperfeiçoa o natural. Ninguém vai a Deus a não ser através das suas criaturas e dos valores naturais que nos concedeu. O maior valor é nossa mente que, quando bem utilizada, controla nosso corpo e nossa história para o bem. Deus só entra num coração controlado e limpo.
São Pedro já conhecia o perigo das deturpações da Palavra de Deus: “É bem verdade que na Bíblia se encontram alguns pontos difíceis de entender, que os ignorantes e vacilantes torcem para sua própria perdição” (2Pd 3,16).
Os textos bíblicos escolhidos na Celebração da Entreajuda referemse ao cultivo da interioridade, da paz e alegria interior, do perdão e da alegria, da auto-estima e partilha. Toda Bíblia refere-se ao coração humano. É incrível como zelamos tanto pelo exterior e tão pouco pelo interior. É absurdo como nos preocupamos tanto por demônios e espíritos exteriores e tão pouco pelos interiores. Como diz Eclesiástico 21, 27 (3): “Quando o ímpio maldiz a Satã, maldiz a si mesmo!”
A Palavra de Deus procura devolver ao ouvinte sua responsabilidade, sua parte na Aliança com Deus para sua cura interior e para obter a realização dos seus desejos. A finalidade principal dessa parte não é transmitir teorias ou doutrinas, mas mensagens de libertação e realização pessoal. Enfim, a glória de Deus é o homem vivente.
fr. Ovídio Zanini, capuchinho

 

CONFISSÃO

Na carta apostólica do Papa João Paulo II, sob forma de Motu Próprio Misericordia Dei sobre alguns aspectos da celebração do sacramento da Penitência, ele escreve: “Todos os sacerdotes com faculdade de administrar o sacramento da penitência, mostrem-se sempre e plenamente dispostos a administrá-lo todas as vezes que os fiéis peçam razoavelmente” (Concílio Vaticano II, Decreto sobre o ministério de vida dos presbíteros (Presbyterorum Ordinis), 13, Ordo Poenitentiae, editio tipica 1974, Praenotanda, nº 10b).
A falta de disponibilidade para acolher as pessoas feridas, ir ao seu encontro e reconduzi-las ao Pai, seria doloroso sinal de carência de sentido pastoral. “Os ordinários do lugar, bem como os párocos (...) devem verificar periodicamente se existem efetivamente as maiores facilidades possíveis para as confissões dos fiéis. De modo particular, recomenda-se a presença visível dos confessores nos lugares de culto” (Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, Responsa ad dubia proposita: Notitiae, 137 (2001), 259-260).
Seguindo tais orientações, a igreja das Mercês, em Curitiba-PR, procura ter, durante a Celebração da Entreajuda, freis presbíteros que atendam as confissões. Com este sacramento, procura-se oferecer aos fiéis a possibilidade de obterem o perdão das próprias faltas e, ao mesmo tempo, se reconciliarem com a Igreja.
Enquanto um frei capuchinho está orientando a celebração através da pregação da Palavra de Deus, outros freis sacerdotes permanecem no confessionário e, como o Bom Pastor, acolhem, orientam, perdoam e aliviam a consciência dos que os procuram.
Praticamente, das 9 às 22 horas, os fiéis são atendidos e os freis procuram, dentro das suas limitações, acomodar os horários à situação real dos penitentes. Sabe-se que muitas pessoas não podem vir durante o dia porque estão trabalhando. Por isso, procuram o sacramento da confissão após saírem do trabalho. Daí a necessidade de atendê-los na hora em que chegam. Além disso, a paróquia das Mercês encontra-se em avenida com grande movimento tanto para o centro da cidade como para alguns bairros. Uma razão a mais para melhorar nosso atendimento.
Além da confissão sacramental, recebem orientação psicológica por parte dos freis que têm esta formação como, por exemplo, fr. Alvadi P. Marmentini, fr. Ovídio Zanini e fr. Nelson Martins dos Santos. Frei Honório Destéfani, auxiliado por fr. Bonifácio Piovesan e outros, encontra-se, durante toda a semana, as pessoas que procuram nossa igreja para confissões.
Todo este trabalho espiritual e psíquico é feito para ajudar e auxiliar a pessoa humana, em sua totalidade, que anseia por viver melhor dentro do mundo conturbado, que todos conhecemos. Em tudo se procura evangelizar e comunicar a bela e fraterna mensagem que deflui dos Santos Evangelhos
Frei Nelson M. Santos, capuchinho

 

EUCARISTIA

Cristo se deu na Eucaristia como comida e bebida. Durante a última ceia, Jesus pegou o pão, deu graças a Deus, repartiu-o com seus discípulos e disse: “Tomai e comei todos vós, isto é o meu corpo que é dado por vós”. Depois pegou o cálice com vinho, deu graças e falou: “Tomai e bebei todos vós, isto é o meu sangue que será derramado por vós e por todos. Fazei isto em memória de mim” (Lc 22,19ss).
A Eucaristia é, portanto, ação de graças a Deus Pai, que nos deu seu filho; é ação de graças a Jesus que se deu e continua se ofertando a todos os que nele crêem. “Charis” significa graça, que é a raiz da palavra Eucaristia, indicando que ela é a maneira mais perfeita de ação de graças. Receber a Eucaristia não é receber pão abençoado ou bolachinha benta; é receber o corpo, sangue, alma e divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, para fortalecer a pessoa na prática da virtude, isto é, na prática do bem, do amor a si mesmo e ao próximo não importando raça, cor e posição social.
A Eucaristia sustenta e fortalece a pessoa no embate contra o mal, contra o desânimo e contra tudo o que possa desencaminhá-la e desestruturá-la. Jesus – caminho, verdade e vida presente na Eucaristia – fala à pessoa: “Venha a mim você que está casada, desesperada, magoada, machucada, triste e eu a aliviarei; eu a sustentarei pois o meu corpo é a verdadeira comida e o meu sangue é a verdadeira bebida”.A celebração da Entreajuda nas quintas-feiras (9h, 14h30,16h30,19h30 e 21h) proporciona este encontro com Jesus na Palavra e na Eucaristia. É o próprio Cristo Jesus vindo ao encontro dos fiéis como médico e remédio, curando, perdoando, animando, revigorando a fé, alimentando a esperança, proporcionando alegria, iluminando a mente, o coração e o caminho. Dizia São Pedro: “A quem iremos, Senhor? Só tu tens palavras de vida eterna” e São João “e a Palavra se fez carne”, se fez Eucaristia. A Celebração da Entreajuda é um caminho onde se busca no Senhor Jesus, presente na Eucaristia, a orientação para a solução de tantos problemas e dificuldades.
A distribuição da Eucaristia é a terceira parte da Celebração da Entreajuda pois ela é o Pão da vida, que é Cristo, porque ele mesmo diz: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue vive em mim e eu vivo nele” (Jo 6,56).
Frei Nelson Martins dos Santos, capuchinho

 

O PODER DO TOQUE


Nas Celebrações da Entreajuda existe um momento em que os participantes são convidados a se darem as mãos ou a tocarem os ombros ou a cabeça de quem está próximo. Esse gesto se faz após a Comunhão Eucarística, na parte final da Celebração, e pretende ser o momento de partilha.
Nessa corrente de Entreajuda, que então se forma, partilha-se a fé, a esperança, o amor, a gratidão e toda a energia que une a todos como irmãos, filhos do mesmo Pai. O gesto é simples mas seus resultados podem ser surpreendentes, se compreendermos a importância terapêutica do contato físico, da energia mental, da comunicação telepática, do poder do amor e da fé.

 

Benefícios do toque físico


O contato físico transmite amor, consciente ou inconscientemente, e pode desencadear alterações metabólicas e químicas no corpo, as quais ajudam a curar. Se um filho diz que se sente mal, a mãe instintivamente o abraça. Se um amigo íntimo está deprimido, o outro o envolve com o braço. Quando um bebê está doente, a mãe o pega no colo e embala-o durante horas. Por meio do contato físico se demonstra compaixão e compreensão. O ser humano usa, instintivamente, o contato físico também com o objetivo de comunicar e transferir energias saudáveis aos que se encontram em sofrimento físico ou emocional.
Sidney Jourard, falecido, professor da universidade da Flórida e atento observador dos contatos físicos, declarou que, quando uma pessoa toca outra, na realidade está dizendo: "Quero partilhar, quero ajudar". E o outro, ao permitir o contato, está respondendo: "Quero partilhar, quero ser ajudado".
Ao longo da história, o contato físico tem sido associado aos mais impressionantes e misteriosos relatos de cura. Há cerca de 15 mil anos, o ser humano usava o contato físico com o objetivo de curar. Pinturas em cavernas nos Pirineus comprovam o fato, assim como primitivos entalhes em rocha e pinturas em papiro na China, Egito e Tailândia. O poder de cura de Jesus deu-se, freqüentemente, por meio de contato físico, como relatam os Evangelhos Mc 7,31; 8,22-25; 16,14-18; Jo 14, 12).
Confirmou-se cientificamente que o contato físico é uma necessidade biológica, e constata-se que o simples ato de tocar pode promover o bem estar físico e emocional. A ciência vê-se capaz de documentar, agora, o que os povos primitivos sabem há muito: o contato físico exerce efeitos benéficos sobre o funcionamento interno do corpo.
Nas faculdades de Medicina da Universidade de Maryland e da Universidade da Pensilvânia (USA), os médicos descobriram que os batimentos cardíacos se alteram quando as pessoas são tocadas e que, segurar a mão de pacientes em coma profundo ou mesmo paralisadas, provoca reações cardiovasculares significativas. O contato físico pode também ajudar a aliviar a dor. Quando alguém se machuca, é comum massagear ou tocar o local dolorido, seja na cabeça, no queixo ou no abdome.

 

A imposição das mãos canaliza energias

Uma professora de enfermagem na Universidade de Nova York (USA), Dra. Delores Krieger, tornou-se conhecida por estudar e desenvolver o "Contato Físico Terapêutico". Seu método baseia-se na imposição das mãos para ajudar a curar e canalizar as energias humanas. A especialista afirma que em nosso corpo circula energia e que, no contato físico terapêutico, esta energia é transferida numa direção ou modulação específica. O Contato Físico Terapêutico tem se revelado útil e eficaz no tratamento de distúrbios circulatórios e problemas respiratórios. Constataram-se melhoras também em casos de artrite, edema, dor de cabeça, queimadura, indisposição gastrintestinal, cólicas menstruais e tensão. O contato físico dá bons resultados em todas as doenças relacionadas ao estresse, que compõe de 80 a 100 por cento de cada enfermidade.
Hoje, nas áreas de saúde mental e física, usa-se muito o contato físico como meio de comunicação e terapia. Na Igreja Católica, após o Concílio Vaticano II, cumprimentar, abraçar e rezar de mãos dadas faz parte da liturgia.
O gesto da imposição das mãos, felizmente, também começa a ser de novo valorizado no contexto do Cristianismo. Nas Celebrações da Entreajuda, o gesto das mãos dadas quer ser o canal por onde se dá e se recebe esta energia que alivia, consola, fortalece e cura. Aproximar-se, tocar o outro, segurar sua mão, faz muito bem!
A corrente da Entreajuda une não só as pessoas presentes à celebração, mas também alcança mentalmente a todos os que são lembrados naquele momento. Aqui entra em ação a comunicação mental, a Telepatia, que é uma realidade comprovada cientificamente.
O Dr. Joseph B. Rhine, da Universidade de Duque, na Carolina do Norte (USA), comprovou, em 1930, que existe comunicação mental entre duas pessoas, ultrapassando o mero acaso. Com milhares de experiências ele demonstrou que uma pessoa pode captar o que a outra está imaginando ou mentalizando. Trata-se da Telepatia Consciente.
Lozanov, Neurologista e Parapsicólogo do Instituto de Sugestologia de Sofia, na Bulgária, no início da década de 1960, comprovou que as pessoas se comunicam entre si sem percebê-lo conscientemente. É a Comunicação Telepática Subconsciente. Dizia ele que o aluno tende a se tornar o que o professor espera dele. Isso acontece porque o subconsciente do aluno capta o que o professor pensa, imagina, ou sente sobre o aluno.
Portanto, é possível ajudar os outros através da Telepatia. Durante um exercício de relaxamento, de preferência, deve-se imaginar a pessoa, que se pretende ajudar, sentindo-se muito bem, cheia de saúde, tendo as atitudes que se espera dela. A mensagem telepática será captada pelo Subconsciente da pessoa e produzirá reações correspondentes à programação realizada por Telepatia.
A Corrente de Entreajuda é ótimo momento para enviar mensagens telepáticas aos que não estão presentes. É claro que a Comunicação Telepática acontece também entre os que estão na celebração. Portanto, ao dar as mãos, deve-se pensar, imaginar e desejar o melhor para aquela pessoa e para todas. E, ao estar sintonizado neste canal de paz e harmonia, cada um também receberá o que os outros estão imaginando e desejando.
A Corrente de Entreajuda é um gesto concreto que celebra a fraternidade universal, que deve unir todos os seres humanos independente da sua crença religiosa ou da sua condição social. É oportunidade para cada um perceber que não está sozinho, mas faz parte da grande família dos filhos de Deus. Como membros de uma família, todos precisam colaborar e ser solidários. É compromisso que brota da fé e da própria solidariedade humana.
O gesto simples de dar as mãos, tocar os ombros ou a cabeça de alguém nas Celebrações da Entreajuda é gesto com riquíssimos significados e com resultados que podem ser maravilhosos pela partilha que se estabelece no contato físico, na atitude mental, na comunicação telepática, no poder do amor e da fé.
Flávio Wozniack, Parapsicólogo Clínico

 

BÊNÇÃO

Nas Celebrações da Entreajuda que fazemos costumamos abençoar todos os fiéis presentes, fotos de pessoas, pedidos escritos, água, sal, óleo, roupas, documentos, imagens, terços, remédios, carteiras de motorista e de trabalho, inscrições em concursos e vestibulares, processos na justiça, e outros projetos e objetos significativos colocados nas mesas diante do altar. A bênção é uma constante nas Sagradas Escrituras. Jesus curava abençoando, impondo as mãos, tocando as pessoas doentes, afastando as memórias negativas ou demônios (Mc 7,33; 8,23; Jo 9,6.11).
O valor da bênção é a indução psicológica positiva que provoca e aumenta a fé que realmente cura. A pessoa que se sente abençoada e utiliza objetos abençoados, entra em estado de positividade e faz acontecer o que sente e acredita. Ser feliz é sentir-se abençoado, é tomar consciência das bênçãos que as criaturas nos repassam todo dia. Deus sempre abençoa a todos sem distinção, mas de nada disso adianta se a gente vive se amaldiçoando com inúmeros negativismos.
A bênção serve para nós, para que utilizemos as coisas com a mente positiva, cheia de fé na graça de Deus. Diz um grande princípio de Psicologia: “As coisas fazem o efeito que acreditamos”
Para não confundir com os sete sacramentos instituídos por Cristo e que produzem graça de per si, a Igreja Católica chama de sacramentais a estas coisas abençoadas, que produzem graça conforme a fé dos fiéis.
Não devemos utilizar coisas abençoadas como se tivessem poder mágico, porque isso seria superstição. Não acredite em novenas nem em correntes de orações nem em fitinhas e outros objetos milagrosos mesmo sem ter fé, como se diz por ai. Sacramentais não curam, mas despertam a fé que liberta e cura.Concluindo, deixe-se abençoar. Os sacramentais despertam o poder da fé que se fundamenta em Deus. A fé depende de sinais. Não valorize os sacramentais mais que os sacramentos. Nenhum sacramental, nenhuma bênção possui o poder dos sacramentos instituídos por Cristo.
Para evitar abusos, a Igreja redigiu o Ritual dos Sacramentais. Sempre que possível, procure o sacerdote para bênçãos. No entanto, você também pode abençoar, do seu jeito, porque todos somos filhos e filhas da bênção. Abençoe seus filhos, sua casa, sua empresa, seu automóvel, suas plantações e criações.
Frei Ovídio Zanini, OFMCap

 

AGRADECIMENTOSTestemunho:
Prova de fé e caridade


Nas Celebrações da Entreajuda, há um momento dedicado para testemunhos. Em grego, testemunha se diz martyr. A Igreja Católica adotou este nome para os fiéis que deram sua vida em testemunho de Cristo. Dar a própria vida para alguém é o maior testemunho de amor e fé.
Há muitas formas de testemunhar. Uma genuflexão piedosa, um sinal da cruz feito com devoção, uma esmola, um beijo..., são testemunhos ou provas de fé e caridade. Uma forma excelente de testemunho é falar em público a serviço de Deus, falar de algum favor ou graça recebida do Senhor.
O testemunho refere-se a uma experiência interior do amor de Deus, e provoca nos ouvintes o aumento da fé. A fé procede da pregação e entra pelos ouvidos. Obviamente, a fé pode também acontecer pelo testemunho ocular ou por outros modos, como, um abraço, um gesto de caridade, mas principalmente pelo ouvido. “Como poderiam crer naquele que não ouviram? E como poderiam ouvir sem pregador?” (Rm 10, 14).
Aqui está o valor do testemunho. Ele aumenta a fé que faz milagres, “que transporta montanhas”. Existem experiências do poder de Deus, como são as curas tanto interiores como exteriores, que devem ser manifestadas aos irmãos como forma de gratidão e estímulo. A pessoa que presta um testemunho de Deus, sente-se feliz, mais amada ainda por Deus, que nunca se deixa vencer no amor. O testemunho é uma forma de gratidão. Agradecer é a melhor maneira de pedir. Quem agradece tem consciência dos favores recebidos, e “àquele que tem, lhe será dado em abundância” (Mt 13, 12).
O testemunho gera discípulos, como o testemunho dos apóstolos e dos mártires. Quando alguém quer adquirir um bem, pede a outros a sua opinião, ou seja, o seu testemunho.

Como dar um testemunho


Seguem aqui pequenos segredos para bom testemunho:

1.Deve ser breve. Não deve ser nem pregação nem narração de histórias, que podem cansar e irritar os ouvintes, produzindo efeito contrário.
2.Deve ser objetivo e não confuso e disperso.
3.Deve ser claro e específico, relacionado com a Celebração da Entreajuda e não com outras circunstâncias.
4. Deve ser humilde e jamais como exibição de santidade.
Frei Ovídio Zanini, capuchinho

 

IMPOSIÇÃO DAS MÃOS

Dando continuidade aos momentos principais da Celebração da Entreajuda, enfocamos, agora, a imposição das mãos.
A tradição de curar pela ”imposição das mãos” remonta pelo menos desde os tempos bíblicos, técnica esta usada por Jesus, e a nós transmitida pelos evangelistas. O povo daquele tempo trazia os doentes e pessoas sofridas até Jesus e Ele os curava impondo-lhes as mãos.
Em Marcos 8,22-25, Jesus cura um cego: “Chegando eles a Betsaida, trouxeram–lhe um cego e suplicaram–lhe que o tocasse. Em seguida, Jesus lhe impôs as mãos nos olhos e ele começou a ver e ficou curado.”
Ainda no Evangelho de Marcos 7,31, o evangelista descreve a cura de um surdo-mudo, dizendo: “Rogavam-lhe que pusesse a mão sobre ele”. Jesus manda que seus discípulos façam o mesmo: “Ide por todo o mundo pregar o Evangelho a toda a criatura (...). imporão as mãos sobre os enfermos e eles serão curados” (Mc,16,14-18). Parece-nos que o povo estava habituado com essa técnica de Jesus.
É o que os freis e leigos preparados fazem nas celebrações da Entreajuda. Jesus mandou pregar, impor as mãos e curar. As mãos sacerdotais foram ungidas para fazer o que Jesus fazia. Mas não somente os discípulos no tempo de Jesus e os sacerdotes hoje poderão fazê-lo, mas também os leigos devidamente preparados.
No Evangelho de João (14,12), Jesus afirma: “Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê em mim fará as obras que eu faço e fará ainda maiores do que estas”.
Na Celebração da Entreajuda temos um grupo de voluntários, treinados, que crêem em Jesus, que energizam com fé, que partilham suas energias com suas mãos curativas.
Na verdade, desde tempos imemoriais, o homem descobriu que a imposição das mãos produzia alívio e cura. Não se trata, portanto, de um “dom milagroso”, nem de superstição, pois todos temos, uns mais outros menos, magnetismo pessoal e irradiação de forças internas podendo assim nos beneficiar e ajudar nosso semelhante.
Richard Gordon em seu livro “ A Cura pelas Mãos” (Editora Pensamento, p. 140) diz: “Através de nossas mãos podemos canalizar o amor existente em nossos corações no sentido de aliviar o sofrimento daqueles que nos rodeiam. O amor é o melhor curador. Saber que há alguma coisa que eu possa dar através das mãos e que ajuda as pessoas experimentar vida e saúde, é uma das mais lindas maneiras de partilhar nossos dons”.
A força vital circula através de nossas mãos, carregando toda célula no seu caminho.Tive oportunidade de conhecer e participar de muitos cursos com frei Hugolino Back, um frei franciscano que trabalha no convento de Santo Amaro da Imperatriz-SC. Sou testemunha do quanto esse humilde frei ajuda as pessoas a se libertarem pela imposição de suas mãos. Seguidamente ele repetia: “A Igreja Católica precisa urgentemente voltar a praticar essa técnica ensinada por Jesus”. Podemos conferir seu trabalho lendo o livro “A Cura pela Imposição das Mãos” de Pedro Ant. Grisa (Idipappi).
Na antiga Rússia, havia o seguinte aforismo: “Se existe um médico numa aldeia, o padre deve estar negligenciando seu trabalho”. Isso reflete a atitude do cristianismo oriental.
A cura pela imposição das mãos representa um desafio para a Igreja. Se ela não o fizer, os curandeiros o farão.
George W. Meek no seu livro “As Curas Paranormais” (Editora Pensamento, p. 299) assim se expressa: “São imensas as oportunidades para a Igreja. O sacerdote e o ministro estão numa posição esplêndida para agirem como canais curativos. Eles possuem adestramento, experiência e a autodisciplina, além da fé em Deus, elementos que poderiam ser conciliados para garantir que os sistemas curativos fossem equilibrados e idôneos. Além do mais, não existe nenhum motivo para que os membros leigos da Igreja não devessem ser incentivados, reconhecidos e autorizados a agir como curandeiros dentro da organização dela.”Por que, então, a Igreja e nós católicos não usamos mais essa técnica de Jesus para minorar o sofrimento e o desespero de tantos?
A cura pela imposição das mãos é a mais legítima medicina do amor, a mais necessária para os dias de hoje e nós, freis capuchinhos da Igreja Nossa Senhora das Mercês, há três anos que a usamos nessas especiais celebrações.
Frei Alvadi P. Marmentini, capuchinho, pároco

 

 

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